Crítica | A Grande Muralha

A Grande Muralha é mais um exemplo de como o lado ruim de Hollywood pode ser nocivo para um ótimo diretor. Se considerarmos o invejável currículo de Yimou Zhang, com filmes como Lanternas Vermelhas, Herói e O Clã das Adagas Voadoras, chega a ser deprimente vê-lo por trás de um trabalho tão insosso e descartável como esse.

Sem se preocupar em desenvolver minimamente a trama, em poucos instantes o roteiro nos coloca na companhia de dois ocidentais fazendo parte de uma batalha no oriente. Um exército que fica na muralha da China é responsável por conter a investida de monstros beligerantes a cada 60 anos. E chegou a hora de mais um confronto.

E é isso. Só isso. Por praticamente todo o filme o que vemos é uma sucessão de cenas de batalhas recheadas de um CGI que deixa tudo extremamente artificial. Com tanta computação gráfica e quase nada de trama, a nossa imersão inexiste. Eventualmente há uma ou outra sequência em que a fotografia se destaca, muito pelos contrastes dos figurinos dos soldados e por suas ousadias pouco verossímeis. Pendurar-se em uma corda e usar uma lança pra abater um monstro no meio de centenas de milhares pode parecer bonito na tela, mas é algo inteligente a se fazer? Inteligência é algo que passou longe desse de A Grande Muralha.

Como desgraça pouca é bobagem, as atuações ficaram bem abaixo do que se esperaria. Matt Damon está em um piloto automático irritante e Willem Dafoe é presença nula. Os únicos que trazem um pouco de dignidade para o filme foram Tian Jing e Pedro Pascal.

A união entre China, Hollywood e monstros assassinos nos oferece apenas uma colossal perda de tempo.

4/10

Crítica: Elysium (2013)

elysium-2013O diretor sul-africano Neill Blomkamp chamou a atenção com Distrito 9 em 2009, com direito a indicação ao Oscar de melhor filme. Dessa vez, com o orçamento hollywoodiano de 115 milhões de dólares, ele concebe um visual ainda mais arrebatador, carregando Elysium com efeitos especiais de altíssimo nível.

O ano é 2154 e o mundo enfrenta uma desigualdade social estratosférica. 99% da população vive na Terra, que não é mais do que um lixão a céu aberto. Tudo é muito sujo e superpopulado. No meio do povo existem andróides que fazem um policiamento opressor. Os serviços de saúde são outro problema, com hospitais abarrotados e sem estrutura, com os pacientes espalhados pelo chão dos corredores (alô, Brasil!).

Já o 1% restante vive em uma estação espacial chamada elysium, onde tudo é branco, clean e os habitantes contam com uma máquina capaz de curar doenças e reconstruir qualquer tecido do corpo. Se os imigrantes se aproximam, são recebidos a míssil.

Essa situação torna-se ainda pior pelo fato do povo da Terra conseguir enxergar elysium diariamente, bastando olhar para cima. É o sonho inalcançável.

Max (Matt Damon) sofre um acidente de trabalho, lhe restando agora só 5 dias de vida. Sua única esperança é fazer a viagem até lá em cima e utilizar uma dessas máquinas milagrosas. Para tanto, vai precisar executar um serviço complicado para Spider (Wagner Moura). É algo que envolve sequestrar um figurão de elysium e absorver todos os segredos que estão guardados no cérebro dele.

A crítica social é forte no cinema de Blomkamp e o público só tem a ganhar com isso. Nos trinta primeiros minutos nos encantamos com esse futuro distópico construído de maneira exemplar, cheio de detalhes e de perigos. O humor também é um aspecto forte nesse início, principalmente nos diálogos entre Max e um certo oficial de condicional.

