Lost 6×17 e 6×18 – The End

Lost sempre foi um dos meus seriados preferidos. Minhas expectativas para o episódio final eram enormes.

Boa notícia: fui correspondido de maneira exemplar. Eu esperava algo excelente, algo digno de todo o seriado e sua reputação. Foi isso o que tive e muito mais.

Não consigo entender a ânsia de boa parte do público em ter todos os mistérios resolvidos. Dêem um tempo, por favor. Que graça teria se tudo fosse explicado por A + B? É tão bom poder bolar teorias próprias e discutir com os outros a respeito delas.

O importante é que os criadores conseguiram juntar as pontas mais relevantes neste season finale. Tenho a convicção de que o plano era esse desde o começo.

SPOILERS à frente.

Então, os flashsideways nada mais eram que o próprio purgatório, o próprio limbo! Por essa eu não esperava, mas devia.  Mais uma vez, Damon Lindelof e Carlton Cuse criam algo de impacto e que faz todo o sentido. Como não pensei nisso antes?

O que é Lost se não um seriado que mostra diversos personagens convivendo, brigando, amando, criando amizades profundas e evoluindo (ou não) como seres-humanos? Além disso, há uma ILHA, que na verdade é um personagem, cheia de seus mistérios e com uma mitologia particular.

Por 6 anos acompanhamos essa história brilhante, que nunca deixou de empolgar, seja pela complexidade dos personagens, pelos mistérios intrigantes e pelas mudanças estruturais pela qual a narrativa passou. Que outro seriado nos ofereceu flashbacks, flashforwards e flashsideways?

Flashsideways? Não.

Este final veio nos mostrar a inexorabilidade do tempo. Não importa como, onde ou quando. Todos estamos fadados ao mesmo destino. A morte. E infelizmente, nossos queridos Losties não fogem a esta implacável regra.

Foi extramamente emocionante acompanhar Desmond ajudando os outros a se lembrarem de suas vidas antes da morte. Cada uma destas cenas é carregada de muito sentimento, nos fazendo pensar durante alguns segundos sobre tudo o que vimos durante esses 6 anos.

O diálogo entre Jack e o pai se revela como um dos melhores momentos de todo o Lost.

Assim como a cena final.

Caramba.

Havia melhor maneira de fechar o arco?

Jack, cambaleando, deita-se na floresta para morrer. Vincent aparece e permance ao seu lado. Seus olhos se fecham.

Uma rima absurdamente inteligente e comovente. Impossível não sentir alguns calafrios com isso tudo.

Alguém esperava mais?

Nota: 10

– b. knott

Premonição 4

Título original: The Final Destination
Ano: 2009
Diretor: David R. Ellis

A expectativa para o filme era a menor possível, queria apenas me divertir com as mortes, torcer para que elas fossem suficientemente macabras, engraçadas e bem montadas. Será que tive o que queria? É basicamente uma repetição dos filmes anteriores, mas aqui o início se dá em um autódromo, em meio a uma corrida da stock car (acho eu). Um grupo de amigos está lá de bobeira, tomando um gim, comendo uma ruffles e assim por diante, até que um deles começa a ver coisas estranhas, alguns sinais de que algo de errado vai acontecer e ACONTECE. Um pequeno objeto provoca uma catástrofe e aí bum…. FOI UMA VISÃO, um aviso!

Repetitivo, eu sei. Exatamente como os outros, mas era o esperado. A Dona Morte fica brabinha por algum bobão ter enganando ela e aí os que escaparam vão morrer em breve. É questão de tempo.

Ok. O que a gente espera quando vai assistir a um filme desses? Mortes bem boladas e com um mínimo de qualidade nos efeitos especiais. Mas não é bem isso que temos aqui. Grande parte das mortes acabam não empolgando e se tornam um tanto previsíveis. No filme anterior tivemos momentos marcantes, que te deixavam arrepiado e que tinham uma certa dose de suspense, mas Premonição 4 parece brincadeira de criança. Achei estranho, pois o diretor David R. Ellis dirigiu o Premonição 2 e o divertido Serpentes a Bordo. Quanto a atuação, dessa vez os caras se superaram ao escolher os piores atores possíveis, do nível de malhação e fica complicado aguentar algumas cenas, pelo menos são apenas 82 minutos. A única exceção fica pelo ator Mykelti Williamson, que é competente e confere um pouco de dignidade nesse quesito.

No geral, vale pela Shantel VanSanten e o seu “pijama” e por uma cena envolvendo um cinema 3D e uma explosão. É uma amostra do 3D sem limites, é o momento mais divertido e inspirado do filme. Vale a grana para ver no cinema? Hmmm ai você decide. Mas te dou uma dica valiosa…

FUJA.

Nota: 4 (de 1 a 10)

– Por B. Knott