Daredevil 1×03 – Rabbit in a Snow Storm

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‘Rabbit in a Snow Storm’ utiliza a maior parte do seu tempo para mostrar Matt e Foggy defendendo um cliente em julgamento. O cliente em questão é Healy, que brutalmente assassinou um bandido local, a mando de Wilson Fisk.

As cenas no tribunal mostram a boa capacidade de argumentação de Matt e também alguns de seus poderes, como a capacidade de perceber que alguém está em apuros ao ouvir as batidas do coração.

Vemos também o jornalista Ulrich em um dilema: escrever algo que faça o seu jornal vender mais ou ir em busca de uma história realmente importante para a cidade?

Mas é claro, que a melhor parte deste episódio ficou para o final. Em mais uma empolgante luta, dessa vez entre Matt e Healy, vemos este último simplesmente suicidar-se após entregar o nome do seu ‘chefe’. Trata-se de Wilson Fisk, o ‘Rei do Crime’.

Os roteiristas de Demolidor foram muito felizes em gastar três episódios para finalmente mostrá-lo. As expectativas ficaram lá no alto para esse momento derradeiro. Agora, tudo pode acontecer.
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The Walking Dead – 1×05: Wildfire


NOTA: 9

O quarto episódo acabou com o massacre no acampamento e aqui vemos as consequências de todo aquele caos. Como lidar com tantas perdas? Como absorver o fato de que ninguém está a salvo e como ter esperanças no futuro? Foi no mínimo tocante acompanhar Andrea chorando a morte da irmã. Como todos sabemos, uma pessoa mordida em breve se transforma em zumbi e não é muito inteligente ficar esperando isso acontecer. O suspense enquanto Andrea observa a irmã se transformando é quase insuportável e a resolução disso não poderia ser mais forte.

Falando em cenas fortes, a campeã desse episódio é aquela em que a mulher de cabelo raspado pega uma foice e desfere repetidos golpes na cabeça do marido morto! Quanta ira, quanta angústia de uma mulher submissa que ela botou pra fora. E fez bem, eu diria. Gore autêntico e corajoso aqui.

A trajetória de Jim foi curta, mas agoniante. Ele também foi mordido e em breve vai se transformar. É difícil demais para o grupo tomar a atitude correta. Apesar de viverem num mundo destruído, eles ainda são seres humanos e guardam o mínimo de sentimento uns pelos outros. Mas… algo tem que ser feito. Também é preocupante ver Shane quase perdendo o bom senso. Ele não consegue esquecer o tempo que passou com Lori e algo me diz que isso não vai acabar nada bem.

O grupo quer abandonar o acampamento, mas fica a dúvida: ir para onde? Procurar os militares ou o CDC? Eles decidem pela segunda opção, esperando encontrar cientistas trabalhando em busca de uma cura para tudo isso. Aparentemente no CDC não resta nada, a não ser UM médico. Quando o Dr. Jenner trabalhava em cima de uma amosta me lembrei de Will Smith em Eu Sou a Lenda, o que não deixa de ser interessante.

Interessantes mesmo são as cenas finais e a nada sutil referência a LOST. Lembram quando Locke ficou desesperado batendo na escotilha, pedindo por uma resposta e na sequência vemos uma luz sendo acesa lá dentro? Foi quase o que aconteceu aqui, a diferença é que já sabíamos da presença do Dr. Jenner dentro do prédio e em Lost reinava o mistério.

Mas… o que o grupo vai ganhar com essa visita? A resposta vem no episódio final da primeira temporada, que está excelente.

/the walking dead – 1×05: wildfire
bruno knott,
sempre.

The Walking Dead – 1×01: Days Gone Bye


Nota: 10

Foi com grande expectativa que apertei o play e comecei a assistir ao primeiro episódio desse tão aguardado seriado. Sabem, sou um grande fã de zumbis. Já vi e revi vários filmes com essa temática e sempre me divirto um monte. Além dos filmes, já li alguns livros e alguns contos.

Durante 70 minutos fui completamente hipnotizado pelo o que via tela. A cada sequência minha frequência cardíaca aumentava e eu agradeço por isso.

The Walking Dead é baseado na excelente HQ de mesmo nome desenvolvida por Robert Kirkman.

Frank Darabont é o criador do seriado. Ele assina a direção deste primeiro episódio e o roteiro dos 6 episódios da primeira temporada. A ótima carreira do diretor fala por ela mesma. Um Sonho de Liberdade, A Espera de um Milagre, Cine Majestic e O Nevoeiro são filmes com um algo a mais e que, com a exceção deste último, desenvolvem seus personagens da maneira mais completa possível.

Já que os personagens serão importantes para o seriado uma escolha precisa dos atores era necessária. Andrew Lincoln e Lennie James (aquele de Jericho, lembram?) dividem a maior parte do tempo na tela e nos oferecem atuações impressionantes. Além deles, Jeffrey DeMunn, figurinha carimbada dos filmes de Darabont e Sarah Wayne Callies (de Prison Break) estão presentes.

Tudo começa com uma perseguição, um tiro nas costas de Rick Grimes e seu estado de coma no hospital. Foi utilizada uma flor para marcar a passagem do tempo, um toque de genialidade. Quando ele acorda nada mais é como antes. O mundo de Rick mudou. O hospital está aparentemente vazio, ele pode ver cadáveres espalhados pelas ruas da cidade e criaturas que deveriam estar mortas, mas caminham em busca de carne humana.

