Um Homem Sério

Título original: A Serious Man
Ano: 2009
Diretor: Ethan e Joel Coen

Ainda que Um Homem Sério não seja do nível de Onde os Fracos Não Tem Vez ou O Homem que Não Estava Lá, é um grande avanço após o razoável Queime Depois de Ler. Grande mesmo. Desta vez, os irmãos Coen não utilizam nenhum astro importante de Hollywood e apostam em Michael Stuhlbarg para o personagem principal. Foi uma ótima escolha, pois o ator combinou muito bem com o seu personagem, transformando-se em um dos pontos fortes do filme.

Larry Gopnik (Stuhlbarg) é um professor de física que está enfrentando problemas em sua vida: um aluno coreano tenta suburna-lo para ser aprovado, sua esposa pede o divórcio, o seu irmão não tem emprego e vive às suas custas na sua própria casa, o filho mais novo está devendo 20 dólares para o traficante-mirim da escola e sua filha quer fazer uma plástica no nariz. Todos são judeus e Larry claramente tenta viver de acordo com os ensinamentos do judaísmo, mas o momento é difícil e ele se sente perdido. A solução é se aconselhar com os rabinos.

É interessante ver como o mundo arma um complô contra Larry. Ele é um cara calmo, tranquilo, mas está sobre muita pressão. O que será que Deus quer de Larry? É um teste? Existe um sentido na vida em que vivemos? Uma certa ironia e o tradicional humor peculiar dos irmãos Coen estão por todos os lados de Um Homem Sério, mas chegam ao ápice nas conversas que Larry ou o seu filho têm com os rabinos. Imaginem, um desses rabinos é Simon Helberg, o Howard Wolowitz de Big Bang Theory. Difícil olhar para ele e não rir, mesmo quando ele nem tenta ser engraçado. Essas conversas de Larry com os rabinos funcionam como os irmãos Coen dizendo: “Ei amigo, você quer um sentido para a vida? Continue procurando.”

Elogiar a fotografia de Roger Deakins é redundância, ainda mais em um filme dos Coen. Temos um visual muito bonito e ângulos que tornam algumas cenas mais interessantes. Mas não vou mentir. Não é um filme fácil de se admirar. Eu tive alguns problemas com ele. O principal foi a dificuldade de me importar realmente com os personagens e as situações, mas no geral, gostei muito do filme. Acho que os Coen deveriam seguir nesse caminho e em breve irão criar outra obra-prima como Onde os Fracos Não Tem Vez. A cena final de Um Homem Sério é uma das melhores do ano e mostra toda a qualidade dos irmãos.

Nota: 7

– B.K.

Lost S06E04 The Substitute

Spoilers só depois da foto.

IMPRESSÕES GERAIS
Lost 6×04 – The Substitute é um episódio centrado em Locke na realidade paralela e no falso Locke dentro da ilha. Quem não gosta de episódios no estilo do anterior pode ficar tranquilo. Aqui a trama avança significativamente, ainda que não saibamos exatamente para onde ela está indo. É daquele tipo de episódio que termina de uma forma muita rápido e provavelmente que necessita de mais do que uma assistida. Um dos maiores segredos de toda a série começa a ser respondido e isso é mais do que suficiente para fazer deste um EXCELENTE episódio. Chamo a atenção para as mudanças dos personagens na realidade paralela. Onde está Locke e o homem de fé? Mudanças, mudanças. Estou gostando muito dos flash-sideways, mas não sei se haverá tempo suficiente para termina-los de uma maneira satisfatória. Temos que esperar e confiar.
Nota: 9

NA ILHA
Logo de cara acompanhamos uma sequência fantástica do falso Locke em forma de monstro. Ficamos no seu ponto de vista e percorremos a ilha. Aquele barulinho de engrenagem é um espetáculo.

Há uma conversa do falso Locke com Richard. Eles discutem sobre Locke e o fato deste ser um candidato ou no caso, de ter sido um candidato. Mas… candidato a que e escolhido por quem? Calma. Teremos respostas. (F)locke vai em busca de Sawyer.

Enquanto isso, Ilana recolhe as cinzas de Jacob. O que isso quer dizer? Será simplesmente algo para se proteger do monstro? Illana, Ben, Lapidus e Sun enterram o corpo do verdadeiro Locke. Como disse Lapidus, é o funeral mais estranho possível. Detalhe para o Ben dizendo que Locke era um homem de fé, mas, na realidade paralela, ele demonstra que não acredita em milagres. São essas diferenças entre as realidades que me agradam e muito.

Voltemos para o (F)locke. Ele encontra Sawyer curtindo sua fossa com whisky e rock and roll. Como convencer Sawyer a ir com ele? Que tal isso: “Quer saber porque você está nessa ilha?”. Claro e nós também.

A resposta para isso se encontra num buraco no meio da encosta na ilha. Há uma pedra branca e uma pedra preta equilibrando uma balança. (F)locke pega a pedra branca e a joga no mar, dizendo a Sawyer que isso é uma piada interna. Ótimo simbolismo.

Agora, a surpresa. Na parede estão os nomes dos Losties ao lado dos números. AQUELES números.

4 – Locke
8 – Reyes
15 – Ford
16 – Jarrah
23 – Shepard
42 – Kwon

Todos tiveram contato com Jacob durante suas vidas e influenciados por ele foram parar na ilha. Os números estão aí simplesmente porque Jacob “gosta de números”. Essas pessoas são os candidatos escolhidos por Jacob para protegerem a ilha. Agora, o que mais mexeu com a minha cabeça foi (F)locke dizendo que não tem nada para ser protegido, que é apenas uma ilha. Verdade ou mentira?

Outro detalhe, onde está Kate nisso tudo? Afinal, ela recebeu a visita de Jacob quando criança e estava na lista da primeira temporada.

F.A.N.T.Á.S.T.I.C.O.

FLASH-SIDEWAYS
Já me alonguei demais, portanto serei breve agora.

As cenas aqui mostram um Locke muito desapontado por viver numa cadeira de rodas. Além disso, vemos mudanças. Ele está prestes a se casar com Helen e ao que tudo indica tem um bom relacionamento com o pai. Então, como será que ele ficou paraplégico nesta realidade paralela?

Lock é demitido e desconta sua raiva em um carro amarelo. O dono do carro não é ninguém mais, ninguém menos do que Hurley. Nosso “gordinho” preferido está mesmo sortudo. John Locke não consegue nem arranhar o carrão do Hurley.

