Review: Game of Thrones 4×10 – The Children

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Como é fascinante acompanhar Game of Thrones, tanto para quem leu os cinco livros como para quem ainda não teve essa experiência. A única coisa ruim é que as temporadas passam voando e esta não foi diferente.

Uma parte do público ficou um pouco frustrada com o fato de que não tivemos nada sobre Tyrion e Porto Real no episódio passado, mas agora não se pode mais reclamar disso.

Bastante coisa foi mostrada aqui e muitas tramas avançaram. Convenhamos, algumas avançaram tomando rumos bem diferentes do que pensávamos, não é mesmo?

Daenerys é tomada de surpresa quando libertos pedem para voltar a serem escravos, pois a vida agora é pior do que antes. Como se fosse pouco, ela descobre que seus dragões passaram a atacar crianças. A dolorosa solução é acorrentá-los. Drogon, o mais forte, não foi encontrado. Liberta os escravos, prende os “filhos”. Não está fácil o reinado de Mhysa.

Jon, corajosamente, conversando com Mance Ryder foi ótimo. Cada vez mais ele demonstra ser um líder nato. As coisas ficaram um pouco mais fáceis para ele com a chegada de Stannis, mas agora não há como saber o que vai acontecer. A patrulha não pode tomar partido na guerra dos tronos. Os irmãos tem decisões a fazer.

O encontro de Brienne, Arya e o Cão de Caça foi o ponto alto do episódio para mim. A luta de Brienne e o Cão foi espetacular, muito violenta e muito intensa, com um resultado imprevisível. Agora Arya mais uma vez encontra-se sozinha, cada vez mais calejada na arte de sobreviver em um mundo hostil, cada vez menos inocente. Valar Morghulis!

Bran é outro que finalmente chegou aonde supostamente deveria, não sem uma batalha que não serviu para muita coisa a não ser enrolar as coisas um pouco mais e matar mais um personagem. No cliffhanger mais interessante do episódio, recebemos a notícia de que ele jamais voltará a andar, mas irá voar. Isso mesmo! Agora, como, quando e para quê é algo que não posso nem imaginar.

E aí chegamos a esperada sequência de Tyrion. Infelizmente, como muitas coisas foram abordadas, sobrou pouco tempo para fazer com que o impacto da morte de Shae e Twyn fosse tão grande como nos livros. Tudo pareceu fácil demais, banal demais. Sorte que a espetacular atuação de Peter Dinklage elevou a qualidade das coisas.

No geral faltou emoção, ainda mais para quem já leu os livros e isso foi fatal para o episódio.

A temporada terminou e não conseguimos antever nenhum tipo de conclusão para nenhum personagem e quase nenhum aspecto da trama envolvendo a disputa pelo poder em Westeros. Quando Daenerys vai atravessar os mares? Quando os Starks vão se reunir? Qual o função que Brandon exercerá? O que o futuro reserva para Arya? O que será dos selvagens, da patrulha da noite e de Stannis? E os caminhantes brancos? E os Bolton, os Greyjoy? Quais os planos reais de Varys e Mindinho? Como ficará a situação de porto real sem o cara que realmente mandava lá dentro? Jaime e Cersei vão de fato assumir para o povo que tudo que é dito sobre eles é verdade? E Tyrion, para onde irá fugir o anão?

A quantidade de situações em aberto mostra o quão rico é Game of Thrones, mas também nos faz ter um pouco de receio. Será que os arcos narrativos serão concluídos de uma maneira que faça jus a tudo o que vimos até o momento?

Só George Martin e HBO podem responder. Seguirei confiando.
7/10

Review: Game of Thrones 3×10 – Mhysa

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Depois do sinistro episódio anterior, era natural que as expectativas para o encerramento da terceira temporada estivessem lá no alto, o que quase sempre é mau negócio. Ainda que Mhysa tenha um bom ritmo e que coisas interessantes aconteçam, não dá para negar que ele decepciona um pouco. Mas só um pouco.

Como se o casamento vermelho não tivesse sido doloroso o bastante, os primeiros minutos desse season finale mostram a cena mais chocante de toda a obra de George Martin, pelo menos para mim. Costurar a cabeça do lobo no corpo Robb é algo de uma crueldade descomunal. Me incomodou no livro e agora não foi diferente. Parecia um indício de que mais sofrimento vinha pela frente, só que não foi bem assim.

Um dos pontos mais trabalhados no episódio foi a questão das diferenças entre os de nascimento nobre e os comuns. Exemplo disso é a conversa de Gendry e Davos. Gostei também de ver o cavaleiro das cebolas fazendo de tudo para evitar que o rapaz fosse sacrificado.

Varys também usou um argumento parecido para tentar fazer com que Shae fosse embora de Porto Real, sem sucesso.

Três momentos puxaram mais para o lado emocional de um jeito pesado. O primeiro, foi a conversa de Twin Lannister e Tyrion, em que aquele afirma que teve vontade de jogar o filho no mar logo quando nasceu, mas que não o fez para o bem maior da família. Coitado do duende. Parece que ele nunca vai ter o respeito e reconhecimento que merece. O bom foi vê-lo ameaçando Joffrey e mais uma vez o rei não conseguiu deixar de demonstrar que é um verdadeiro cagão.

Outra parte complicada foi Balon Greyjoy impassível ao receber o membro do filho e a ameaça de que mais partes do corpo dele virão se ele não respeitar as imposições de Ramsay Bolton, o torturador e “protetor do norte”. Ele deserdou de vez o filho e da maneira mais fria possível. Já Yara mostrou que não vai deixar as coisas assim. Será que ela vai ter tempo de salvar o irmão?

Finalmente, temos Arya cometendo o seu primeiro assassinato a sangue frio. Ela não aguentou ouvir um soldado falando como costurou o Rei do Norte com a cabeça do lobo e desferiu várias facadas nele. A garota fatalmente encontraria o seu fim na mão dos outros soldados, mas o Cão de Caça estava lá para salvá-la mais uma vez.

Como não podia deixar de ser, um dos personagens mais odiados atualmente é Walder Frey. De acordo com a história que Bran contou sobre alguém que quebrou as leis sagradas da hospitalidade podemos aguardar um futuro sombrio para o velho Frey. Que a justiça seja feita em Westeros!

Apesar da guerra dos tronos em Westeros, o maior problema vem do extremo norte, pra lá da muralha: os caminhantes brancos. O desespero da patrulha da noite é tão grande que eles enviam um pedido de ajuda para todos os reis possíveis. Aparentemente, Stannis vai atender ao chamado. A patrulha também conta agora com o retorno de Jon Snow, que parece ter se despedido de uma vez por todas de Ygritte. As flechas cravadas no corpo de Jon são um sinal de que não é uma boa partir o coração de uma selvagem!

E o que quer dizer esse Mhysa do título? Mhysa significa mãe e é como os ex-escravos de Yunkai se referem a Daenerys. A garota targaryen segue avançando rumo ao trono. Um final alegre e simpático, bem o oposto da semana passada.

Pois é. Várias situações foram amarradas com o claro propósito de preparar o terreno para a temporada seguinte. Infelizmente, faltou um acontecimento mais impactante para esse episódio parecer de fato um season finale. De qualquer forma, parece sensato dizer que essa foi a melhor temporada até aqui. Ficamos na torcida para que o nível seja mantido no ano que vem!
7.5/10

The Walking Dead – 1×06: TS-19


Nota: 8

Chegou ao final a primeira temporada do já adorado The Walking Dead. Após o término de Lost eu precisava de um seriado que eu realmente me importasse com os personagens e cuja história me instigasse cada vez mais. Como sou um amante de filmes de Zumbis não foi difícil me encantar com o que vi aqui. Com apenas 6 episódios a primeira temporada passou voando e este season finale fechou com chave de ouro, deixando ótimas expectativas para a próxima.

O Doutor Jenner mostra que sabe tanto quanto o grupo em relação ao que está acontecendo, deixando todos decepcionados. O que resta para eles nesse momento é encher a cara, afinal, não é todo dia que vinho pode ser conseguido de graça.

Foi bacana ver todos esquecendo por um tempinho a situação em que se encontram, mas não havia como manter a felicidade aparente por muito tempo. TS-19 oferece momentos intensos, seja com a obsessão de Shane por Lori, fazendo o ex-policial perder qualquer bom senso e quase alcançar seus objetivos à força e com a agoniante prisão em que Jenner coloca a todos.

Ver aquela sala do CDC fechando completamente, impedindo a saída de todo o grupo, foi algo surpreendente para mim. Não esperava essa atitude do médico, mesmo com os sinais ali na nossa cara. A perda da mulher e total falta de esperança em um futuro minimamente humano são motivos suficientes para levar qualquer um a perder a motivação. Mas, mesmo com condições adversas é inerente ao homem continuar tentando, sobreviver a qualquer custo e ainda bem que Jenner aceitou os argumentos de Rick e abriu a porta.

Muito interessante a visão de Jenner sobre a situação. Para ele, tudo isso é o evento da extinção dos seres humanos, como os meteoros foram para os dinossauros. Será?

Não faltaram tensão e nem discussões pertinentes sobre o mundo atual, com um pouco de filosofia até.

As expectativas para uma ótima segunda temporada são imensas. Aparentemente, serão 13 episódios, o que significa mais tempo para desenvolver os personagens e algumas pontas soltas, como o destino daquele pai e o filho do episódio piloto, o que aconteceu com Merle, quem estava pilotando aquele helicóptero e finalmente, o que o doutor Jenner disse para Rick neste season finale.

Por enquanto, nós aguardamos.


/the walking dead – 1×06: ts-19
bruno knott,
sempre.