Crítica: O Espetacular Homem-Aranha (2012)

Dez anos é pouco tempo para contar a mesma história, ainda mais quando a primeira versão já era tão boa. O Homem-Aranha de Sam Raimi foi o meu filme de super-herói preferido até Cristopher Nolan realizar Batman – O Cavaleiro das Trevas, então já dá para ter uma noção de que encarei “O Espetacular Homem-Aranha” com um certo preconceito, mesmo gostando de Andrew GarfieldEmma Stone e do diretor Marc Webb, responsável pelo ótimo 500 Dias com Ela.
O fato é que fui surpreendido por um bela adaptação dos quadrinhos, que claro, tem seus defeitos, mas consegue ser superior ao original em alguns aspectos, o que já justifica sua existência. Continuo preferindo o filme de 2002, mas este é, no mínimo, bem melhor do que Homem-Aranha 3.
Há quem reclame que esta versão não passa de uma mera cópia, algo de que discordo. A história do Aranha é essa: garoto nerd criado pelos tios sofre bullying na escola, se apaixona por uma garota aparentemente inatingível para ele, é picado por uma aranha e vira um herói. Não se pode mudar completamente a origem de um super-herói tão amado ao redor do mundo. Todas essas coisas acontecem novamente aqui, mas a abordagem é completamente diferente.
O Espetacular Homem-Aranha acerta ao trabalhar um tom mais sério e realista, desenvolvendo o Aranha de maneira magistral, mas peca ao oferecer um conflito sem sal e um desfecho bem clichê: o embate entre o herói e o vilão, algo esperado, é claro, mas com absolutamente nada de diferente, nada do que já não vimos antes em outros exemplares do gênero.
7/10