The Pacific – Parte Oito: Iwo Jima

Li muitos comentários negativos sobre este episódio. A maioria reclama da falta de ação e do excesso de cenas intimistas e de romance, algo parecido com o que ocorreu no terceiro episódio.

Temos que levar em consideração que a ideia aqui é homenagear o marine John Basilone, considerado um dos grandes heróis americanos da guerra.

Basilone mostra-se insatisfeito por não estar participando do combate. No momento, ele treina jovens soldados, mas ele quer mais.

O respeito que Basilone mostra para com o inimigo é digno de nota. Quando um soldado em treinamento fala que quer ir para o Pacífico para “matar japas”, Basilone discorre sobre as virtudes do “soldado japonês”. Ele respeita o inimigo e sabe que vence-lo não é tarefa fácil.

Antes que vejamos qualquer sinal de batalha, vamos ver um Basilone exigente treinando soldados e um romântico se apaixonando pela soldado Lena Riggi.

A mini história de amor é eficiente e desenvolve ainda mais este belo personagem. Uma conversa sobre café é capaz de mostrar particularidades de ambos e também de nos fazer acreditar que eles estão se apaixonando.

Há quem possa dizer que o episódio soe como um O Resgate do Soldado Ryan invertido, com bla-bla-bla no início e ação no fim, mas acredito que filmes de guerra que só mostram batalhas não acrescentam muita coisa.

A passagem da calmaria do romance para a situação frenética que foi Iwo Jimma é feita de maneira genial. Após uma noite de amor entre Basilone e Lena Riggi, há uma cena mostrando a janela da casa deles e um céu encoberto, como se uma tempestade estivesse para acontecer. Em um corte rápido somos jogados para todo o caos de Iwo Jima, juntamente com Basilone.

E aí nos oferecem mais cenas fabulosas de batalha. Esse pessoal realmente sabe o que faz.

Basilone foi o único soldado a receber uma medalha de honra e voltar e morrer na guerra.

Seus últimos instantes de vida tem um sentido de urgência impressionante. Sabemos que alguma coisa vai acontecer e não será nada bom.

No final, uma tomada área mostra Basilone em meio a milhares de soldados americanos mortos. Apesar de seus atos heróicos, naquele momento ele não é nada mais do que estatística, o que não deixa de ser algo um tanto depressivo.

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/bruno knott

The Pacific – Parte Sete: Peleliu Hills


A inteligência militar americana não tinha ideia das cavernas japonesas em Peleliu. Além de um local de difícil acesso, os japoneses lutam até o fim, então fica claro que trata-se de mais uma batalha complicada.

Para ficarmos cientes da dificuldade, logo no início do episódio acompanhamos um batalhão retornando da frente de batalha. Os soldados estão completamente sujos, feridos e exaustos. Uma carnificina aguarada Sledge e os outros, que se dirigem para a frente.

Nos Estados Unidos, um inquieto e reflexivo John Basilone joga golfe durante muitas horas, machucando as próprias mãos. É evidente que ele não está contente em trabalhar nos bastidores da guerra. Ele quer voltar para o combate, mas no momento tem que cumprir as ordens.

The Pacific foi feliz em abordar bastante o lado psicológico de soldados específicos em meio ao caos da guerra, algo que não ocorreu tanto em Band of Brothers. Um ótimo exemplo disso é o magnífico personagem Eugene Sledge (Jospeh Mazzello). Mais uma vez ele é destaque. Antes de partir para a guerra, o seu pai falou que não aguentaria ver os brilhos dos olhos do filho sumirem após todo o sofrimento que o aguardava. Em poucos dias, Sledge é forçado a amadurecer. De um fuzileiro inexperiente, transforma-se em um verdadeiro guerreiro veterano.

A crueldade da guerra afeta drasticamente Sledge, que vai enfrentar situações que podem faze-lo perder sua essência de homem bom.

Para finalizar, devo ressaltar o impacto de uma cena emblemática desse episódio. Após mais um duro combante, Sledge está sentado para comer alguma coisa, quando escuta alguns barulhos próximos a ele. Num excelente movimento de câmera, vemos que trata-se de Snafu jogando pedrinhas na cabeça aberta de um soldado japonês.

Ao mesmo tempo em que essa cena exerce um certo humor negro doentio, ela nos mostra como a guerra pode endurecer um ser humano ao ponto dele perder o bom senso.

Melhor que Band of Brothers? Talvez não, mas temos que levar em conta que a abordagem que The Pacific faz da guerra é um tanto diferente e isso pode desagradar a alguns. Particularmente, estou cada vez mais empolgado.

