Crítica: Fim dos Tempos (2008)

Não quero ser aquele cara chato que procura chifre em cabeça de cavalo, mas o fato é que Fim dos Tempos não é apenas uma história sobre o fim do mundo. Shyamalan aborda o tema do ponto de vista do casal principal, deixando claro que as ações e atitudes deles é o que realmente importa.
Quando as pessoas começam a se suicidar sem motivo aparente desconfia-se de alguma toxina produzida por terroristas, mas logo essa teoria é abandonada e chega-se a conclusão de que as plantas é que estão por trás disso. Sim, é absurdo e até cômico ver os personagens fugindo do vento, mas se você conseguir se desapegar de explicações convincentes é possível fazer parte dessa viagem sentindo uma ansiedade imensa a cada rajada de vento que muda de direção.
Shyamalan soa um tanto panfletário nessa exagerada rebeldia verde. O bom é que isso permite que o cineasta crie cenas de morte chocantes e aflitivas, nos dando a entender que ninguém está imune.
É uma situação apocalíptica de proporções enormes, mas também é importante a crise de relacionamento pela qual o casal passa, algo que culmina com duas cenas de forte carga emocional e que funcionam como uma mensagem de esperança. Claro, se você não se envolveu com o filme até esse momento não vai estar nem aí pra isso e eu não te culpo. Na primeira vez que assisti considerei Fim dos Tempos uma grande bomba, mas essa opinião mudou drasticamente na segunda vez.

nota: 7/10
imdb