Crítica: Primer (2004)

Se existe um filme que você não deve assistir comendo pipoca é Primer. São 77 minutos que exigem a nossa máxima atenção. Só assim para podermos absorver um pouco do que ele tem a oferecer. O tema central aqui é viagem no tempo. Nenhum personagem fala abertamente isso, mas aos poucos vamos compreendendo. O problema é que são utilizados vários termos bem técnicos, algo que nos deixa um tanto perdidos, quase como ver a primeira aula de alemão na vida, por exemplo. Sabemos que os dois estão criando algo e não vemos a hora de que eles finalizem o projeto. Ficamos intelectualmente presos ao filme, mesmo às vezes não entendendo tudo o que se passa. A dificuldade de compreensão está principalmente relacionada aos paradoxos das viagens temporais. Acredito que nenhum filme com essa temática já trabalhou a ideia de paradoxos de um jeito tão inteligente e intrigante como Primer. Só por isso já vale a conferida. E convenhamos, não é todo dia que temos uma sci-fi de qualidade com um orçamento tão baixo, no caso, 7 mil dólares.
8/10