The Walking Dead 3×02: Sick

 

A segunda temporada de The Walking Dead demorou um pouco para engrenar, já a terceira está com um ritmo alucinante, com muita coisa acontecendo e a tensão sempre lá no alto. Quem não desistiu do seriado deve estar se sentindo muito bem recompensado.

Dando continuidade ao episódio anterior, temos o encontro de Rick e o resto do grupo com os presidiários que ficaram alheios ao apocalipse zumbi que se desenrola ao redor do mundo. Ficamos imaginando que uma disputa por território vai ocorrer, mas os presos concordam em dar a metade da comida que possuem se Rick e os outros os ajudarem a limpar uma ala da prisão.

Apesar de toda a intensidade da situação, sobra um tempinho para uma comédia pastelão. Me refiro a cena em que os presidiários ficam que nem loucos tentando matar os zumbis com socos no estômago e facadas no peito, mesmo tendo sido avisados da maneira correta de fazê-lo. Um pequeno alívio cômico no meio do caos.

“Sick” possui a cena mais surpreendente e impactante de todo o seriado, pelo menos na minha opinião. Sim. Falo da cena que nos confirma que Rick realmente passou por uma grande mudança. O momento em que ele encara o preso com um olhar frio, diz “shit happens” e  desfere o golpe no meio da cabeça do cara é épico. Não acho que Rick se transformou em um assassino, mas sim em alguém que não está mais preocupado em seguir as leis de uma sociedade civilizada. A sobrevivência vem em primeiro lugar e qualquer ameaça deve ser eliminada. Não há mais tempo para perder com qualquer coisa ou qualquer pessoa que tragam dúvidas.

Lori toma uma atitude corajosa ao realizar um boca a boca em Hershel, que estava a um passo de virar zumbi. O perigo iminente da situação foi transmitido com bastante qualidade, culminando em um verdadeiro susto quando Hershel tenta agarrar o pescoço dela.

Carol parece ganhar mais evidência agora. Ela pretende fazer uma cesariana em Lori e para isso vai treinar nos zumbis. Corpos não vão faltar. Se formos pensar de maneira realista, a chance disso tudo dar certo é miníma, mas estou disposto a dar um desconto para essa forçada de barra que se aproxima.

O episódio se encerra em uma cena com um ar poético que revela que Rick ainda não perdoou Lori, mas que talvez faça isso em breve.

Se esse nível for mantido The Walking Dead vai se firmar ainda mais como um dos melhores seriados de hoje em dia.
10/10

Review: The Walking Dead 2×03 – Save the Last One

Mesmo que o episódio não tenha avançado muito nas principais tramas do seriado, ele pode ser considerado o melhor da atual temporada. Motivos para isso? O assustador arco narrativo de Shane, a maneira com o que o roteiro brinca com a linearidade, aumentando o impacto de uma situação crucial e a ótima rima da primeira com a última cena.

Enquanto Lori e Rick aguardam o retorno de Shane com os materiais médicos que podem ajudar Carl a sobreviver, eles discutem sobre a vantagem de se continuar vivo em um mundo destes. Lori chega ao ponto de desejar a morte do filho, assim ele não teria que viver todos os minutos de sua vida com medo, sempre fugindo e quase nunca com um rumo definido.

É uma questão a se pensar. Vale a pena investir tanto na sobrevivência em um mundo pós-apocaliptico como este? Que motivos eles tem para continuar respirando? A esperança de dias melhores seria uma resposta aceitável, mas parece que ela está em falta para quase todos ali. Então, por que continuar vivo?

A resposta sai da boca do próprio Carl em uma cena um tanto forçada, mas com um tom emotivo bem forte.

Mais uma vez a religiosidade e espiritualidade estão presentes, algo natural nessas circunstâncias. Dessa vez quem faz indagações sobre a existência ou não de Deus é Glenn, um personagem querido por muitos e que poderia ser melhor aproveitado.

