Crítica: O Preço de um Homem (1953)

A parceria entre o diretor Anthoy Mann e James Stewart rendeu cinco filmes e muitos apontam O Preço de um Homem como o melhor deles. Não é difícil de entender o porquê.

Este é um western que possui atrativos não tão comuns dentro do gênero. Há muito pouco de bang bang, nada de duelos, saloons ou jogos de pôquer. Mais do que investir em ação, a trama se concentra no dilema moral que o nosso herói deve enfrentar e toda a tensão entre os cinco personagens.

Howard Kemp está na caça do fora da lei Ben Vadergroat pela recompensa de 5 mil dólares. Com essa grana ele quer reaver a terra que perdeu durante a Guerra Civil Americana graças a traição da ex-mulher.

Kemp irá contar com a ajuda de um garimpeiro e de um soldado que foi expulso do corpo militar. Logo nas primeiras cenas o trio consegue capturar Ben, que estava na companhia da jovem Lina Patch.

A jornada pelas montanhas rochosas com Ben planejando maneiras de escapar é muito mais complexa que a captura. Cada um dos cinco tem suas motivações e o resultado final é imprevisível. O jogo psicológico se faz presente com certa qualidade.

Assim como Kemp somos estimulados a refletir se é justo tirar a vida de alguém para benefício próprio. O mundo do velho oeste não era fácil.

Ainda que o Preço de um Homem ofereça uma história mais densa e atuações inspiradas, ele acaba pecando em seu final abrupto e não tão verossímil se analisarmos todo o contexto.

De qualquer forma, o filme permanece como uma obra digna de nota para quem aprecia o gênero.

Nota: