Crítica: Guerra dos Mundos (2005)

A tendência de Spielberg de maquiar a violência pode ser percebida em várias cenas de Guerra dos Mundos, mas isso não diminui o perigo enfrentado pelos seres humanos durante a invasão alienígena. Os acontecimentos são vistos pelo ponto de vista de Ray e seus dois filhos que moram com a mãe. O roteiro se mostra atual ao explorar o medo dos americanos após o 11 de Setembro. Demora até eles compreenderem que não se trata de um ataque terrorista, mas sim de algo ainda mais fatal.
As cenas de ação são dirigidas de maneira empolgante por Spielberg, que usa os efeitos especiais com eficiência e nos faz acreditar que não há lugar seguro para ninguém. Em certos momentos, a tensão é tão grande que não dá para imaginar um final feliz. Ter esse sentimento comprova que não é necessário mostrar litros de sangue para tornar violenta a essência de um filme.
Não só a luta pela sobrevivência importa, mas também a aproximação de Ray e seus filhos. Esse lado sentimental não pode ficar ausente nos trabalhos de Spielberg. Não vejo nenhum problema nisso.
Mas nem tudo são flores. A escassez de ideias dos roteiristas é percebida em sequências que não agregam muita coisa para história, como aquela envolvendo o personagem de Tim Robbins e também pelo final abrupto e um tanto forçado. São vários os argumentos óbvios que fazem do desfecho algo difícil de engolir, um deles é o seguinte: Se os alienígenas nos estudaram por tanto tempo, como foram vencidos por algo tão banal e tão comum?

7/10
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