Mas é claro, o destaque é mesmo Shane e sua atitude extrema. Estou pensando em uma maneira de justificar o ato covarde de Shane e só encontro uma: salvar Carl. Acredito que ele não agiu dessa forma pensando nele mesmo e sim no garoto. Agora, se tal atitude pode ser perdoada é outra questão. É justo tirar a vida de Otis para que Carl viva, ainda mais sendo Otis o responsável pelo estado de Carl? É uma pergunta difícil, ainda mais quando pensamos no contexto do mundo em que os personagens vivem em The Walking Dead. Uma coisa é certa: Rick jamais tomaria esta atitude. Ele iria preferir servir de isca para os zumbis e deixar Otis fugir.

Save the Last One permite discussões profundas, tem um ritmo agradável e se destaca pelo requinte narrativo e pela ousadia.
9/10

The Walking Dead 2×02: Bloodletting

Um dos pontos mais interessantes deste episódio é o flashback inicial de Lori. Nele percebemos mais uma vez que ela não andava muito satisfeita com o seu relacionamento com Rick, sendo a reclamação maior o fato de Rick não gritar com ela e ser certinho demais. Há um tom triste quando ela diz que se casaram muito jovens.

Mas o enredo principal gira em torno do tiro que atingiu o garoto Carl. A partir disto conhecemos novos personagens humanos que habitam este mundo hostil. Não há tempo para desenvolver a história deles, mas já dá pra entender que são boas pessoas e que farão de tudo para ajudar Carl, mesmo que isso esteja além de suas capacidades.

Atitudes como essa deixam um resquício de esperança de que ainda há chance para a humanidade, mesmo que isso pareça quase impossível. O próprio Rick acha que não existe cura, não existe futuro e é triste ver o personagem principal com esse ar derrotista, mas a verdade é que ele está passando por mais uma provação difícil ao ter que lidar com o filho baleado e mais toda a tensão relacionada aos errantes.

Pode não ter sido um episódio empolgante como alguns que já vimos, mas ele tem sim bons momentos, como os diálogos entre Shane e Rick, que mostram que os dois realmente se importam um com o outro.

Ah sim, não dá para esquecer do final. Mais uma vez temos um desfecho cheio de tensão e fúria. Daqueles que te deixam ansioso pelo próximo episódio.
7/10

The Walking Dead 2×01: What Lies Ahead

Depois de uma longa espera The Walking Dead está de volta. A segunda temporada promete ao menos manter o nível do que vimos antes e o melhor de tudo é que dessa vez teremos 13 episódios, mais do que o dobro da primeira.

SPOILERS!!!! 

2×01: What Lies Ahead

Tudo começa com Rick Grimes tentando se comunicar com Morgan pelo rádio, sem sucesso. Para quem não lembra, Morgan é aquele que deu uma força pro Rick no episódio piloto.

Um fato misterioso do season finale foi aquele momento em que o cientista fala algo no ouvido de Rick. Este enigma continua, o que não deixa de ser um acerto do roteiro. Seria esse segredo algo de grandes proporções ou uma fofoca a nível pessoal? Só o tempo para nos dizer.

O grupo decide se dirigir para um local chamado Forte Benning em busca de um mínimo de proteção.  Alguém tem alguma dúvida de que o caminho vai ter obstáculos perigosos, desengonçados e famintos? Quando ocorre um problema com o radiador do furgão a aflição toma conta. Cada movimento desprotegido em céu aberto é acompanhado de riscos. A sensação de que a cada passo eles podem ser surpreendidos pelos errantes é transmitida com eficiência.

Um festival de carros abandonados impede que eles continuem a se mover, mas esses carros podem fornecer suprimentos. Será que eles vão poder pegar roupas, alimentos e água com traquilidade e sorrisos estampados nos rostos? É claro que não.