Esse começo é igual a Extermínio, certo? Essa sequência existe na HQ e foi mantida no seriado. Até hoje nínguem sabe se é uma cópia ou uma coincidência, o fato é que ela funciona extremamente bem.

Rick Grimes, completamente perdido e desesperado com a situação, encontra Morgan e o filho, que aos poucos vão fazendo ele entender como funciona o mundo atualmente. Rick vai até a sua casa e não encontra o filho e a esposa, mas acredita que eles estão em Atlanta, cidade que parece funcionar como um refúgio dos que ainda estão vivos.

Você que ama zumbis, prepara-se. The Walking Dead eleva esse gênero para um outro patamar. Claro, se você quer a violência gráfica tão característica dos filmes você vai ter, mas o principal do seriado é o efeito psicólogico que tudo isso causa nos personagens. A intensidade da atuação de Andrew Lincoln é um retrato do que falo. O mundo pós-apocalíptico tomado por zumbis não é mais importante do que os personagens e seus próprios dramas.

Não posso deixar de mencionar a maneira fantástica com que Darabont conduziu esse episódio, sempre mantendo um alto teor suspense e um ar de desespero ao longo de todas as sequências.

Sempre quis ver algo relacionado a zumbis que fosse profundo e com conteúdo e é isso que The Walking Dead oferece. Há uma cena aqui que é uma das melhores que vi esse ano. Trata-se de Rick Grimes conversando com uma zumbi e aliviando o sofrimento dela. Uma das tantas cenas marcantes do episódio piloto.

Geralmente os primeiros episódios dos seriados não são tão bons, pois em pouco tempo ele deve apresentar os personagens, desenvolver história e tudo o mais.

Os pilotos de Lost, Friday Night Lights e The Sopranos são excelentes do primeiro ao último segundo e é nesse time que se encontra o piloto de The Walking Dead.

Minhas expectativas para a primeira temporada são enormes e acredito que vou ser correspondido.



/bruno knott

The Big C 1×08 – Happy Birthday, Cancer


Nota: 8

Após um episódio irregular, The Big C se recupera rapidamente com este belo “Happy Birthday, Cancer”.

Lenny informa Cathy que está indo para as Bahamas ver uma exposição de arte. Isso desperta aquela impulsividade em Cathy que nós já conhecemos tão bem e ela decide ir junto com o amante.

Quando ela chega em casa para arrumar as malas é recebida com uma festa surpresa, dada por Paul.

A cara de decepcionada de Cathy é reveladora. O que ela queria era viajar para as Bahamas e não ser “agraciada” com uma festa.

Com o decorrer do aniversário as coisas começam a mudar. Ela reencontra uma amiga da época da faculdade e relembra com alegria e nostalgia dos tempos passados.

Como praticamente todos os personagens importantes do seriado estão reunidos na festa, somos presenteados com vários momentos marcantes.

Paul e Lenny se aproximam com ajuda de uma garrafa de whisky, Cathy e sua amiga extravasam numa performance no karaoke e Adam continua maltratando a mãe. Pelo menos o garoto tem uma atitude gentil para com Marlene, que definitivamente está com alguma demência, possivelmente Alzheimer.

Mais impactante do que isso tudo foi quando Cathy diz que nunca havia se sentindo tão feliz assim nos últimos 20 anos. Claro, isso afeta o coração de Paul, pois foi com ele que Cathy pasou esses 20 anos.

Um episódio que passa voando, que é bastante revelador e que mostra uma importante escolha da nossa querida personagem principal.

/bruno knott

The Big C 1×06 – Taking Lumps


Nota: 8

O sexto episódio de The Big C não oferece tantas risadas como alguns episódios anteriores fizeram e prefere se concentrar num quase remorso de Cathy por ter traído o marido e também na disseminação do seu câncer.

Cathy vai ao médico após perceber uma massa na região glútea, o que a deixa mais preocupada do que o normal. Graças a isso, ela quase faz o que todos estamos esperando que ela faça, que é contar para a família sobre sua condição médica. Não fosse o pentelho do marido com sua grande confissão teríamos esse momento.

Não sei vocês mas tenho muitas dificuldades em gostar do Paul. Suas piadinhas idiotas e sua hipocondria são extremamentes irritantes. Sem falar no filho pra lá de insuportável. Neste episódio ele aceita participar dessa tal corrida de banheiras, mas isso me pareceu inverossímel graças as atitudes do garoto em relação a mãe nos outros episódios. Falha do roteiro ou o início da mudança de comportamento do pestinha?

De qualquer forma, foi ótimo ver Cathy tomando uma decisão importante e logo na sequência fazer exatamente o oposto do que decidiu. Claro, ela está doente e um tanto perdida. Depois que descobriu um bom refugo no Lenny ela não vai querer abandonar isso tão cedo.

Outro destaque fica para a maneira sutil com que outra doença é apresentada no seriado. Marlene dá indícios de que pode estar com demência quando esquece completamente de um comprimisso e quando guarda um chinelo na geladeira. Cruel.

Até amanhã escrevo sobre o sétimo episódio. Aguardem. 😉