Crítica: O Exterminador do Futuro (1984)

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O Exterminador do Futuro possui todas as qualidades de uma grande ficção científica, a começar pela história. Rápidas cenas nos mostram um futuro apocalíptico em que uma guerra brutal entre humanos e máquinas se desenrola há vários anos. Os humanos vislumbram uma pequena esperança de vitória graças a resistência liderada por John Connor, mas as máquinas decidem enviar um cyborg para o passado com o objetivo de matar Sarah Connor, mãe de John. Os humanos também enviam um representante da espécie para protege-la, o problema é que o adversário é o pior possível.
O cyborg é representado por ninguém mais, ninguém menos do que Arnold Schwarzenegger. Ele está literalmente programado para matar e parece difícil que alguém consiga impedir que ele complete a missão. Schwarzenegger pode não ser um grande ator, mas o cara deu vida a um personagem extremamente estiloso aqui e ainda imortalizou frases de efeito, como a impactante “I’ll be back!
James Cameron conduz com dinamismo várias cenas de ação, sendo minha preferida a sequência no departamento de polícia. Tudo caminha para um clímax empolgante e um final imprevisível. Algo que pode incomodar os mais rigorosos é um monstruoso paradoxo temporal que o roteiro cria, mas será que existe algum filme com viagens no tempo sem paradoxos? Difícil…
8/10