Um verdadeiro exército de zumbis aparece do nada e o terror toma conta. Essa sequência é capaz de animar qualquer fã do gênero de zumbis. A atmosfera criada enquanto o grupo tenta se esconder dos zumbis é sufocante. Sabemos que logo vai acontecer aquele clichê de alguém fazendo barulho e despertando a atenção dos errantes, mas tudo bem.

A cena de Andrea enfrentando um errante no mano a mano é talvez um dos pontos altos de todo o seriado, afinal temos uma exemplar atuação de Laurie Holden, que captura o desespero e a angústia da personagem, com uma reação extremamente violenta.

Falando em violência, preparem-se. As mortes continuam impressionando pelo excesso de sangue e até mesmo pela rapidez com que acontecem. Talvez alguns não estejam preparados para acompanhar o que talvez seja uma das cenas mais nojentas de todos os tempos. Não quero estragar a surpresa, mas já adianto que Rick e Shane basicamente tentam revolucionar a cirurgia ao executarem uma laparotomia exploradora mais profunda do que o normal. Não esqueça o saquinho de vômito.

O acontecimento principal do episódio é mesmo o sumiço da garotinha Sophia. Rick demonstra o heroísmo de sempre, mas ele não é o rambo. Sua estratégia para despistar os zumbis leva Sophia a se perder, agora todos estão em busca dela.

Essa situação possibilita que alguns tenham tempo para pensar sobre os seus próprios transtornos psicológicos: Shane consumido pelo desejo que sente por Lori, Andrea e sua desesperança com a própria vida e assim por diante.

Para finalizar, uma sequência que se aproxima da poesia e termina de um jeito inesperado, nos deixando ansiosos pelo próximo episódio.

The Walking Dead parece ter mantido os aspectos que fizeram a primeira temporada funcionar: conflitos intimistas, mortes de zumbis violentas, alguns mistérios e o bom desenvolvimento dos personagens. Ao que tudo indica, ainda tem bastante coisa boa pela frente.
8/10

Crítica: Terra dos Mortos (2005)

Dando continuidade aos meus comentários sobre filmes de zumbis, eis aqui um trabalho menos inspirado de George Romero, mas que possui o seu valor.
Mesmo sem ter uma história que nos estimule mentalmente, Terra dos Mortos merece destaque por valorizar os seus personagens principais, os zumbis. Aqui os devoradores de carne humana agem em benefício do grupo. Eles funcionam como uma massa coletiva que parece raciocinar para atingir os objetivos. A figura de um líder zumbi pensante é uma ameaça pouco vista em trabalhos anteriores do diretor, dando ares novos a este gênero já tão explorado.
Terra dos Mortos é um filme simples e direto, que se mostra bastante preocupado em criar cenas criativas e sangrentas de ataques de zumbis. Quem gosta da visceralidade dos filmes de zumbis vai se satisfazer com o excesso de sangue e de algumas cenas até nojentas.
Entretenimento descartável, mas que garante 90 minutos de diversão, principalmente para os amantes do gênero. De se lamentar o bom elenco que não foi exigido. Simon Baker e John Leguizamo certamente são capazes de performances muito melhores.
 7/10
IMDb 

Crítica: Resident Evil – O Hóspede Maldito (2002)

Nunca se espera muita qualidade de uma adaptação de video-game, mas em Resident Evil forçaram a barra. O início com mistério e um razoável suspense até parecia promissor, mas o diretor Paul W. S. Anderson fez questão de estragar tudo. Não que o roteiro seja maravilhoso, mas um diretor mais gabaritado poderia ter feito algo melhor.

O filme é repleto de sustos fáceis, previsíveis e repetitivos. Aquele suspense razoável se transforma em algo nada sutil, irritante até. O diretor não mostra muita capacidade nas cenas de ação também, que para piorar contam com uma trilha sonora chata, que só serve para o video-game. A história vai perdendo a força minuto a minuto, mas pelo menos existe um humor negro eficiente em algumas sequências, principalmente nas que envolvem cachorros “zumbis”.

