Crítica: A Mosca (1986)

A Mosca é uma mistura de ficção científica, terror, romance e tragédia. A trama nos mostra o cientista Seth Brundle e seu experimento que tinha potencial para mudar o mundo de uma maneira positiva, mas que acaba saindo muito errado. Brundle enfrenta mudanças físicas e psicológicas impressionantes que nos vão sendo reveladas aos poucos. Primeiro são pelos nascendo em lugares estranhos, depois uma preferência absurda por alimentos açucarados e assim por diante.
Como não podia deixar de ser, várias cenas puxam para o gore que Cronenberg tanto gosta. Quando um trabalho é bem feito ele atravessa as barreiras do tempo e eu diria que ainda hoje certas cenas podem causar aflição.
O fato é que A Mosca funciona tão bem graças aos personagens bem construídos. Apesar da situação absurda embarcamos nela e realmente nos importamos com o destino de Brundle e Veronica. Se não fosse assim, o filme não continuaria ganhando novos fãs a cada ano que passa.
9/10

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