Crítica: Metrópolis (1927)

Considerado por muitos como o primeiro filme de ficção científica, Metrópolis nos apresenta a uma sociedade futurista repleta de arranha-céus e carros voadores, em que os mais favorecidos moram na superfície e os operários habitam as profundezas, trabalhando de maneira repetitiva e sem descanso. A situação fica insustentável quando um cientista cria uma máquina com imagem de mulher. Essa mulher-máquina vai semear a discórdia entre as classes, proporcionando o estopim de uma grande revolta.
Não é exatamente pelo roteiro que Metrópolis se destaca, mas pelo visual concebido por Fritz Lang, além dos eficientes efeitos especiais e pelas sequências de ação repletas de figurantes, cerca de 30 mil. O filme quase faliu o estúdio Universum Film, que investiu cerca de 1.300.000 no projeto, algo impensável para os padrões daquela época.
Não é um filme apenas historicamente importante, pois ainda hoje ele agrada. Metrópolis é dinâmico, dono de um entretenimento fácil de ser digerido, mesmo discutindo esse tema de luta de classes, um pouco de política e religião, mas tudo de uma maneira bem acessível. Uma palavra para definir o diretor Fritz Lang? Visionário.
8/10