Mas quando eu achava que estava diante de um candidato a clássico sci-fi, as coisas mudam de rumo. A partir de dado momento o que vemos é apenas ação, ação e mais ação. Não me entendam mal, a ação é de qualidade. Blomkamp é um gênio em termos visuais. Ele utiliza ângulos diferenciados, um ritmo frenético e de vez em quando câmera lenta e planos abertos para termos a visão do todo. Sempre com bastante energia. Pode-se dizer que há um exagero na câmera tremida, mas nada que atrapalhe. O problema é que o filme se concentra tanto na ação que a parte mentalmente estimulante é deixada de lado.

A primeira parte de Elysium beira a perfeição. É uma pena, portanto, que após um começo inteligente e intrigante, o roteiro nos ofereça um filme de ação convencional, com o batido confronto entre o herói e o vilão, além de uma resolução simplista e apressada.

A previsibilidade e o excesso de situações abordadas também incomodam. É muita coisa para pouco tempo.  O potencial de Elysium era enorme. O que poderia ser um marco do gênero, se transformou em um blockbuster um pouco acima da média. De qualquer forma, podemos ter certeza de que Blomkamp tem muita coisa boa a oferecer.
7/10

Info: Adorocinema

O segundo e excelente trailer de Elysium

Se existe um filme que aguardo com muita ansiedade é este Elysium. O diretor sul-africano Neill Blomkamp impressionou a todos com Distrito 9 em 2009, garantindo 4 indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme. Em Elysium parece que a ambição de Blomkamp é ainda maior. A julgar pelo belo trailer, ele sabe o que está fazendo!

Para nós brasileiros ainda há a curiosidade de ver Alice Braga e Wagner Moura em uma superprodução internacional.

Está previsto para estrear aqui em meados de agosto.

Mais informações a respeito do filme? IMDb.

Crítica: Promised Land (2012)

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Em Promised Land o diretor Gus Van Sant foge bastante do estilo que marcou alguns de seus trabalhos anteriores, como Gerry, Last Days, Paranoid Park e Elefante. Não temos aqui aquelas cenas demoradas em que a câmera filma personagens andando ou fica alguns minutos estática mostrando a natureza. Dificilmente alguém vai dizer que Promised Land é entediante. Trata-se de uma história bem contada, com ótimas participações de Matt Damon, Frances McDormand e John Krasinski (do fantástico The Office). Só tem um problema: o desfecho totalmente inverossímil dadas as atitudes e convicções do personagem principal. E não é um deslize pequeno, fácil de ser perdoado. É algo que incomoda, pois temos a impressão que os roteiristas – os próprios Matt Damon e John Krasinski – pensaram que nós aceitaríamos facilmente as escolhas que fizeram.

Temos aqui Steve (Damon) e Sue (McDormand), dois funcionários de uma grande companhia de gás natural que tentam convencer habitantes de uma cidade rural dos benefícios de terem suas terras arrendadas. É muito interessante ver as estratégias que eles usam para conseguir as terras, com promessas de um futuro promissor para a região, de uma educação melhor dos filhos e também com subornos, chantagens e assim por diante.

Alguns se convencem, outros não. A tarefa de Steve e Sue torna-se mais difícil quando um ambientalista aparece e informa a população sobre os malefícios que a técnica pode trazer ao solo da região e, consequentemente, à vida de todos.

Pena que as coisas boas de Promised Land são jogadas para escanteio nos quinze minutos finais e aí começamos a pensar em outras irregularidades do filme, como um romance meia-boca, uma reviravolta relativamente previsível e personagens que são apresentados e esquecidos.

É… no final das contas era melhor o Gus Van Sant ter investido no estilo artístico de Paranoid Park e Elefante.
6/10

Crítica: Os Agentes do Destino (2011)

Baseado levemente em um trabalho de Philip K. Dick, Agentes do Destino mistura ficção científica com romance, adiciona doses de thriller e alcança um resultado muito satisfatório, capaz de levantar questionamentos intrigantes e colocar seus personagens em situações que empolgam.