Falando em zumbis, eles são um dos poucos acertos do filme. São zumbis do tipo clássico: lerdos, burros e muito violentos.  Pena que é pouco para salvar essa experiência cansativa e sem graça. O final tem contornos apocalipticos, algo que poderia gerar sequências interessantes, mas a julgar pelas baixas notas no IMDb as continuações são tão fracas como este aqui.

Crítica: Extermínio 2 (2007)

Pode parecer um exagero dar cinco estrelas para um filme de zumbi, mas o fato é que eu gosto de avaliar um filme pelo o que ele se propõe e, dentro do gênero, Extermínio 2 é um trabalho quase que irrepreensível. Muitos temeram pelo pior quando Danny Boyle abandonou o projeto, mas foi com alegria e com um pouco de surpresa que constatamos a imensa qualidade do diretor Juan Carlos Fresnadillo. Desde os primeiros minutos do filme o desespero toma conta dos personagens e de nós também. Os zumbis aqui são extremamente rápidos, violentos e até inteligentes. Fugir deles é tarefa quase impossível, sendo a melhor chance de sobreviver manter-se escondido em um local isolado.  A sequência inicial, que mostra zumbis perseguindo um grupo de pessoas, é cheia de adrenalina e já mostra do que o diretor é capaz. Não posso esquecer também da trilha sonora marcante, que deixa tudo ainda mais envolvente.

Extermínio 2 mostra uma Inglaterra pronta para receber seus moradores novamente. A infecção foi controlada e com isso o povo volta a ter esperança de viver como antes. Tudo corre bem até um inevitável erro ser cometido.

O filme se destaca pelas boas doses de suspense – principalmente quando as crianças perambulam por uma área vazia e proibida de Londres -, pelas cenas extremamente fortes, tanto em termos de violência física como de violência psicológica e também pelo ótimo elenco, que conta com Jeremy Renner, Idris Elba e Robert Carlyle.

Eis um trabalho subestimado que merece um pouco mais de atenção. É ótimo ver um filme de zumbis cujo desfecho é imprevisível e que, em meio a cenas cheias de sangue e morte, tenha um tempinho para fazer críticas relevantes à certas atitudes do ser humano e também à política bélica de alguns países.

Crítica: Madrugada dos Mortos (2004)

Espero que você, caro visitante intratecal, não esteja de saco cheio de reviews de filmes de zumbis por aqui. O fato é que, além do meu fascínio pelo tema, decidi fazer uma lista dos melhores filmes de zumbi e para isso estou vivendo uma verdadeira imersão sem freio no assunto.

Madrugada dos Mortos é um remake do fantástico Dawn of the Dead de George Romero, lançado nos idos de 1978 e considerado por muitos como um dos grandes filmes do tema. Tarefa árdua e perigosa para o diretor Jack Snyder, que estreava no cinema com este trabalho.

O resultado? Um grande acerto. Madrugada dos Mortos faz parte do pequeno grupo de remakes que adicionam coisas novas e interessantes sem destruir a essência do material original.

Nos minutos iniciais já somos jogados no meio de uma cidade que vive o caos na forma de zumbis. A maneira com que Zack Snyder filma alguns acidentes automobilísticos causados pelos mortos-vivos impressiona. Acompanhamos a personagem de Sarah Polley nessa introdução frenética e tememos por ela desde o começo.

Os créditos iniciais nos mostram que o apocalipse chegou. São cenas que se parecem com noticiários televisivos, aumentando a tensão e o tom de urgência.

Assim como no original, um grupo de pessoas se reune e busca refúgio em um shopping, já que a cidade está completamente tomada por esses seres violentos. O objetivo do grupo é apenas um: sobreviver. Será que o melhor local para se proteger é o shopping?

Eis um filme de zumbi que se leva sério e que tem autoridade para isso. Claro que o roteiro abre espaço para sequências engraçadas, como quando os sobreviventes praticam tiro ao alvo em zumbis que se parecem com pessoas famosas, mas no geral é um drama de sobrevivência com momentos intimistas e muita ação.

