2012 (2009)


Cotação: 5

Roland Emmerich é evidentemente fascinado por filmes-catástrofe e 2012 é a terceira investida do diretor no gênero. Quem gosta do cinema com abuso de efeitos especiais pode até gostar deste aqui, mas fica claro que trata-se de um filme extremamente irregular e um tanto cansativo. Não que Independence Day e O Dia Depois de Amanhã sejam exemplares, mas eles mantém nossa diversão e o nosso interesse na maior parte do tempo.

Segundo o calendário Maia em 2012 o mundo chega ao fim e é com essa previsão que foi feito todo o marketing do filme. É uma ideia interessante, que infelizmente foi muito pouco aproveitada no roteiro. Em uns 75% do tempo somos bombardeados com cenas de destruição muito bem executadas. Tudo foi feito numa escala monumental. Você pode ver Tsunamis inundando cidades, terremotos consumindo ruas, carros, casas e até a erupção de um gigantesco vulcão. O problema é que dificilmente alguém consegue se importar com os personagens e com as histórias pra lá de clichês deles. Chega um momento em que a ação já enjoou e como não dá para nos satisfazermos com a história em si, queremos mais é que o filme termine mesmo.

Gosto bastante de John Cusack, mas aqui ele está no piloto automático, assim como a maioria do elenco. O único destaque fica para Woody Harrelson, interpretando um cara louco, altamente chapado e cheio de teorias da conspiração. Aliás, há um exagero enorme no número de personagens paralelos. Se alguns deles não existissem 2012 seria um filme mais enxuto e automaticamente mais interessante.


Título original:
2012
Ano: 2009
País: EUA
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser
Duração: 158 minutos
Elenco: John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Woody Harrelson, Danny Glover, Morgan Lily

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/bruno knott