/bruno knott

The Pacific – Parte Seis: Peleliu Airfield


No começo da sexta parte de The Pacific o soldado Sid Phillips está de volta aos Estados Unidos. Ele visita os pais do seu melhor amigo Sledge, que acaba de entrar na guerra. Obviamente, uma das coisas que os pais de Sledge querem saber é a situação na qual o filho se encontra nas ilhas do Pacífico. Sid procura conforta-los, dizendo para eles não se preocuparem, pois Sledge está com os melhores e que não fica tão exposto ao fogo cruzado.

A conversa de Sid transforma-se numa grande ironia, já que Peleliu Airfield é, até agora, o episódio com as cenas mais sangrentas e violentas da série, provavelmente fazendo jus ao o que realmente foi a guerra do Pacífico.

Novamente somos lembrados que o clima da região é também um grande inimigo. Um calor de 43 graus e a falta de água levam os soldados a sofrerem pela insolação e desidratação.

Para termos uma ideia de quão problemática era a situação, quando os soldados encontram uma poça de água logo decidem não ingerir sequer uma gota, com medo de que ela estivesse envenenada pelos “japas”.

O exército recebe a missão de atravessar uma pista de pouso para combater os japoneses nas colinas onde estão escondidos. Atravessar uma pista de poucos metros se transforma na tarefa mais perigosa que aqueles soldados já tiveram que enfrentar.

Foi absolutamente impressionante acompanhar essas cenas de batalha na pista de pouso. Os soldados americanos indo de peito aberto, tentando chegar ao outro lado e os japoneses defendendo com a ferocidade característica.

Estejam certos que essas cenas tem toda a intensidade e adrenalina que esperávamos da série. Sentimos aquela empolgação que não ocorre com frequência. Nosso coração palpita enquanto vemos e escutamos tiros, bombas, morteiros e corpos voando para todos os lados, numa verdadeira carnificina.

The Pacific mostra os sacríficios que só mesmo um soldado no meio de uma guerra pode fazer. A cenas em que o colega de Sledge divide o seu cantil de água com os outros e a que Leckie vai em busca de um médicio para Wilburn são tocantes nesse sentido.

Além do grande destaque em termos de ação, há neste episódio um diálogo interesse em que o capitão do pelotão tenta convencer Sledge e a ele próprio que essa é uma guerra que vale a pena ser lutada. Se é um discurso válido ou não cabe a cada um de nós decidir.

O fato é que este episódio me animou ainda mais. Finalmente The Pacific tomou o rumo certo e acho difícil que se desvie do caminho. Ainda bem.

/bruno knott

The Pacific – Parte Cinco: Peleliu Landing

Acabo de assistir ao quinto episódio de The Pacific e uma coisa eu posso afirmar: por enquanto, The Pacific não conseguiu suplantar Band of Brothers.

Apesar de contar com ótimas atuações e boas cenas de batalhas, The Pacificparece ter dificuldades em avançar na trama. Algo estranho, já que são apenas 10 episódios.

Esta parte cinco é mais uma com altos e baixos.

Eugene Sledge acaba de entrar na guerra e rapidamente percebe que as coisas serão difíceis nas ilhas do pacífico. O ambiente hostil é novamente mostrado como um grande inimigo, às vezes até mais violento que os japoneses.

Durante sua ambientação, Eugene trava um interessante diálogo com Leckie. O tema discutido é Deus e sua utilidade. Os dois tem pontos de vistas bem diferentes, algo que pode ser transportado para o pensamento de vários outros soldados.

É muito interessante o momento em que Eugene, ao perceber a falta de fé de Leckie, pergunta:
– No que você acredita?
– Na munição! – Leckie prontamente responde.

O objetivo do exército é tomar a ilha Peleliu e não será uma tarefa fácil. Segundo as entrevistas do início, era uma batalha com uma duração prevista de alguns dias. Durou 2 meses.

Quando Eugene e os outros soldados estão no tanque anfíbio, aguardando o momento de sair do barco para ir até a praia, é criada uma expectativa enorme. Podemos sentir a intensidade da situação, assim como o medo e o pavor dos soldados. Em poucos momentos eles vão enfrentar o caos.

A batalha em si acaba não correspondendo as expectativas, mas quero pensar neste episódio como um tipo de ponte para a sexta parte, que promete ser recheada de cenas brutais.

E aí, alguém viu este episódio já? O que acharam? Alguma chance de ser melhor que Band of Brothers?

