Crítica: O Sexto Sentido (1999)

Mesmo sendo a reviravolta final o grande momento do filme, a impressionante qualidade dele se mantém não importa quantas vezes você o assista. M. Night Shyamalan constrói uma atmosfera de suspense que nos deixa angustiados em diversas cenas. O roteiro funciona tão bem nesse sentido graças ao trabalho inspirado de Bruce Willis, Toni Collette, Olivia Williams e do fantástico Haley Joel Osment.
O fato é que O Sexto Sentido não pode ser considerado apenas um filme de suspense. Shyamalan aproveita a história para mostrar as dificuldades que uma mãe tem para criar um filho sozinha, ainda mais quando ele sofre de um suposto distúrbio psiquiátrico inexplicável e é vítima de perseguições no colégio. Os sustos ocorrem e são sempre competentes, mas momentos mais intimistas como a conversa de Cole com a mãe dentro do carro emocionam e mostram uma faceta de Shyamalan que as vezes é esquecida pela crítica e pelo público.
Detalhes como o uso da cor vermelha em cenas de tensão e as pistas que o roteiro oferece em relação ao desfecho engrandecem ainda mais este filme, que está envelhecendo muito bem e que tem o direito de ser chamado de jovem clássico.

nota: 9/10
imdb