Zack Snyder não economiza na violência. São litros de sangue que jorram por todos os lados, na maioria das vezes de uma maneira criativa. As cenas de ação realmene entretém e demonstram um controle invejável do diretor. Não há do que reclamar em relação a essas cenas, mas fica evidente que Madrugada dos Mortos seria melhor se investisse mais tempo em cenas intimistas. O sentimento de desesperança em relação ao futuro do mundo poderia ter sido mais explorado, assim como o próprio isolamento do grupo. Cenas como aquela em que os personagens tentam dormir e não conseguem devido ao barulho ensurdecedor dos mortos-vivos são as mais marcantes.

O trabalho dos atores está ótimo, principalmente de Sarah Polley, Ving Rhames, que parece um verdadeiro herói de ação e também Ty Burrell, que mostra um timming cômico excelente, algo que passamos a conhecer melhor com o seriado Modern Family.

Infelizmente, o roteiro dá uma enrolada no desenvolvimento da história, com alguns clichês e até forçando algumas situações absurdas. No entanto, isso não atrapalha nossa diversão e o resultado é algo que deve ter deixado George Romero orgulhoso.

Crítica: A Volta dos Mortos Vivos – Parte 2 (1988)

O filme aposta em uma abordagem cômica do tema zumbis, alcançando relativo sucesso. Demora um pouco até que ele demonstre que não quer ser levado a sério. No início chega a incomodar o amadorismo de alguns atores e até mesmo da direção, mas quando ar exagerado torna-se evidente ele diverte. Sem criatividade alguma em termos de história, A Volta dos Mortos Vivos – Parte 2 acompanha um grupo de pessoas fugindo de zumbis em uma cidade abandonada. O que agrada bastante é a ótima maquiagem dos mortos-vivos, que são nojentos, assustadores e engraçados ao mesmo tempo. São várias as cenas que contam com humor eficiente e diálogos bizarramente engraçados, como aquele que compara câncer com a “doença dos mortos-vivos”. Um dos momentos mais interessantes é quando uma homenagem ao clipe de Thriller é feita, com direito até a um Michael Jackson versão zumbi. Se você aguentar os insossos primeiros minutos, vai ver que o restante do filme compensa o esforço.
IMDb

/b. knott

Crítica: Terror nas Trevas (1981)

Eu estava empolgado com o diretor Lucio Fulci até assistir a Terror nas Trevas, mais conhecido como The Beyond. O filme tem muitos entusiastas por aí, mas o jeitão dele não me agradou nem um pouco. A história gira em torno de um hotel que esconde uma das 7 portas do inferno. E é claro que da tal porta sairá algo extremamente maligno, no caso zumbis assassinos. Muitos adoram a falta de coerência interna dos trabalhos de Fulci, mas aqui essa tendência prejudica de maneira irreversível a fluidez da história. Por incrível que pareça é algo cansativo de se assistir, mesmo com a curta duração e com uma ou outra boa cena de gore, como a das aranhas donas de um certo tropismo pela mucosa oral. Pois é,  um dos melhores momentos de um filme de zumbis tem aranhas como personagens principais. Isso não pode estar certo. Para completar, a trilha sonora simplesmente não combina com as cenas. Mais parecem aquelas músicas pentelhas de video-games antigos. Tudo isso mata qualquer chance de suspense e tensão, aspectos que enriquecem bastante os filmes de zumbis. Tudo não passa de um amontoado de cenas desconexas, um roteiro que não empolga e com muito pouco para acrescentar a este amado gênero.
IMDb

/b. knott

– Sei que este filmes tem admiradores. Alguém pode me dizer os pontos positivos de The Beyond?

Crítica: Uma Noite Alucinante 3 (1992)

Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness) não é um filme de zumbis propriamente dito, mas eu diria que esqueletos que saem de baixo da terra e formam um exército próprio podem ser considerados mortos-vivos. Portanto, é justo que eu inclua este filme no meu projeto de analisar e listar os melhores do gênero.

O diretor Sam Raimi alcançou uma certa moral após os sucessos de Evil Dead e Evil Dead II. Isso possibilitou que ele tivesse o respeitável orçamento de 13 milhões de dólares e liberdade suficiente para criar uma aventura que brinca com viagem no tempo, que é cheia de ação, humor, cenas bizarras, além de contar com uma ou outra cena de horror e trash.

Depois dos acontecimentos do filme anterior, Ash (Bruce Campbell) é transportado para o ano de 1300 DC. Primeiro ele é tido como um inimigo do povoado, mas depois o mago local informa que Ash é o prometido das escrituras. É ele quem vai recuperar o livro Necronomicon e salvar a todos. Bem, isso na teoria. Ash não consegue decorar 3 palavras mágicas e sua tentativa de contornar a situação com um “jeitinho brasileiro” não funciona, o que faz despertar o exército dos mortos.

O filme tem menos de 80 minutos, então não dá para esperar uma história e personagens muito bem desenvolvidos. Valorizar esses aspectos não é a proposta de Sam Raimi aqui. Isso pouco importa. Ver Ash com suas frases e atitudes do século XX em pleno século XIV diverte bastante. “Good. Bad. I’m the guy with the gun” e “That’s it, go ahead and run. Run home and cry to mama!” são só alguns exemplos.

Para completar tem a fantástica batalha com o exército de esqueletos, momento em que vemos cenas peculiares. Sobra espaço para esqueletos bocejando, tocando gaita de fole, flauta e até fazendo referências aos Três Patetas.

Por ser um tanto repetitivo o final não agrada. De qualquer forma, existe um final alternativo que eu considero mais interessante, apesar de sombrio.

Boa diversão para quem não se importa com furos no roteiro e excessos de bizarrices.
IMDb

Crítica: Zumbi 2 – A Volta dos Mortos (1979)

Ainda não conheço muito bem a carreira do diretor Lucio Fulci, mas posso dizer que dos filmes que eu vi este é o mais interessante.

Tudo começa com um barco aparentemente abandonado se aproximando de Nova York. Alguns policiais vão investigar a situação e logo descobrem que há algo de muito errado. Um morto-vivo aparece, representa bem a sua espécie ao morder a jugular do policial e se joga no mar.

Logo entram em cena a filha do dono do barco, querendo encontrar o pai e um jornalista em busca de uma boa reportagem. A sede de informação de ambos os leva para uma misteriosa ilha nas Antilhas. E a diversão começa.

Zumbi 2 é um festival de cenas criativas, peculiares e violentas. Como não podia deixar de ser, o gore aqui é muito forte. Existe uma cena que envolve um olho e um pedaço de madeira que causa uma aflição absurda. Mas também temos momentos mais leves, como quando uma musiquinha no melhor estilo Hawaii é tocada.

A criatividade do roteiro atinge o ápice em um duelo mortal e  inesperado: um zumbi aquático versus um tubarão. Você leu bem. Quer algo mais bizarro e curioso do que isso?

Algumas sequências não agradam tanto, principalmente as que tentam explicar a origem dos zumbis. Velhos clichês de personagens que se dão mal por estarem desprevenidos, justamente quando deveriam estar mais atentos também incomodam um pouco.

As atuações deixam a desejar. Tem ator que acha que para transmitir medo basta arregalar os olhos e fazer uns gemidos estranhos. Aí não dá.

Felizmente, essas falhas são facilmente esquecidas pela história envolvente, pelo ótimo trabalho de maquiagem e pelos zumbis violentos.

Tudo termina em um clímax muito bem trabalhado e que remete ao clássico A Noite dos Mortos Vivos. O desfecho propriamente dito também é ótimo e devo dizer que me pegou de surpresa, de uma maneira bem positiva.

A tendência é que os amantes do gênero gostem bastante do que é visto aqui.
IMDb

/b. knott