O argumento do filme é um grande divisor de águas. Se você não ligar para o absurdo da existência dos Agentes do Destino, que cuidam para que a vida de cada um se desenrole dentro de um padrão esperado, e aceitar que trata-se de uma ficção científica, as chances de gostar da experiência são grandes. Aqui a atenção dos agentes está voltada para os passos de David Norris, um político que tem a chance de se transformar em presidente dos Estados Unidos no futuro, desde que esqueça Elise, o amor da sua vida.

São levantadas questões sobre destino, livre arbítrio e sobre o amor, afinal, mais do que ficção científica, esta é uma história de amor. Se você tiver dificuldades para aceitar a ideia dos Agentes do Destino, vai procurar por vários detalhes que tornam este trabalho inconsistente. Um desses detalhes é justamente o romance entre o casal principal. Não é por falta de química que ele não funciona tão bem, já que Matt Damon e Emily Blunt são excelentes atores e estão bem confiantes, mas tudo acontece de um jeito muito rápido e incoerente demais para aceitarmos de maneira passiva.

Apesar de não ser perfeito, Os Agentes do Destino é um trabalho inteligente que se mostra original na maior parte do tempo, além de proporcionar boas discussões e de entreter com cenas de perseguição bem produzidas.
7/10

Crítica: Bravura Indômita (2010)




Os irmãos Coen já se estabeleceram como cineastas extremamente sólidos. A filmografia deles é algo invejável, sempre com ótimos trabalhos (excluindo Matadores de Velhinha) e às vezes com obras-primas, como Fargo e Onde os Fracos Não Tem VezBravura Indômita pode não merecer o epíteto de obra-prima, mas sem dúvida representa toda a qualidade e estilo do cinema dos irmãos.

Aqui temos a primeira real incursão dos Coen no western e o resultado não poderia ter sido melhor. A madura garota Matie Ross (Steinfeld) só tem uma ideia na cabeça: caçar o homem que matou o pai dela, em qualquer lugar em que ele esteja. Ela contrata um marshal para ajudá-la nessa empreitada, apesar do mesmo passar tempo demais com alcool no sangue. Claro, falo de Rooster Cogburn, interpretado com todos os atributos que podemos esperar de um ator tão bom como Jeff Bridges. O elenco é excelente, assim como o roteiro e a fotografia de Roger Deakins, que com facilidade transmite o clima do velho oeste.

Bravura Indômita também contém o humor peculiar dos irmãos, dessa vez numa intensidade maior do que o normal, principalmente nos primeiros trinta minutos. Diálogos um tanto cínicos são pronunciados de maneira natural pelos atores, garantindo nosso riso. Como exemplos, lembro-me de quando Rooster fala que não paga por whisky, já que confisca tudo como homem da lei e também quando o personagem de Matt Damon diz que no Texas ele ficou tantos dias sem água que bebeu água suja de uma pegada de cavalo e ficou feliz por isso. Quando o assunto é violência, as coisas ficam bem sérias e rapidamente voltamos a sentir o perigo do ambiente hostil. Os Coen conseguem fazer essa transição com naturalidade. Como ponto negativo, acredito que o filme perde um pouco da força quando tenta buscar um certo sentimentalismo nos personagens, mas nada que incomode de fato.

Título original: True Grit
Ano: 2010
País: USA
Direção: Ethan Coen, Joel Coen
Roteiro: Joel Coen, Ethan Coen
Duração: 110 minutos
Elenco: Jeff Bridges, Matt Damon, Hailee Steinfeld, Josh Brolin, Barry Pepper

/ bravura indômita (2010) –
bruno knott,
sempre.

 

Crítica: Além da Vida (2010)


Em Além da Vida, o diretor Clint Eastwood nos apresenta a três personagens principais: a francesa Marie Lelay, o americano George Lonegan e o garoto inglês Marcus. O que conecta os três é a relação deles com a morte. Marie Lelay acaba de escapar de um desastre natural, George tem a habilidade se comunicar com os mortos e Marcus enfrenta a tristeza de ter perdido alguém próximo. A morte e o que vem depois dela são temas delicados. Cada um tem uma opinião sobre o assunto, geralmente embasada em religião ou até mesmo em profundas reflexões próprias.

