Man of Steel bate recorde histórico

De maneira surpreendente, O Homem de Aço tornou-se a melhor estreia de junho em todos os tempos, arrecadando 125 milhões de dólares no final de semana. Quem possuía esse recorde anteriormente era Toy Story 3, com 110 milhões em junho de 2010.

A crítica especializada não recebeu o filme muito entusiasmo, mas fez elogios para as cenas de ação. No rotten tomatoes, Man of Steel tem apenas 56% de aprovação e uma média de 55 no metacritic.

Já o público parece satisfeito com a nova aparição do herói. No IMDb ele está com uma média de 8,3 com mais de 50 mil votos.

Normalmente, o IMDb é um termômetro bem confiável para o meu gosto de cinema.

No Brasil o filme só vai estrear em 12 de julho. Mesmo não sendo um fã do herói estou curioso.

Ah… reparem na quantidade de estrelas: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Russel Crowe, Kevin Costner, Laurence Fishburne, Diane Lane. Acho que isso ajuda a explicar o astronômico orçamento de 225 milhões de dólares.

Man of Steel

Crítica: Sucker Punch – Mundo Surreal (2011)

Zack Snyder, o diretor responsável pelos ótimos Watchmen e Madrugada dos Mortos, parece ter esquecido de um aspecto importante que ajudou os seus filmes anteriores a funcionarem: um bom roteiro. Sucker Punch mostra a garota Baby Doll sofrendo as consequências da morte da mãe e da convivência com o padastro repulsivo. De uma hora para outra, ela se vê em um hospital psiquiátrico, local em que realizará uma lobotomia em 5 dias. O objetivo, como não poderia deixar de ser, é fugir.

Agora começa a piração um tanto vazia de Sucker Punch. Para tentar tornar a estadia mais suportável a garota faz de conta que está em outro lugar, uma espécie de cabaré em que ela, e outras garotas, devem fazer danças sensuais para agradar aos clientes do local. Ao mesmo tempo, ela se imagina uma verdadeira heroína de filme de ação, tendo que realizar missões repletas de perigos para conseguir os objetos que vão tirá-la deste lugar: uma chave, um mapa, uma faca, um isqueiro e o mistério(!).

Sabemos que são quatro objetos, portanto, serão quatro aventuras de ação que se passam na cabeça da garota. Nas primeiras, ficamos encantados com o requinte técnico e estilístico do diretor Zack Snyder. Os combates são repletos de beleza gráfica, energia e além disso, de belas mulheres. O problema é que num dado momento não aguentamos mais esta fórmula repetitiva. Já não suportamos mais o slow-motion tão usado pelo diretor, os covers chatos de músicas boas na trilha sonora e claro, a percepção de que estamos vendo coisas que acontecem só no plano da imaginação, reduzindo o impacto de maneira inevitável.

Este filme é uma tentativa de mostrar que a estética pode nos fazer esquecer uma história ruim, sem sucesso. Por mais que o filme tenha seus defensores que dizem que ele é recheado de metáforas e que permite interpretações, não consigo encará-lo desse jeito.

Nossa empolgação com o filme dura pouco e no final apenas um mistério permanece: Que diabos significa o título SUCKER PUNCH?
5/10

Crítica: Madrugada dos Mortos (2004)

Espero que você, caro visitante intratecal, não esteja de saco cheio de reviews de filmes de zumbis por aqui. O fato é que, além do meu fascínio pelo tema, decidi fazer uma lista dos melhores filmes de zumbi e para isso estou vivendo uma verdadeira imersão sem freio no assunto.

Madrugada dos Mortos é um remake do fantástico Dawn of the Dead de George Romero, lançado nos idos de 1978 e considerado por muitos como um dos grandes filmes do tema. Tarefa árdua e perigosa para o diretor Jack Snyder, que estreava no cinema com este trabalho.

O resultado? Um grande acerto. Madrugada dos Mortos faz parte do pequeno grupo de remakes que adicionam coisas novas e interessantes sem destruir a essência do material original.

Nos minutos iniciais já somos jogados no meio de uma cidade que vive o caos na forma de zumbis. A maneira com que Zack Snyder filma alguns acidentes automobilísticos causados pelos mortos-vivos impressiona. Acompanhamos a personagem de Sarah Polley nessa introdução frenética e tememos por ela desde o começo.

Os créditos iniciais nos mostram que o apocalipse chegou. São cenas que se parecem com noticiários televisivos, aumentando a tensão e o tom de urgência.

Assim como no original, um grupo de pessoas se reune e busca refúgio em um shopping, já que a cidade está completamente tomada por esses seres violentos. O objetivo do grupo é apenas um: sobreviver. Será que o melhor local para se proteger é o shopping?

Eis um filme de zumbi que se leva sério e que tem autoridade para isso. Claro que o roteiro abre espaço para sequências engraçadas, como quando os sobreviventes praticam tiro ao alvo em zumbis que se parecem com pessoas famosas, mas no geral é um drama de sobrevivência com momentos intimistas e muita ação.

Zack Snyder não economiza na violência. São litros de sangue que jorram por todos os lados, na maioria das vezes de uma maneira criativa. As cenas de ação realmene entretém e demonstram um controle invejável do diretor. Não há do que reclamar em relação a essas cenas, mas fica evidente que Madrugada dos Mortos seria melhor se investisse mais tempo em cenas intimistas. O sentimento de desesperança em relação ao futuro do mundo poderia ter sido mais explorado, assim como o próprio isolamento do grupo. Cenas como aquela em que os personagens tentam dormir e não conseguem devido ao barulho ensurdecedor dos mortos-vivos são as mais marcantes.

O trabalho dos atores está ótimo, principalmente de Sarah Polley, Ving Rhames, que parece um verdadeiro herói de ação e também Ty Burrell, que mostra um timming cômico excelente, algo que passamos a conhecer melhor com o seriado Modern Family.

Infelizmente, o roteiro dá uma enrolada no desenvolvimento da história, com alguns clichês e até forçando algumas situações absurdas. No entanto, isso não atrapalha nossa diversão e o resultado é algo que deve ter deixado George Romero orgulhoso.