Crítica: O Mundo em Perigo (1954)

A primeira parte de O Mundo em Perigo investe bastante no mistério. A situação principal do filme é revelada aos poucos. Uma garotinha em choque andando no deserto, um trailer destruído, pegadas estranhas, sons agudos vindos de algum lugar, mortes e açúcar, muito açúcar. Esse suspense criado é trabalhado com bastante qualidade. Quando as formigas gigantes aparecem, a história muda de rumo e se transforma em uma típica ficção científica de monstros assassinos. É interessante que mesmo agora o filme mantém um bom nível. Os efeitos especiais funcionam bem, o elenco alcança o tom necessário para não transformar tudo em uma paródia, os diálogos são marcantes e em alguns momentos as formigas realmente parecem seres ameaçadores. O que faltou foi passar uma sensação de que de fato o mundo estivesse em perigo. Em nenhum momento nos convencemos de que elas podem se reproduzir e dominar a Terra, como os cientistas do filme sugerem. O desfecho não nos surpreende, mas a frase final dita por um personagem possui um grande impacto ao anunciar que dias piores virão.
7/10