A cada ano que passa sou cada vez mais cético e vivo bem assim. Achei importante dizer isso, pois quero que saibam que minhas ideias sobre o assunto não afetaram em nada minha experiência com o filme. Clint Eastwood não quer te fazer acreditar na vida após a morte ou algo do tipo. Ele quer contar uma história extremamente melancólica utilizando uma certa linha de pensamento sobre o tema. O resultado é um pouco irregular, mas com qualidade suficiente para ser algo marcante. Entre as três sub-tramas, a que é melhor desenvolvida é a de George Lonegan (Matt Damon). O ator está ótimo e passa muito bem o sentimento da personagem em relação a sua habilidade. Para George esse poder é uma maldição e entendemos o motivo disso quando ele tenta iniciar um relacionamento com uma garota. Para completar, o roteiro ainda encontra tempo para demonstrar a paixão dele por Charles Dickens. Detalhe bacana que se mostra importante no terceiro ato.

A irregularidade que mencionei se mostra presente quando o filme torna-se arrastado em alguns momentos. Entendo que Clint quer demonstrar o sofrimento e a desilusão de seus personagens, mas um bocejo ou outro de nossa parte pode acontecer. De qualquer forma, todos devem concordar que ele sabe como contar uma história e aqui não é diferente. O terreno para que os três se encontrem é preparado de maneira natural e cada vez mais passamos a nos importar com os personagens e suas reflexões e atitudes. Não vou negar que o melhor momento de Além da Vida está nos primeiros minutos, mas se você é uma pessoa com um mínimo de sentimento e que não tem o costume de atirar pedras em quem não pensa da mesma maneira que você, é provável que encontre muita coisa boa aqui.

Título original: Hereafter
Ano: 2010
País: USA
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Peter Morgan
Duração: 129 minutos
Elenco: Matt Damon, Cécile De France, Frankie McLaren, George McLaren, Richard Kind, Bryce Dallas Howard

/ além da vida (2010) –
bruno knott,
sempre.

O Resgate do Soldado Ryan

Título original: Saving Private Ryan
Ano: 1998
Diretor: Steven Spielberg

Esta incursão de Steven Spielberg na Segunda Guerra Mundial proporcionou uma verdadeira revolução do gênero. A sequência mais marcante do filme é, sem dúvida, a invasão da Normandia. Ela foi filmada de maneira realista e frenética, mas nunca confusa. Spielberg consegue transmitir toda a violência do conflito nestes 20 e poucos minutos iniciais.

No meio desse caos, o capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de encontrar o soldado Ryan e levá-lo para casa. O soldado ganhou este direito após seus três irmãos morrerem no conflito.

Apesar do roteiro não ser dos melhores, ele conta com momentos interessantes que retratam o sofrimento dos soldados em meio a guerra e a saudade que eles sentem de casa. Spielberg mostra sensibilidade para lidar com esses momentos intimistas, como exemplo, destaco a cena em que o médico se arrepende de algumas atitudes anteriores ao conflito e aquela em que Upham tenta salvar um soldado alemão do fuzilamento.

Enfim, é um filme muito bem equilibrado, com um ritmo que sempre nos deixa interessados no que está acontecendo. Em 1998 fomos presenteados com dois excelentes filmes de guerra, este e o Além da Linha Vermelha. Como ambos perderam o Oscar para Shakespeare Apaixonado é algo difícil de explicar.

Nota: 8

Zona Verde

Título original: Green Zone
Ano: 2010
Diretor: Paul Greengrass

Roy Miller é um soldado que tenta fazer as coisas de maneira correta em meio a Guerra do Iraque. Ele e seus comandados seguem pistas em busca de armas de destruição em massa. O problema é que sempre que chegam aos locais, não encontram nada mais do que privadas ou algo do tipo. Roy Miller questiona seus superiores a respeito das fontes dessas informações. Ele sente que há algo de errado no ar e decide ir fundo na toca do coelho. Uma decisão repleta de riscos.