Como uma força do destino, ele encontra alguns “conhecidos”. Hurley, Rose e até Ben. Estou louco pra ver como ele e Ben vão se relacionar, já que Locke conseguiu um emprego de professor substituto no mesmo colégio em que Ben é professor de História.

Como já falei, Locke aqui não é mais um homem de fé.

Quando Rose o está ajudando a arrumar um emprego, ela diz que vai encontrar algo que ele possa fazer. Locke apenas a olha com uma cara feia, mas não diz nada. A sua famosa frase: “Não me diga o que não posso fazer” poderia ter sido usado ali, mas não foi. Ela foi usada na ilha pelo falso Locke. Estranho, não? Será que o HOMEM DE PRETO que está no corpo de Locke absorveu alguma coisa da essência do Locke?

De que maneira as coisas vão acontecer para que Locke finalmente encontre Jack? Mal posso esperar.

Alfred Hitchcock

OBJETIVO DO POST
Pesquisando no Google podemos encontrar algumas páginas interessantes sobre Hitchcock, mas, boa parte delas não passa de um copie e cole descarado. Obviamente, minha fonte principal é o IMDb, mas fui atrás de boa parte da filmografia disponível no Brasil, portanto, trago aqui opiniões pessoais e diretas, sem enrolação. Os reviews estão logo após a lista da filmografia completa.

Teoricamente, não é um post para ser ler inteiro de uma vez e sim para consultar aos poucos.

Vai me acompanhar nesta bela viagem ou NÃO?

PEQUENA BIOGRAFIA
Hitch nasceu em 13 de Agosto de 1899, em Londres, Inglaterra. Ele teve uma rígida educação católica e seu primeiro emprego foi em uma empresa de telégrafo em 1915. Mais ou menos nessa época, Hitch começou a se interessar por filmes, indo ao cinema e lendo jornais americanos.

Em 1920 conseguiu um emprego no estúdio Lasky e 3 anos depois recebeu a chance de dirigir um filme ou pelo menos, finalizar o filme, pois o diretor havia ficado doente.

Logo após, foi contratado pelo Gainsborough Pictures, trabalhando como diretor assistente, roteirista e diretor de arte. Em 1925, dirige, de fato, o seu primeiro filme: The Pleasure Garden.

Hitch fez vários bons filmes na Inglaterra, mas tornou-se o famoso e importante diretor que conhecemos após mudar-se para os Estados Unidos, no início dos anos 1940.

Foram mais de 50 filmes dirigidos por ele e apenas 5 indicações ao Oscar, com Psicose, Janela Indiscreta, Rebecca, Lifeboat e Quando Fala o Coração. Nunca ganhou o prêmio de melhor diretor, mas Rebecca ganhou o de melhor filme em 1940.

O Mestre do Suspense morreu em 29 de Abril de 1980, aos 80 anos, nos EUA.

DEFININDO O ESTILO
Hitchcock era um diretor que se preocupava muito com o visual de seus trabalhos, portanto, é fácil reconhecer seus filmes. Ele tem uma marca e isso só os bons diretores conseguem. Ele era capaz de criar suspense de uma maneira extremamente habilidosa. Geralmente, o personagem não sabia o que estava acontecendo, mas o espectador sim. O filme Pássaros é um exemplo disso, principalmente na cena na qual a mulher está sentada em um banco do lado da escola e os pássaros vão chegando, cada vez em um número maior, sem ela notar.

Alguns temas ou situações aparecem em vários dos seus filmes, por exemplo, a história de um homem errado – alguém que é acusado de cometer um crime sem o ter feito.
Outro tema muito abordado, é a tentativa de se realizar um crime perfeito, um crime que se consiga realizar o intento principal, sem que ninguém desconfie de você. Aparentemente, os filmes dele ensinam que isso não é possível.

E o famoso MacGuffin? O dinheiro roubado em Psicose é o melhor exemplo disso. Chega um momento no qual você esquece completamente dos milhares de dólares.

Outra coisa fácil de perceber em seus filmes é que a bebida de escolha de 90% dos personagems é o bom e velho BRANDY.

Talvez Hitchcock não tenha feito tantos filmes com personagens bem desenvolvidos, mas, normalmente, conseguia arrancar ótimas atuações deles e compensava o pouco desenvolvimento criando situações nas quais o suspense ficava absurdamente elevado.

FILMOGRAFIA COMPLETA
1 Trama Macabra (Family Plot, 1976)
2 Frenesi (Frenzy, 1972)
3 Topázio (Topaz, 1969)
4 Cortina Rasgada (Torn Courtain, 1966)
5 Marnie, Confissões de uma Ladra (Marnie, 1964)
6 Os Pássaros (Birds, 1963)
7 Psicose (Psycho, 1960)
8 Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)
9 Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958)
10 O Homem Errado (The Wrong Man, 1956)
11 O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, 1956)
12 O Terceiro Tiro (The Trouble With Harry, 1955)
13 Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955)
14 Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
15 Disque M para Matar (Dial M for Murder, 1954)
16 A Tortura do Silêncio (I Confess, 1953)
17 Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951)
18 Pavor nos Bastidores (Stage Fright, 1950)
19 Sob o Signo de Capricórnio (Under Capricorn, 1949)
20 Festim Diabólico (Rope, 1948)
21 The Paradine Case, 1947
22 Interlúdio (Notorious, 1946)
23 Quando fala o Coração (Spellbound, 1945)
24 Lifeboat, 1944
25 Bon Voyage, 1944
26 Aventure Malgache, 1944
27 A Sombra de uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943)
28 Sabotador (Saboteur, 1942)
29 Suspeita (Suspicion, 1941)
30 Mr. & Mrs. Smith, 1941
31 Correspondente Estrangeiro (Foreign Correspondent, 1940)
32 Rebecca, A Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)
33 A Estalagem Maldita (Jamaica Inn, 1939)
34 A Dama Oculta (The Lady Vanishes, 1938)
35 Young and Inocent, 1937
36 O Marido Era o Culpado (Sabotage, 1936)
37 O Agente Secreto (The Secret Agent, 1936)
38 Os 39 Degraus (The 39 Steps, 1935)
39 O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, 1934)
40 Waltzes from Vienna, 1934
41 Number Seventeen, 1932
42 Rich and Strange, 1931
43 Mary, 1931
44 The Skin Game, 1931
45 Assassinato (Murder!, 1930)
46 Juno and the Paycock, 1930
47 Chantagem e Confissão (Blackmail, 1929)
48 The Manxman, 1929
49 Mulher Pública (Easy Virtue, 1928)
50 The Farmer’s Wife, 1928
51 Downhill, 1927
52 O Ringue (The Ringue, 1927)
53 O Pensionista (The Lodge: A Story of the London Fog, 1927)
54 The Pleasure Garden, 1925

FILMES VISTOS (ordem de preferência)

1. Psicose (Psycho, 1960)

Clássico absoluto. Hitchcock atinge o ápice de maneira magistral. Uma mulher rouba 40 mil dólares do seu chefe e foge, parando em um hotel de beira de estrada. Os 40 mil dólares não passam de uma desculpa para conduzir a moça até o hotel, é o famoso MacGuffin. A partir daí temos o melhor exemplo de como criar um filme de suspense. Tudo é construído para nos deixar com medo do hotel, do dono e de sua mãe. A cena do chuveiro é uma das mais famosas do cinema, não por acaso. Hitchcock mostra seu virtuosismo com enquadramentos interessantes e por ter criado um filme com uma atmosfera tão intensa. Destaque também para a atuação de Norman Bates e o estudo psicológico que é feito sobre o seu personagem.
Nota: 10

2. Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)

Tudo se passa num mesmo cenário: uma sala em um prédio. James Stewart interpreta um homem que sofre um acidente e não pode andar por um bom tempo. Sua maior distração é observar os seus vizinhos no melhor estilo vouyer. É como se fosse um big brother. Mal sabe ele que isso pode trazer problemas. Janela Indiscreta passa voando. É fascinante acompanhar todos os vizinhos e suas próprias vidas. Claro, tudo melhora quando O Vendedor entra em cena. O filme tem um ar de mistério muito grande, queremos saber exatamente o que está acontecendo, mas Hitchcock nos coloca no ponto de vista do persoangem principal, portanto temos as mesmas dúvidas que ele. Não posso esquecer de Grace Kelly. A atriz desfila toda a sua beleza e competência aqui. A propósito, ela foi a atriz mais bonita de todos os tempos ou não?
Nota: 9

3. Festim Diabólico (Rope, 1948)

Um dos enredos mais sombrios que já vi. Dois estudantes resolvem cometer o assassinato perfeito e com requintes de crueldade. Eles matam um colega e colocam o corpo dentro de um baú da própria casa. Ah, sim.  Os dois dão uma festa e o buffet é servido em cima deste baú. Um dos convidados é o pai do garoto morto. Pesado, hein? Além do enredo ser interessante, os diálogos são fantásticos. Sobra espaço para ironias relacionadas ao cadáver e para discussões filosóficas envolvendo Nietzsche e Hitler. Hitchcock se destaca ao criar longos planos-sequência. São várias cenas de 10 minutos sem corte algum, contribuindo para aumentar a tensão e a veracidade do filme. A ideia era fazer o filme em uma tomada só, mas a tecnologia da época não permitia. Tudo se encaminha de uma maneira bem fluida até o imprevisível final.
Nota: 9

4. Pacto Sinistro (Strangers in a Train, 1951)

A mensagem de Pacto Sinistro é: não inicie conversas com desconhecidos dentro de um trem. Guy Haies está viajando de trem quando recebe uma proposta de Bruno Antony – outro passageiro. Bruno oferece seus serviços para cometer um crime que vai melhorar a vida de Guy, mas exige que Guy cometa um crime do interesse de Bruno. Como são dois desconhecidos, ninguém vai desconfiar. Mas, as coisas não vão sair como o planejado. O forte do filme é a habilidade de Hitchcock em criar cenas cheias de beleza e suspense. Cito algumas: Bruno se concentrando em sua presa em um jogo de tênis, uma perseguição envolvendo pedalinhos e um carrossel “assassino”. Imperdível.
Nota: 9

5. Os Pássaros (The Birds, 1963)

Um dos mais famosos. Annie vai da cidade grande até o interior para fazer uma surpresa para um homem que acaba de conhecer. Num primeiro momento, eu achava que havia algo de errado com esse homem e sua família. Sinceramente, estava ficando com medo deles, mas, em breve percebemos que o perigo são os pássaros. É legal perceber como a ameaça aumenta aos poucos. No começo um ataque isolado, depois um ataque maior contra umas crianças e assim por diante. Aqui temos a memorável cena do porão e mais um detalhe que me chamou a atenção: essa cidadezinha é completamente dominada pelos pássaros e todo mundo sofre as consequências disso sem receber ajuda de fora. Há apenas uma pequena notícia em uma rádio de São Francisco que fala sobre um certo aumento do número de pássaros na cidade. Desolador.
Nota: 8

6. Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958)

Me recuso a chamar o filme pelo nome em português. Para mim é Vertigo. É um thriller que mostra que nem tudo é o que parece. Scottie descobre que tem medo de altura e abandona seu trabalho como detetive. Só que não demora muito e um amigo pede uma pequena ajuda. Esse amigo quer que Scottie investigue a sua mulher, pois ele desconfia de algo. Hitchcock sempe se destacou na concepção de imagens e aqui não foi diferente. Existem várias cenas com poucos diálogos e belas imagens. Simplesmente acompanhamos Scottie perseguindo e aos poucos ficando obcecado por tal mulher. São os melhores momentos de Vertigo, sem dúvida.
Nota: 8

7. O Homem Errado (The Wrong Man, 1956)

Eu diria que O Homem Errado é dois filmes em um. Na primeira parte, somos apresentados a um homem acima de qualquer suspeita. É respeitado pelos colegas de trabalho, é um bom pai e tem um bom relacionamento com a mãe. O fato é que o acusam de cometer crimes na região. As testemunhas não têm dúvida ao afirmar que ele é o culpado. Essa é a melhor parte do filme, pois há um mistério e uma dúvida muito grande para o público. Não sabemos em quem acreditar, apesar dos pontos positivos do personagem. A segunda parte é basicamente uma história de tribunal e aí ele perde um pouco da qualidade, mas se mantém acima da média.
Nota: 8

8. Trama Macabra (Family Plot, 1976)

O último filme do diretor. O começo não estava me agradando em nada, principalmente pela péssima atuação da atriz principal, mas, aos poucos ele cresce em qualidade, transformando-se em um excelente exemplo de filme de investigação, recheado de suspense, mistério e até mesmo ação. Ótimo.
Nota: 8

9. Frenesi (Frenzy, 1972)

Por essa foto dá pra perceber que não há economias no humor negro. A cidade de Londres está apreensiva com o surgimento de um Serial Killer, cuja marca é enforcar mulheres com gravatas. Como não poderia deixar de ser, o principal suspeito é um cara que não tem nada a ver com os crimes e ele vira um fugitivo. Mortes violentas, nudez, humor negro e cenas extremamente engraçadas envolvendo uma gastronomia exótica podem ser encontrados neste ótimo filme.
Nota: 8

10. Disque M para Matar (Dial M for Murder, 1954)

O tema do crime perfeito é abordado novamente. No papel o crime perfeito é uma coisa, já na realidade, é outra. É impressionante como Hitchcock cria cenas memoráveis em quase todos os seus filmes. A cena memorável em Disque M para Matar é essa da foto. Outra situação interessante é todo o esforço do marido para não ser preso e do investigador para descobrir o verdadeiro culpado.
Nota: 8

11. Rebecca, A Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)

Único filme de Hitchcock a levar o Oscar de melhor filme, em 1940. O começo é meio enrolado, com uns diálogos extremamente datados, chegando a ser chato. Quando começamos a conhecer Rebecca as coisas melhoram sensivelmente. Rebecca está morta há um tempo, mas sua presença pode ser sentida por toda a casa. Preparem-se para uma interessante reviravolta.
Nota: 7

12. Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)

Um Hitchcock diferente. Intriga Internacional tem muitos fãs, isso é inegável. Ele chama tanto a atenção pois trata-se de um blockbuster cheio de ação. Isso mesmo. Existem cenas de suspense, como uma que ocorre em uma estrada, mas ele é basicamente um filme de perseguição, no maior estilo gato e rato, culminando com a famosa cena no monte Rushmore. É considerado o embrião de filmes como James Bond e Indiana Jones. Minha reclamação: excessivamente longo.
Nota: 7

13. Marnie, Confissões de uma Ladra (Marnie, 1964)

Um verdadeiro estudo de personagem. Marnie é uma mulher traumatizada e é ótimo descobri-la. Por que ela teme trovões? Por que não suporta a cor vermelha? Por que ela rouba? Por que tem um relcionamento tão distante com a mãe? Os mistérios relacionados a ela vão sendo respondidos pouco a pouco. Destaque para a partipação do Sean Connery, com sua voz mais do que impactante.
Nota: 7

14. Sabotador (Saboteur, 1942)

Novamente, a questão do homem errado está em pauta. Um homem é acusado de ter botado fogo em um galpão cheio de aviões, mas ele é inocente. Ao mesmo tempo em que foge, ele tem que provar a sua inocência. Pode ser considerado um road movie, já que o homem passa por diversos lugares na sua fuga. Ele conhece várias pessoas, umas boas e outras nem tanto. Um filme bacana de se assistir, ainda mais quando se aproxima do seu desfecho, que ocorre no topo da estátua da liberdade.
Nota: 7

15. Cortina Rasgada (Torn Courtain, 1966)

Paull Newmann e Julie Andrews (aka Merry Poppins) estão neste interessante thriller de Hitchcock, cujo pano de fundo é a Guerra Fria e a tentativa dos americanos de descobrirem segredos relacionados a guerra nuclear. Há uma certa atmosfera de conspiração e duas ótimas cenas, dignas do grande diretor: um assassinato em uma fazenda e uma fuga de um ônibus. O problema do filme é que ele foi lançado logo após Marnie, Psicose e Os Pássaros.
Nota: 7

16. Topázio (Topaz, 1969)

Um filme irregular, mas com bons momentos que comprovam a genialidade do diretor. Mais uma vez os temas são guerra fria e espionagem e aqui a violência do período é bem retratada. Há uma história de amor um tanto bobinha, que não colabora em nada para o enredo.
Nota: 7

17. O Terceiro Tiro (The Trouble With Harry, 1955)

Em um dos melhores trabalhos de fotografia dos filmes do Hitchcock, tudo se desenrola em uma cidade do interior com um clima bem bucólico, onde parece que nada acontece. Isso até vermos um corpo estendido no chão. Quem matou esse homem? É o mistério que permanece durante quase todo o filme. O Terceiro Tiro tem um ritmo agradável, com aquele tipo de humor que nos faz rir com o canto de boca, no melhor estilo inglês.
Nota: 7

18. Pavor nos Bastidores (Stage Fright, 1950)

Uma bela fotografia em preto e branco e mais uma vez o recorrente tema do homem inocente que é considerado culpado. Não é dos mais marcantes, porém a cena final é uma das melhores dos filmes do Hitchcock.
Nota: 7

19. O Ringue (The Ringue, 1927)

Considerado por muitos como o melhor filme mudo do diretor. Acreditem, eis uma história de amor. Apesar das atuações um tanto datadas, tem muita coisa boa aqui. A história é meio piegas, basicamente dois homens vão lutar pela mão de uma mulher. O legal é observar algumas técnicas do diretor, como desfocar a câmera ao mostrar um personagem bêbado.
Nota: 7

20. A Estalagem Maldita (Jamaica Inn, 1939)

Piratas + Hitchcock é uma combinação interessante, ainda mais quando são piratas sanguinários. O destaque vai para o ator Charles Laughton e seu personagem marcante. É uma adaptação de um livro conhecido da língua inglesa e pelas críticas que eu li, parece que o Hitchcock não conseguiu transmitir a essência dele.
Nota: 7

21. O Pensionista (The Lodge: A Story of the London Fog, 1927)

Inspirado na reputação de Jack, o Estripador, o serial killer que atormentava londres. Alguns bons momentos de suspense e uma reviravolta previsível.
Nota: 6

22. O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, 1934)

O único filme que eu não gostei. Os acontecimentos me pareceram um tanto forçados e falsos. Só consigo destacar uma cena dentro de um consultório odontológico. Acho que nem mesmo o Hitch gostou do filme, se não ele não teria feito um remake 20 anos depois.
Nota: 5


Curiosidades
Foi condecorado cavaleiro em 1980, mesmo ano de sua morte.
Virou cidadão americano em 1956.
Considerava Luis Buñel o melhor diretor de todos os tempos.
Fez o discurso mais curto da História do Oscar: ao receber o prêmio Irving Thalberg em 1967, simplesmente disse “Obrigado”.
Era torcedor do West Ham United.


Quotes/Citações
Não há terror no bang e sim na espera por ele.
– Faça o público sofrer o máximo possível.
– Para fazer um grande filme você precisa de três coisas – o roteiro, o roteiro e o roteiro.
– Cary Grant é o único ator que amei em toda a minha vida.


Vídeos
Os famosos cameos de Hitchcock.

Sites
http://www.imdb.com/name/nm0000033/
http://en.wikipedia.org/wiki/Alfred_Hitchcock
Terra cinema
Espelho imperfeito


– B.K.

Preciosa – Uma História de Esperança

Título original: Precious: Based on the Novel Push by Saphire
Ano: 2009
Diretor: Lee Daniels

Vou fazer uma promessa: de agora em diante jamais irei julgar mal um filme antes de assisti-lo. Caramba, eu pensava que Preciosa seria aquele típico filme hollywoodiano que estamos cansados de assistir. Sabe aquela história água-com-açucar de uma pessoa desfavorecida que vence na vida? Achei que Preciosa fosse algo desse tipo. Me enganei.

A Preciosa do título é uma mulher COMPLETAMENTE desfavorecida. Talvez alguns não estejam preparados psicologicamente para entrar na vida dessa garota. Olha só: dezesseis anos, pobre, obesidade morbida, uma filha com Down e grávida de outra criança – ambas resultados de estupros do próprio pai -, analfabeta, humilhada na sala de aula e xingada e agredida constantemente pela mãe. É de abalar qualquer um.

Ainda bem que existem pessoas boas espalhadas pelo mundo e Preciosa recebe uma chance de mudar um pouco a sua vida. Ela é chamada para fazer parte de uma escola alternativa, na qual ela irá tentar aprender a ler e a escrever junto com outras garotas pobres. A atriz Gabourey Sidibe demonstra muito talento logo no seu primeiro papel. A cena em que ela lê o título de um livro a pedido da professora é emblemática. Eu senti a dificuldade dela. Tocante.

O legal do filme é que ele não tenta nos enganar com uma história de redenção simplista. Não vá esperando um final feliz. Espere o fundo do poço. Espere por um choque de realidade e fagulhas de esperança. Espere por uma direção visceral do Lee Daniels. O diretor fez um ótimo trabalho aqui. Ele consegue deixar toda a situação mais tenebrosa ainda.

Vocês gostam de comida? Quem não ficou com vontade de comer alguma coisa após ver filmes como Ratatouille ou Julie e Julia? Pois é. Em Preciosa, Lee Daniels transforma a comida num tipo de vilão grotesco e sujo, sem exageros.

Para finalizar, não dá para não mencionar a atuação Mo’Nique. Oscar obrigatório. Além da mulher ser uma versão feminina do Jules de Pulp Fiction – devido ao linguajar rico em palavras como “fuck” e “motherfucker” – ela tem um monólogo espetacular no final… ESPETACULAR. É de arrepiar mesmo. Não sei se você vai querer dar um tiro no meio da cabeça dela ou sentir pena. Até agora não sei o que pensar a respeito. Só essa cena já vale a indicação do filme para o Oscar.

Preciosa é um filme MUITO difícil, pesado e necessário.

Nota: 8

– B.K.

Lost S06E03 What Kate Does

E ae pessoal! Temos aqui mais um review de Lost para vocês. Este post marca o padrão que os reviews de Lost vão ter aqui no Cultura Intratecal. Espero que gostem. Spoilers só depois da foto! Confiram.

IMPRESSÕES GERAIS
Muitas pessoas vão torcer o nariz para este episódio e eu até entendo os motivos, apesar de não concordar muito. Como diz o título, a história está centrada na Kate e quem não é muito fã da moça e das suas atitudes talvez se decepcione. Não temos aqui um episódio frenético, cheio de ação e empolgante. Não. O que temos aqui é um episódio mais intimista, principalmente nas cenas em que vemos Kate e Sawyer tendo uma triste conversa e no flash-sideway da Kate em LA. Sobra espaço para o desenvolvimento da história da ilha, ainda que de maneira homeopática. O pessoal do templo começa a mostrar quem de fato eles são e o que eles pretendem fazer com Sayid. E como Lost é Lost, há uma interessante surpresa no final, envolvendo um personagem “desaparecido”.
Nota: 7

NA ILHA
Tudo começa com o Sayid voltando do mundo dos mortos. O que de fato aconteceu com ele? Como alguém que morre pode ressucitar dessa forma? Se você está curioso quanto a isso e espera uma resposta completa neste episódio, não vai encontrar. Pistas são deixadas, mas ainda não é o suficiente.

Sawyer está bem diferente. A morte de Juliet destruiu o rapaz psicologicamente. O ator Josh Holloway se mostra cada vez mais competente, transformando Sawyer num personagem circular. Parece que ele não tá mais nem aí para a Ilha e para os outros Losties. Quando ele fala “Claro que ele [sayid] está vivo! Ele torturou e matou crianças, merece estar vivo” percebemos toda a sua ira e revolta.

Ele, então, decide fugir do templo e vagar sozinho pela ilha. Quem vocês acham que vai atrás de Sawyer? Óbvio, a Kate.

O que ela pretende? Será que ela vai atrás do Sawyer por algum sentimento egoísta? Eu acho que ela de fato gosta dele e ainda se sentiu preocupada com a possibilidade dele se matar.

A conversa de Kate com Sawyer no pier é o melhor momento do episódio para mim. Sawyer assume a sua culpa e Kate percebe que provavelmente perdeu ele para sempre. Lost é um excelente seriado, pois além de trabalhar muito bem com ação, mistérios e reviravoltas, ele sabe criar e cuidar muito bem de seus personagens.

E quanto ao Sayid, Jack, Hurley e Miles no templo? É, aí que está o mistério. O líder dos outros finalmente revela o seu nome, é Dongen. Ele se mostra extremamente preocupado com a situação do Sayid e até pede ajuda para o Jack. Antigamente, Jack ia negar e jamais acreditaria nas palavras de Dogen. Afinal, ele é um homem da ciência. Mas algo está mudado em Jack e isso fica evidente aqui.

