Crítica: Sobrenatural (2010)

Não concordo com quem tacha Sobrenatural de um “mais do mesmo”. Ok, o roteiro em si nós já vimos em outros filmes, mas a maneira com que o diretor cria uma sensação de terror e aflição não é tão fácil de se encontrar por aí.

O medo está presente nos detalhes, como vultos percorrendo corredores, vozes escutadas pela baba eletrônica, sons pela casa e assim por diante. Ficamos tensos com todo esse suspense criado e ainda aproveitamos alguns sustos pontuais.

Toda a primeira parte, em que temos o garoto em coma e coisas estranhas começando a acontencer, é digna do nosso tempo em frente à tela. O problema surge no ato final e o seu teor trash. A situação toda é obviamente absurda, mas conseguimos aceitar a ideia durante boa parte da experiência, menos no final. A resolução de tudo é absurda demais. Não sabemos ao certo se trata-se de um filme para ser levado a sério ou não, já que no segundo ato temos um tipo de alívio cômico com a introdução de dois personagens inspirados nos caças-fantasmas. Admito que esses personagens conseguem nos fazer rir em alguns momentos, mas eles ficam um tanto deslocados com o ar sério que a história tinha até então.

Para quem gosta do gênero é uma boa pedida, ainda que o final não consiga satisfazer a boa expectativa criada nos primeiros 45 minutos.
7/10