Paul Greengrass é um diretor que não se contenta apenas com a ação. Seus filmes sempre aspectos políticos e conspiratórios. Zona Verde é um verdadeiro thriller de guerra, com uma história razoavelmente complexa, que exige um certo grau de atenção do público. O filme quer mostrar algo que todos sabemos: as tais armas de destruição em massa eram apenas uma desculpa para os EUA invadir o Iraque e fazer o que bem entendessem. O diretor nos coloca dentro daquele caos ao utilizar seu estilo quase documental de filmar. As interpretações de Matt Damon e Khalid Abdalla também merecem destaque. Tudo parece bem real.

Apesar das cenas de ação serem filmadas com a competencia habitual, não posso negar que em alguns momentos elas me pareceram um tanto longas e confusas. Isso não atrapalha o filme como um todo, mas é uma falha que poderia ser corrigida sem muito trabalho. Enfim, Zona Verde é um bom filme de guerra, com um lado político intrigante, mas que fica um pouco empalidecido após algo do nível de Guerra ao Terror.

Nota: 7

Invictus

Título original: Invictus
Ano: 2009
Diretor: Clint Eastwood

O período é o ínicio dos anos 90 e o local é a África do Sul. O apartheid chega ao fim e Nelson Mandela (Freeman) acaba de vencer a  eleição presidencial. Não demora para ele perceber que não vai ser fácil para brancos e negros viverem cordialmente, pois as rusgas do apartheid ainda persistem. Como unir uma nação que precisa se reerguer dentro e fora das suas fronteiras? O rugbi! Um esporte cujos adeptos na África do Sul eram predominantemente brancos. Uma missão díficil, mas como a Copa do Mundo de Rugbi de 1995 seria disputada no país, porque não tentar usar a seleção nacional para unir o povo?

Clint Eastwood, um diretor que eu admiro MUITO, pegou esse rico material e o transformou num bom filme, mas nada extraordinário. O Sr. Eastwood estava numa sequência espetacular desde Sobre Meninos e Lobos e agora fez o seu trabalho mais fraco. Mas… o que não funcionou? Apesar de ser um filme relativamente longo, faltou explorar melhor algumas coisas e decidir os caminhos a serem tomados. É um filme sobre a vida de Mandela e sua maneira de fazer política ou é filme de esportes, tendo como personagem principal François Piennar, o capitão do time de rugbi da África do sul? É possível que você se sinta inspirado com toda a história do filme, mas sinto que Eastwood poderia ter feito algo mais impactante, com pitadas de originalidade. O único momento em que eu pensei: Wow, este é o Sr. Eastwood! foi na final da copa, quando ele realiza tomadas espetaculares do jogo, mostrando que conhece o esporte.

A atuação de Freeman é ótima. Ele lembra fisicamente o Mandela e consegue captar seus trejeitos e criar um sotaque semelhante. Fiquei bastante comovido com certas atitudes do Mandela, como doar uma parte do seu salário para caridade e também a forma como ele tratava seus empregados, sempre com muita cordialidade e afeto. Freeman passou esse jeito do Mandela de uma forma muito convincente. Acredito em uma indicação no Oscar para ele, mas não uma vitória, afinal temos trabalhos melhores por aí, como o do Jeff Bridges e Jeremy Renner (Guerra ao Terror). Matton Damon incorpora bem o espírito do capitão François, que tinha que motivar um time um tanto desacreditado.

É um bom filme, dirigido de maneira correta, mas que empolga apenas no final. Há alguns deslizes além dos que já falei, como a escolha de músicas extremamente melosas, mas no geral é mais um acerto do Eastwood. Qual será o próximo?

Nota: 7

– Por B. Knott (obs: primeiro post em parceria com o Geração Internet)