Segundo o japa, Sayid está infectado. Mas não é uma infecção comum. É algo mais sobrenatural. Seria Jacob? Seria o HOMEM de PRETO? Quem está tomando o corpo de Sayid?

Quase tão misterioso que isso é o surgimento de Claire no final do episódio. Parece que ela ficou na floresta por todo esse tempo e que foi “tomada” por algo ou alguén. Vamos descobrir mais sobre ela logo logo.

FLASH-SIDEWAY
Aqui temos a Kate fazendo o que sabe: fugir. Ela recebe ajuda de um desconhecido para tirar as algêmas e acaba se encontrando com Claire. Não só se encontra com ela, mas a leva a hospital pois as contrações da Claire iniciam-se.

No hospital, o obstreta que vai cuidar de Claire não é ninguém mais, ninguém menos do que Ethan. Aquele mesmo. Só que é um Ethan diferente. Ele é um médico atencioso, simpático, realmente cria uma empatia bacana com Claire.

Acho genial esa ideia da realidade paralela. Além de podermos ver o que os Losties fariam caso o avião não caisse, existem certas pistas e certos deja vu de que eles estão conectados com a outra realidade. Percebam o olhar que Kate dá para Claire no momento em que está diz que vai chamar o bebê de Aaron. Me deu arrepios.

Falando em bebê de Claire, uma coisa que eu curti muito no início da série foi a visita que Claire fez ao vidente. Lembram a preocupação que ele demonstrou para com o bebe, dizendo para ela não dar a criança para ninguém? Eis um mistério que nunca foi respondido. Por que diabos ele é tão importante? Creio que não teremos respostas para isso, infelizmente.

Então, como vocês viram a trama não avançou muito, mas adorei o episódio.

– Por B. Knott

Guerra ao Terror

Título original: The Hurt Locker
Ano: 2008
Diretor: Kathryn Bigelow

Guerra ao Terror estreia neste final de semana nos cinemas brasileiros e eu não tenho medo de recomenda-lo a todos. Este filme de guerra dirigido por Katryin Bigelow (ex-mulher de James Cameron) foi indicado a 9 Oscars, além de ter ganho vários prêmios importantes, como o Directors Guild of America. E não foi obra de marketing, pois o filme é excelente.

Nós acompanhamos a história de um esquadrão de bomba no meio da guerra do Iraque. Isso quer dizer perigo. Temos noção desse perigo logo na cena inicial, quando um soldado interpretado por Guy Pearce tem que desarmar uma bomba, mas as coisas não dão muito certo.

Um novo especialista assume o posto, trata-se do Sargento de Primeira Classe William James (Jeremy Renner). Ele personifica muito bem as legendas no início do filme, que dizem que “a guerra é uma droga”, mas droga no sentido de ser viciante. É isso mesmo. A guerra vicia. Ele me fez lembrar do clássico personagem de Robert Duvall em Apocalypse Now, que adorava sentir o cheiro de Nalpam pela manhã.

A interpretação de Jeremy Renner é digna de um astro do mais alto nível. Ele se destaca sempre que aparece na tela, como um competente e um tanto irresponsável especialista.

Este é um filme de guerra extremamente tenso. Todas os acontecimentos deixam os personagens nos seus limites e a diretora Kathryn Bigelow consegue criar uma carga de suspense muito forte. Aquela cena no meio do deserto envolvendo um Sniper inimigo é prova disso. Sentimos que a vida dos soldados está sempre por um fio e isso é um feito digno de admiração.

Temos muito suspense, ótimas atuações e cenas realmente fortes. Uma delas pode ser considerada a cena mais forte do ano, ganhando até das cenas de canibalismo de A Estrada.

Eu diria que filmes bons também são viciantes e Guerra ao Terror é um exemplo disso.

Nota: 9

– Por B. Knott

Lost S06E01-02 LA X

Alguém conseguia imaginar um melhor retorno da série do que esse? Eu, sinceramente, não. Os produtores de Lost não cansam de nos surpreender com reviravoltas e mudanças na estrutura narrativa do seriado. Mais uma vez somos brindados com algo original e extremamente intrigante. Para quem ainda não viu o episódio e não quer ter algumas surpresas estragadas, sugiro assistir e ler esse post depois. De qualquer forma, saiba que é um excelente Season Premiere.

Lost é cheio de mistérios. Alguns já foram respondidos, outros talvez nunca sejam. O que todos queríamos saber no final da quinta temporada era se a bomba de hidrôgenio tinha funcionado. A resposta? Sim e não.

Jack, Kate, Sawyer e todos os outros queridos Losties estão no avião da oceanic, voltando de Sydney. O avião não cai, Desmond senta do lado de Jack e temos uma tomada que revela a ilha totalmente submersa, com tudo bem destruído. Eles desembarcam. O plano deu certo.

Jack, Sawyer, Kate estão na ilha depois da explosão. Tudo parece como antes. Julliet morrendo, Sayid sangrando até a morte. A diferença é que avançaram no tempo, mas o plano não deu certo.

E agora? O que é real? Qual é a realidade alternativa, se é que existe uma? Muito tem se falado que todo a sequência do LA X não passaa de uma realidade alternativa, mas acredito que as duas coisas podem estar acontecendo ao mesmo tempo, como se fosse uma dimensão paralela. Loucura, eu sei, mas quem disse que Lost não permite esse tipo de coisa?

É bacana ver os Losties fora da ilha, vivendo como se nada tivesse acontecido. Mas, se olharmos de perto, veremos algumas mudanças. Por exemplo: Jack parece um tanto diferente. Ele tem uma conversa reveladora com Locke e uma das coisas que Jack diz é: “Nada é irreversível”. Algo que não seria normal de sair da boca do antigo Jack, o homem da ciência. Hugo não é mais o cara mais azarado do mundo e sim o mais sortudo. Lock fez o seu walkabout e Shannon não voltou da Austrália com Boone.

Foi muito legal ver Boone novamente, principalmente conversando com Locke. Afinal, os dois tiveram uma ligação forte na primeira temporada. E outros personagens aparecem, como o Charlie e a Claire.

E dentro da ilha as coisas estão pegando fogo. O Homem de Preto finalmente encontrou a chance que queria para matar Jacob e o que será que isso vai acarretar? São mistérios que devem ser respondidos com a continuação dessa temporada.

Jacob aparece para o Hugo dizendo que ele tem que levar Sayid até o templo. Que templo? Uma pirâmide na qual reside um tipo de um samurai e sua trupe. Surreal, ok. O fato é que é de extrema importância que Sayid seja levado até lá e ao meu ver, é possível que Jacob reencarne no corpo de Sayid. Não seria surpresa esse tipo de coisa. O diálogo que Locke tem com Jack a respeito do corpo do pai de Jack pode ser uma pista de que reencarnação é um assunto que poderá ser abordado aqui.

Enfim, acho que flashbacks e flashforwards vão ser deixados para trás. Agora temos duas realidades e acredito que, de uma forma ou de outra, elas vão se conectar. Parece meio impossível, mas não para Lost.

Ótimo retorno e mal posso esperar pelo episódio seguinte.

O Equilibrista

Título original: Man on Wire
Ano: 2008
Diretor: James Marsh

Philippe Petit estava em um consultório odontológico, aguardando a sua vez de ser atendido, quando viu em uma revista algo esplêndido: o futuro World Trade Center. As torres gêmeas nem haviam sido construídas ainda, mas tiveram um grande efeito no rapaz. Philippe Petit iria conquistar as duas torres. Não importava quando, mas um dia ele iria de uma torre a outra em um cabo de aço! Dá para imaginar uma coisas dessas?

O filme recria toda a dificuldade que Petit e seus amigos tiveram para conseguir realizar essa façanha. Afinal, para Petit poder fazer a travessia, eles teriam que levar um equipamento pesadíssimo para ambas as torres e em segredo. O diretor James Marsh coloca suspense em quase todas as partes desse processo, mantendo um clima de tensão fabuloso. O próprio Petit conta a sua história e de uma maneira muito agradável. Ele é um excelente contador de histórias, ele fala e você presta atenção, você se sente hipnotizado pelas suas palavras e é claro, pelos seus atos. Antes de chegar ao clímax, vemos Petit fazendo o que sabe em outros lugares, como Notre Dame e na Austrália. Tudo com uma trilha sonora linda e uma fotografia magnífica.

Mas estamos ansiosos para as torres gêmeas! Como o filme é muito bem dirigido o tempo passa voando e rapidamente estamos com Petit no momento derradeiro. Quando ele tem que decidir se transfere o pé da ponta do edíficio para a corda… congelamos. Nossa. Que magnífico. Que inspirador! Ver essas imagens, juntamente com a trilha sonora, torna tudo muito poético, parece um sonho ver alguém andando naquelas alturas. Eu me senti motivado, me sentido tocado por essa história. Fico imaginando o que as pessoas que acompanharam in loco sentiram.

Por alguns instantes esquecemos que as torres não estão mais lá.

Nota: 9,5

– Por B. Knott

Meridiano de Sangue ou O rubor crepuscular no Oeste

Autor: Cormac McCarthy
Ano: 1985

Nah, isso não tem nada a ver com a saga Crepúsculo, apesar do nome. Este livro acaba de ser lançado no Brasil e é o Cormac em grande forma. Gostei muito de ler A Estrada e Onde os Velhos Não Tem Vez e com Meridiano de Sangue a experiência foi igualmente gratificante e singular. Confesso que demorei algumas páginas para entrar na história, mesmo já conhecendo o estilo peculiar do escritor. Não desista e será recompensado. Aos poucos me senti fazendo parte daquele Oeste sangrento, quente, mortal e fascinante. Em A Estrada, Cormac nos mostrou o fim do mundo e aqui ele nos apresenta a um país que ainda estava engatinhando. Qual o mais violento? Difícil dizer. Acompanhamos o Kid durante a maior parte das páginas e o que ele faz é escalpelar índios para ganhar uma grana. Sobra sangue. Cormac não tem medo de descrever assassinatos de crianças, bebes e até de cachorros. Ele quer nos mostrar que aquele ambiente é barra-pesada e para sobreviver você não pode hesitar nunca. Sobra espaço também para algumas reflexões e filosofias relacionadas à guerra e aos homens como um todo. É um livro difícil, pesado, mas que vai fazer você chegar na última página e dizer: PUTAQUEPARIU.


– por B. Knott

The Killers

.os matadores
Quatro pessoas dão vida a essa banda: Brandon Flowers (vocal), Dave Keuning (guitara), Mark Stoermer (baixo) e Ronnie Vannucci Jr. (bateria). O som pode ser definido como indie-rock, mas eu acho difícil rotular o The Killers, já que os caras têm um som próprio, facilmente reconhecível. Não acredita? Vamos ver…

.história
Mas e como, quando e onde eles surgiram? Nos idos de 2001, David Keuning colocou um anúncio em um jornal de Las Vegas, buscando alguém para formar uma banda. Ele dizia que tinha como influências os Beatles, Oasis, The Cure e U2. Brandon Flowers viu o anúncio e conheceu Keuning. Na sequência, Vannucci e Stoermer receberam um convite de Flowers e Keuning para fazerem parte da banda e aí estava formado o The Killers.

A princípio eles tocavam em pequenos clubs de Las Vegas, até mesmo em shows de travestis. Com o passar dos tempos eles ganharam a atenção de um representante britânico da Warner Bros e aí as coisas começaram a acontecer. Assinaram com o selo Lizard King e em 2003 a música Mr. Brightside ganhou as rádios do Reino Unido. Os Matadores foram até a Inglaterra para tocar em bares e shows, sedimentado o nome.

Em junho de 2004 finalmente lançaram o primeiro álbum, o Hot Fuss e foi um sucesso. Mr. Brightside e All These Things That I’ve Done entraram nas paradas do Reino Unido, mas eles explodiram mesmo com Somebody Told Me. Eu conheci The Killers graças a essa música. É uma música bacana, animada, mas é sem dúvida uma das mais fracas dos caras. Em dezembro do mesmo ano eles apareceram no quarto episódio da segunda temporada do seriado The OC.

E ganharam o público e a crítica. Caras como Bono Vox, Robbie Willians e Elton John declaravam sua admiração pela nova banda.

O próximo álbum, Sam’s Town, foi lançado em outubro de 2006 e serviu para mostrar que a banda veio para ficar. When You Were Young foi um sucesso de grandes proporções, indo parar até no jogo Guitar Hero.

Em 2007 veio o Sawdust, que é uma coletânea de b-sides, raridades e algumas músicas novas.

Day & Age foi lançado em 2008 e é um álbum bem diferente dos demais, mas mantém o alto nível da banda.

