Crítica: Os Famosos e os Duendes da Morte (2009)

Sempre me anima ver um filme brasileiro cujo tema principal não é a violência. O diretor estreante Esmir Filho emprega um ritmo lento e contemplativo para contar a história de um garoto sem nome, fã de Bob Dylan e que utiliza o apelido de Mr. Tambourine Man para expor seus sentimentos em um blog. Ele não aguenta mais viver em uma cidade tão pequena, tão pacata, que é chamada por ele de “Cu do Mundo”. Aos poucos, acontecimentos passados vão sendo revelados e o filme ganha em densidade e poesia. Esmir Filho parece não se importar muito com o cinema comercial. São várias as sequências levemente arrastadas, mas nunca cansativas. Elas servem para evidenciar o bucolismo do local e também a angústia do personagem principal. Passamos a sentir na pele toda essa mistura de sentimentos do garoto, algo essencial para que o filme funcione. Outros trabalhos muito interessantes podem sair dessa mente cheia de sensibilidade de Esmir Filho, um diretor muito promissor.
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/b. knott