Crítica: Aliens, O Resgate (1986)

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Quando penso em uma ficão científica que preze pela ação de qualidade um dos primeiros títulos que me vem a mente é Aliens, O Resgate, de James Cameron. Mesmo abordando o material de uma maneira diferente do que fez Ridley Scott em Alien (1979), James Cameron acerta a mão e nos entrega uma sequência tão boa como o original, para alguns, até melhor.
Ellen Ripley, após dormir por 57 anos a bordo da nave que a levou para o planeta LV-426, é resgatada. Mal ela acorda e já recebe a missão de voltar ao mesmo planeta para ajudar na investigação de acontecimentos misteriosos. Ela aceita com uma condição: matar todo e qualquer alien que lá esteja. Aliens, O Resgate se destaca pelas inúmeras e eficientes cenas de ação, que botam os fuzileiros frente a frente com vários aliens. Tudo é em maior escala nessa continuação, inclusive  existe tempo também para desenvolver os personagens, principalmente Ellen Ripley. Nós passamos a nos importar com ela, algo que acredito ser essencial para filmes assim funcionarem.
James Cameron dominou o cinema de ação/sci-fi nos anos 80 e 90, afinal nos entregou Exterminador do Futuro, Aliens, Exterminador do Futuro 2 e O Segredo do Abismo. Fica difícil dizer qual desses é o melhor.
8/10

Crítica: Galaxy Quest (1999)

Galaxy Quest ganhou o péssimo título nacional de Heróis Fora de Órbita, que não tem o charme do título original e é mais uma prova da falta de bom senso do pessoal que recebe a tarefa de traduzir nomes de filmes. Mas dos males, o menor. O filme é uma ótima mistura de comédia, ficção científica e ação. Confesso que nunca tinha ouvido falar dele até esses dias, o que é uma pena, pois certamente teria sido bacana assisti-lo no cinema.

O diferencial de Galaxy Quest reside em seu criativo roteiro. Aqui somos apresentados a atores que marcaram época em um seriado de ficção científica chamado Galaxy Quest, mas que desde o cancelamento do programa há 17 anos, não foram capazes de atingir o mesmo sucesso em outros trabalhos. A única maneira de se manterem em evidência é através de convenções de fãs do seriado, onde dão autógrafos, citam suas falas mais famosas e conversam com os fãs. Alguns adoram esse reconhecimento, como o Jason Nesmith (o comandante) e outros detestam, como Alexander Dane, que se sente mal por saber interpretar textos de Shakespeare, mas ter que perder o seu tempo nesse tipo de evento.

É fácil fazer a associação entre Galaxy Quest e Star Trek, portanto quem conhece Star Trek provavelmente vai absorver melhor essa experiência. São vários os detalhes que engrandecem o “culto” a Galaxy Quest, como os fãs fantasiados, as saudações características, os estranhos nomes de planetas e naves espaciais e assim por diante. Esses pequenos detalhes fazem toda a diferença e são divertidos quando os reconhecemos.

O que os atores não esperavam é que eles seriam chamados para uma missão real por supostos fãs. Sim, uma ida ao espaço para enfrentar uma perigosa ameaça em forma de um lagarto maligno. Imaginem as dificuldades para eles de fato comandarem uma nave. Essa situação gera inúmeros momentos de humor, algo que é potencializado pela qualidade de nomes como Tim Allen, Alan Rickman, Sigourney Weaver e Sam Rockwell, que estão inspiradíssimos e se divertem com seus papéis.

Tudo flui em um ritmo dos mais dinâmicos, sempre nos oferecendo risadas e algumas boas cenas de ação com efeitos especiais eficientes. Uma mistura que quando dá certo confere uma boa diversão e este é o caso aqui.
8/10