Após quatro anos sem um álbum de estúdio, em 2012 o The Killers nos trouxe o fantástico Battle Born, cujo review você pode ler aqui.

.curiosidades
Trilogia da morte: “Leave The Bourbon On The Shelf”, “Midnight Show” e “Jenny Was a Friend of Mine”. As letras dessas três canções falam de uma adolescente chamada Jennifer que é estrangulada pelo ciumento namorado.

Eles sempre lançam um especial de natal em dezembro. Os quatro até agora lançados: Great Big Sled, Don’t Shoot Me Santa, Joseph Better You than Me e Happy Birthday Guadalupe.

O nome da banda foi tirado do clipe “Crystal”, do New Order. The Killers era o nome da banda fictícia do clipe, nome que poderia ser visto na bateria.

O Cafe Roma, em Las Vegas, se tornou um ponto importante para a banda. Lá eles tocavam e ganhavam sanduíches e café de graça.

O sucesso estrondoso da banda na Inglaterra pode ser creditado a revista NME. Eles foram citados várias vezes, sem contar as inúmeras vezes que estamparam a capa da revista semanal britânica.

A apresentação deles no mega evento Live 8 foi pequena, porém crucial. Tocaram apenas 1 música, “All these things that I´ve Done”, em Londres, e marcaram presença. O mega star britânico Robbie Williams, que tocou mais tarde em Londres, incluiu o coro “I got soul but I’m not a soldier” em uma de suas músicas, surpreendendo a banda e marcando ainda mais a presença deles entre os britânicos.

Em dezembro de 2005 eles foram indicados a 3 grammys. Melhor música de rock (somebody told me), melhor performance de rock e melhor álbum de rock.

Já participaram do sucesso da tv americana Saturday Night Live 3 vezes.

Houve uma troca de farpas entre Brandon Flowers e alguns integrantes das bandas The Bravery e Fall Out Boy, mas Flowers desculpou-se de algumas declarações posteriormente.

.no brasil
Em outubro de 2007 eles fizeram três shows por aqui. Era o Tim Festival que trouxe também Bjork, Hot Chip e Arctic Monkeys. Os shows rolaram em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2009 voltaram ao Brasil, dessa vez só em São Paulo (chácara do jockey) e no Rio de Janeiro.

.discografia
Eis a discografia completa dos caras. Se vc clicar no nome da música um link te levará à letra (lyrics) dessa música. Ao lado de cada música há um número de 0 a 5. Essa é a minha nota com o objetivo de fazer uma média e chegar a conclusão de qual o melhor álbum. Óbvio que é apenas uma opinião pessoal. A propósito, minha capa preferida é a do Hot Fuss.

Hot Fuss (2004)


1
Jenny Was a Friend of Mine (4)
2
Mr. Brightside (5)
3
Smile Like You Mean It (4,5)
4
Somebody Told Me (3,5)
5
All These Things That I’ve Done (5)
6
Andy, You´re a Star (4)
7
On Top (4,5)
8
Change Your Mind (5)
9
Believe Me Natalie (4)
10 Midnight Show (4)
11 Everything Will Be Alright (3,5)

 

Sam´s Town (2006)

1 Sam’s Town (4,5)
2
Enterlude (3)
3
When You Were Young (4,5)
4
Bling (Confessions of a King) (4)
5
For Reasons Unknown (5)
6
Read My Mind (5)
7
Uncle Jonny (3,5)
8
Bones (5)
9
My List (3)
10
This River is Wild (3,5)
11
Why Do I Keep Counting? (4,5)
12 Exitlude (4)

 

Sawdust (2007)

1 Tranquilize (4,5)
2
Shadowplay (3,5)
3
All The Pretty Faces (4,5)
4
Leave the Bourbon on the Shelf (4,5)
5
Sweet Talk (4,5)
6
Under the Gun (4,5)
7
Where the White Boys Dance (3)
8
Show You How (4)
9
Move Away (3)
10
Glamorous Indie Rock and Roll (5)
11
Who Let You Go? (4)
12
The Ballad of Michael Valentine (4)
13
Ruby, Dont’ Take Your Love to Town (4)
14 Daddy’s Eyes (3,5)
15 Sam’s Town (Abbey Road Version) (4)

16 Romeo and Juliet (5)

17 Mr. Brightside (Jacques Lu Cont’s Thin White Duke Remix) (3)

Day & Age (2008)

 

1 Losing Touch (5)
2
Human (4)
3
Spaceman (4,5)
4
Joy Ride (4,5)
5
A Dustland Fairytale (5)
6
This is Your Life (4,5)
7
I Can’t Stay (4)
8
Neon Tiger (5)
9
The World We Live In (4)
10
Goodnight, Travel Well (2)

Battle Born (2012)
the-killers-battle-born-cover
1 Flesh and Bone (5)
2 Runaways (5)
3 The Way it Was (5)
4 Here With Me (3.5)
5 A Matter of Time (3.5)
6 Deadlines and Commitments (4,5)
7 Miss Atomic Bomb (4)
8 The Rising Tide (4)
9 Heart of a Girl (4)
10 From Here on Out (3,5)
11 Be Still (4,5)
12 Battle Born (4)
13 Carry me Home (4,5)
14 Prize Fighter (5)

Classificação:
Battle Born – 4,28
Hot Fuss – 4,27
Day & Age – 4,25
Sam’s Town – 4,12
Sawdust – 4,02

Surpresa? Talvez não. Battle Born nos mostra a evolução dessa banda. Trata-se de um álbum que pede mais do que uma ouvida para emissões de julgamento. Uma vez que o espírito dele é captado, não há como parar de escutar.

.videos

.sites
Oficial
The Killers Brasil
MySpace
Wikipedia

.projeto solo do Brandon Flowers

.gostei, quero ouvir!
Não faça download dos CDS. Compre! Vale a pena.
http://www.submarino.com.br/busca?q=the+killers&dep=+&x=0&y=0

.camisetas
http://www.madels.com.br/full_images/image025.jpg
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.filmes e seriados
Podemos encontrar músicas do The Killers em alguns filmes e seriados, como The Matador, Southland Tales, The Holiday, Spider-Man 3, How to Lose Friends & Alienate People, The OC, Smallville, Saturday Night Live, ER, Jericho, Six Feet Under e Friday Night Lights.

.curta a fanpage do intratecal, se aprouver…