The Big C 1×07 – Two for the Road


Nota: 7

Cathy e Sean pegam o carro e caem na estrada rumo a casa do pai. Cathy continua experimentando coisas novas. Neste episódio ela rouba uma placa de trânsito e come comida diretamente do lixo, tal qual o irmão. Há quem ache um tanto repetitivo o fato de a cada episódio Cathy fazer coisas diferentes das que fazia antes, mas me parece algo natural para quem descobre sofrer de uma doença com um péssimo prognóstico. Além do mais, tudo é feito da maneira mais orgânica possível e geralmente com boas doses de humor, o que me impede de reclamar sobre isso.

Two for the Road tinha potencial para se transformar no melhor episódio da série graças a dois momentos fabulosos.

Em um deles temos um forte diálogo de Cathy com o pai, mostrando para nós o caráter pra lá de duvidoso dele. No outro, temos a conversa de Cathy com Sean na beira da praia. Ela finalmente se abre com o irmão e fala sobre o câncer. Impossível assistir a esta cena sem se envolver, tamanha a carga emocional. O episódio estava exigindo uma nota 10, mas alguns segundos depois, numa péssima escolha do roteiro, Cathy diz que tudo era uma piada. Um balde de água fria na gente.

Por mais que Laura Linney esbanje qualidade, foi um momento bem artificial. É uma pena.

Paul e Adam, que ficaram sozinhos na casa, passam a tarde bebendo e jogando video game. Ok. Já entendemos que o pirralho ama o pai e odeia a mãe. Tá na hora de tornar esse moleque útil e menos chato.

/bruno knott

The Big C 1×05 – Blue-Eyed Iris


Cotação: 6

Ainda que Blue-Eyed Iris não tenha sido um episódio marcante, ele proporciona momentos extremamente divertidos. Cathy pega Adam assistindo a um filme pornô e resolve conversar sobre isso com o garoto. Obviamente, ele quer encerrar o papo o mais rápido possível, mas Cathy parece não ligar muito para o constrangimento dele. É uma cena um tanto bizarra e é o ponto alto do episódio em termos de humor.

Além disso, neste episódio Cathy sente-se triste por achar que as pessoas não estão notando a sua presença. Furam sua fila, o garçom não atende quando é chamado por ela e assim por diante. Mas nem todos são assim. Um funcionário do colégio lhe faz um elogio sincero e isso basta para anima-la. Anima-la bastante, eu diria.

Cathy tenta conversar com Adam sobre o que a maioria das mulheres esperam de um relacionamento, mas ele não dá muito ouvidos. Na verdade, Adam jamais presta muita atenção no que sua mãe fala, não é?

Blue-Eyed Iris é um episódio apenas regular. Ele perdeu um tempo precioso discutindo o início da vida sexual do Adam de um jeito pouco original, bem no estilo malhação mesmo. Só que um seriado com Laura Linney sempre traz um algo a mais, mesmo em momentos que podem ser considerados clichês. Que outra atriz conseguiria arrancar tantas risadas em uma cena já muito explorada em outros filmes? Sim, falo da cena em que ela se depila. Timming cômico excelente. Belo momento.

Não sei se é impressão minha, mas até agora os melhores episódios foram aqueles em que o médico de Cathy apareceu. Acho que eles fazem uma boa dupla, com uma boa química. Vamos aguardar para ver se isso é uma regra ou não.

/bruno knott

The Big C 1×04 – Playing the Cancer Car


Cotação: 8

Parece que The Big C já encontrou a maneira certa de manter o público interessado no que vê e aguardando o próximo episódio com boas expectativas. A duração de 30 minutos e um ritmo bem trabalhado fazem The Big C passar voando. Com a ótima performance de Laura Linney temos uma verdadeira montanha-russa de sentimentos e humor. Neste quarto episódio, Cathy resolve pegar toda a grana da sua poupança e gastar. Qual o sentido de guardar dinheiro quando se tem pouco tempo de vida pela frente? Cathy compra um puta carro, uma champagne extremamente cara e continua a fazer coisas inesperadas e interessantes. É íncrivel como The Big C consegue ao mesmo tempo divertir e comover. Não fosse pela extrema qualidade de Laura Linney isso não seria possível. As cenas centradas no irmão dela e no marido são quase sempre as partes mais fracas do episódio e isso não foi diferente aqui. Apesar de toda a situação odontológica de Sean oferecer algumas risadas, ele é um personagem extremamente forçado, que destoa do resto do seriado. De qualquer forma, não compromete. Não vejo a hora de ver o próximo episódio.

