Crítica: Spartacus 3×10 – Victory

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Por tudo o que o seriado já nos mostrou era natural que as expectativas para o series finale estivessem lá no alto. Boa notícia: elas foram brilhantemente correspondidas.

O episódio se inicia referenciando o filme de Stanley Kubrick de 1960, quando vários personagens gritam a plenos pulmões: “Eu sou Spartacus!”. No final das contas, tal atitude se revelou uma boa forma de atrapalhar a movimentação do exército de Crassus, pelo menos momentaneamente.

Fica claro que a metade inicial de Victory serve como preparação para a batalha final que se aproxima, mas o fato é que ela possui cenas que puxam para o lado emocional de maneira convincente. Vemos que Gannicus finalmente encontrou o amor verdadeiro graças a Sibyl, além de Nasir e Agron confirmando o que sentem um pelo outro.

Antes da batalha presenciamos um encontro entre Spartacus e Crassus. Acho que todos esperavam por isso, mesmo que soasse difícil. Na conversa foi possível ver o respeito de Crassus pelo ex-escravo, bem o oposto dos outros antes dele, como Glaber e Batiatus.

Quando Spartacus fala que “Nós decidimos o nosso destino. Não os romanos. Não os deuses” sentimos que a hora chegou. Não imaginava que nos brindariam a melhor sequência de batalha já feita para um canal de televisão.

Por cerca de 30 minutos (que parecem 5) somos absorvidos pela violência da batalha, recheada de efeitos especiais competentes, sangue e de muita intensidade por parte dos atores. Minha frequência cardíaca certamente subiu em alguns momentos, tamanha a adrenalina. Tivemos os esperados duelos entre Caesar e Gannicus, mas principalmente entre Crassus e Spartacus. Foi de tirar o chapéu. A coreografia da luta não poderia empolgar mais, com direito a um verdadeiro banho de sangue, uma trilha sonora grandiosa e um resultado imprevisível.

Estamos diante de um desfecho épico para um dos grandes seriados já produzidos. Sem tomar liberdades para agradar o público menos exigente, os roteiristas não desafiaram a lógica e deram o fim esperado para os rebeldes. Ver Gannicus crucificado foi doloroso, mas ficou provado que ninguém era capaz de derrotá-lo em um combate individual. Naevia, Ludo e Saxa tiveram o glorioso fim que almejavam: no campo de batalha em um mar de sangue romano.

E chegamos a Spartacus… eu não estava a fim de vê-lo pregado em uma cruz, mas também não gostaria que dessem um chega pra lá na História e o deixassem vivo. Os roteiristas conseguiram fazer da morte dele algo triste, mas também transmitiram uma ideia de dever cumprido. É fato que ele fez Roma tremer. Esse grito da luta pela liberdade ecoa até hoje! Devemos elogiar a atuação de Liam Mcintyre aqui. Superou-se incrivelmente.

Para fechar com chave de ouro, uma emocionante homenagem a todos que fizeram parte deste ótimo seriado, inclusive com o mito Andy Whitfield desferindo a frase “Eu sou Spartacus!!!” e nos levando às lagrimas e aos aplausos.
10/10

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