Crítica: Donnie Darko (2001)

Donnie Darko tem tudo o que uma grande ficção científica deve ter e mais um pouco. É daquele tipo de filme que te faz pensar bastante no que acabou de assistir. Ele permite várias interpretações, então não existe uma teoria certa, praticamente tudo é possível. Donnie é um garoto problemático. Ele tem o costume de acordar nos lugares mais inusitados, tem consultas regulares com uma psiquiatra, toma remédios de tarja preta e em uma noite recebe a visita de um coelho gigante que diz que o mundo vai acabar em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. Como se fosse pouco, uma turbina de um avião cai em seu quarto, fazendo com que a família Darko tenha que passar uns dias em um hotel.
A história vai se desenrolando de maneira interessante e misteriosa. O diretor Richard Kelly bota o nosso cérebro para trabalhar, adicionando elementos como viagem no tempo e universos paralelos, mas de uma maneira até sutil. Ficamos na dúvida se Donnie está tendo alucinações ou se de fato as coisas acontecem como vemos na tela.
O bom é que Donnie Darko não é apenas uma grande ficção científica. O roteiro trabalha muito bem uma história de amor nada clichê e ainda faz um retrato um tanto satírico de alguns costumes dos subúrbios americanos. Tudo isso embalado com uma trilha sonora de respeito, com Echo & The Bunnymen, Tears for Fears e Joy Division.
As atuações também merecem destaque, principalmente a de Jake Gyllenhaal como o atormentado e fascinante personagem-título.
9/10

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