/ bruno knott

The Pacific – Parte Quatro: Gloucester/Pavuvu/Banika

Não fiz o review do terceiro episódio por dos motivos: estava meio sem tempo, com provas e trabalhos na faculdade e também pelo fato do episódio não ter sido empolgante. Admito que foi um episódio relativamente importante para desenvolver os personagens, principalmente o Leckie, mas deu uma quebrada violenta em todo aquele clima pesado da guerra do pacífico.

Agora não temos do que reclamar. A quarte parte de The Pacific foi excelente. Há um equílibrio entre as cenas de batalha e as situações mais intimistas que agrada bastante.

Após os fuzileiros chegarem em Gloucester e enfrentarem uma batalha relativamente fácil, apesar do estilo japonês de combate, eles tem que tentar sobreviver aos verdadeiros perigos do lugar: o clima e a “estrutura” da região. A chuva simplesmente não pára, deixando tudo como um lamaçal impenetrável. Isso vai afetando muito os soldados em termos psicológicos. Alguns simplesmente não aguentam e tomam atitudes definitivas para se livrar de todo esse caos. O depoimento dos ex-combatentes no início deixa bem claro que aquilo afetou os soldados profundamente.

O ator James Badge Dale, que faz o Leckie, se destaca novamente. Leckie descobre que tem enurese, o que mostra como a guerra está abalando-o mentalmente.

Um ótimo episódio, que recuperou a minissérie daquela leve caída do episódio passado.

The Pacific – Parte Dois: Basilone

Mais um excelente episódio desta mini-série que promete muito. Achei melhor do que a estreia. Estamos desenvolvendo aquele laço afetivo tão importante com os personagens, ainda mais em uma obra que retrata uma guerra, pois o número de participantes é imenso. Se não nos importassemos com os personagens a experiência não teria o mesmo valor.

O fato de se alistar para participar uma guerra representa um sacrifício enorme e este episódio retrata atos de altruísmo dentro de uma guerra que influenciam bastante no resultado do conflito. Como exemplo, cito a cena em que Basilone não hesita em segurar um armamento pesado e extremamente quente para transporta-lo para outro lugar. As queimaduras de segundo e terceiro grau não têm importância. O que importa é ajudar os companheiros e evitar o avanço do inimigo.

Cenas de ação dificilmente me empolgam, a não ser quando são extremamente bem realizadas. É o que aconteceu aqui. Fiquei simplesmente hipnotizado com a feroz batalha travada nestas ilhas do Pacífico. O diretor David Nutter soube como transmitir o medo, a violência e a adrenalina envolvidas em algo dessa magnitude. Não custa lembrar que ele dirigiu um episódio de Band of Brothers, portanto é alguém habituado com este tipo de cena.

Então, é isso. Fiz este post apenas para incentivar quem está na dúvida se deve acompanhar a mini-série ou não. É uma excelente pedida.

The Pacific – Parte Um: Guadalcanal/Leckie

Eu estava com uma expectativa bem grande, afinal Band of Brothers é uma das melhores coisas já feitas sobre a Segunda Guerra e os críticos não param de elogiar The Pacific, que é cria do mesmo pessoal, incluindo Tom Hanks e Spielberg. Minhas expectativas foram muito bem correspondidas! A mini-série estreou muito bem.

O primeiro episódio de Band of Brothers mostrava os soldados treinando e participando do Dia D. Em The Pacific não há preparação dos soldados. O roteiro aqui prefere investir em 3 personagens principais e mostrar suas famílias e os seus pensamentos em relação a tudo o que está acontecendo.

Além de ter esse lado pessoal muito forte, o episódio traz cenas de ação brutais e muito bem filmadas. Nos sentimos no meio daquela ilha japonesa, cercados pelos inimigos e compartilhando o  medo dos soldados a cada respiração.

Quando se fala em Segunda Guerra geralmente o que vem a cabeça é o front europeu. Essa é uma excelente maneira de conhecermos melhor o conflito e também de honrar todos os participantes.

Já estou ansionso pelo segundo episódio.

The Pacific, “continuação” de Band of Brothers

Para quem curtiu Band of Brothers, The Pacific vai ser um prato cheio. Em vez de retratar o front europeu, The Pacific, como o nome já adianta, relata as batalhas que ocorreram no Japão. A mini-série vai seguir 3 marines durante o conflito, algo que me parece interessante. Um dos poucos defeitos de Band of Brothers eram os inúmeros personagens “principais”, que em alguns casos não permitiam uma aproximação emotiva com o espectador.

HBO é um atestado de qualidade, isso é inegável. Com produção de Tom Hanks e Spielberg podemos ficar tranquilos e esperar algo no nível de Band of Brothers.

Estreia em 14 de março, nos EUA.