/bruno knott

The Pacific – Parte Seis: Peleliu Airfield


No começo da sexta parte de The Pacific o soldado Sid Phillips está de volta aos Estados Unidos. Ele visita os pais do seu melhor amigo Sledge, que acaba de entrar na guerra. Obviamente, uma das coisas que os pais de Sledge querem saber é a situação na qual o filho se encontra nas ilhas do Pacífico. Sid procura conforta-los, dizendo para eles não se preocuparem, pois Sledge está com os melhores e que não fica tão exposto ao fogo cruzado.

A conversa de Sid transforma-se numa grande ironia, já que Peleliu Airfield é, até agora, o episódio com as cenas mais sangrentas e violentas da série, provavelmente fazendo jus ao o que realmente foi a guerra do Pacífico.

Novamente somos lembrados que o clima da região é também um grande inimigo. Um calor de 43 graus e a falta de água levam os soldados a sofrerem pela insolação e desidratação.

Para termos uma ideia de quão problemática era a situação, quando os soldados encontram uma poça de água logo decidem não ingerir sequer uma gota, com medo de que ela estivesse envenenada pelos “japas”.

O exército recebe a missão de atravessar uma pista de pouso para combater os japoneses nas colinas onde estão escondidos. Atravessar uma pista de poucos metros se transforma na tarefa mais perigosa que aqueles soldados já tiveram que enfrentar.

Foi absolutamente impressionante acompanhar essas cenas de batalha na pista de pouso. Os soldados americanos indo de peito aberto, tentando chegar ao outro lado e os japoneses defendendo com a ferocidade característica.

Estejam certos que essas cenas tem toda a intensidade e adrenalina que esperávamos da série. Sentimos aquela empolgação que não ocorre com frequência. Nosso coração palpita enquanto vemos e escutamos tiros, bombas, morteiros e corpos voando para todos os lados, numa verdadeira carnificina.

The Pacific mostra os sacríficios que só mesmo um soldado no meio de uma guerra pode fazer. A cenas em que o colega de Sledge divide o seu cantil de água com os outros e a que Leckie vai em busca de um médicio para Wilburn são tocantes nesse sentido.

Além do grande destaque em termos de ação, há neste episódio um diálogo interesse em que o capitão do pelotão tenta convencer Sledge e a ele próprio que essa é uma guerra que vale a pena ser lutada. Se é um discurso válido ou não cabe a cada um de nós decidir.

O fato é que este episódio me animou ainda mais. Finalmente The Pacific tomou o rumo certo e acho difícil que se desvie do caminho. Ainda bem.

/bruno knott

The Pacific – Parte Quatro: Gloucester/Pavuvu/Banika

Não fiz o review do terceiro episódio por dos motivos: estava meio sem tempo, com provas e trabalhos na faculdade e também pelo fato do episódio não ter sido empolgante. Admito que foi um episódio relativamente importante para desenvolver os personagens, principalmente o Leckie, mas deu uma quebrada violenta em todo aquele clima pesado da guerra do pacífico.

Agora não temos do que reclamar. A quarte parte de The Pacific foi excelente. Há um equílibrio entre as cenas de batalha e as situações mais intimistas que agrada bastante.

Após os fuzileiros chegarem em Gloucester e enfrentarem uma batalha relativamente fácil, apesar do estilo japonês de combate, eles tem que tentar sobreviver aos verdadeiros perigos do lugar: o clima e a “estrutura” da região. A chuva simplesmente não pára, deixando tudo como um lamaçal impenetrável. Isso vai afetando muito os soldados em termos psicológicos. Alguns simplesmente não aguentam e tomam atitudes definitivas para se livrar de todo esse caos. O depoimento dos ex-combatentes no início deixa bem claro que aquilo afetou os soldados profundamente.

O ator James Badge Dale, que faz o Leckie, se destaca novamente. Leckie descobre que tem enurese, o que mostra como a guerra está abalando-o mentalmente.

Um ótimo episódio, que recuperou a minissérie daquela leve caída do episódio passado.