Crítica: Viagens Alucinantes (1980)

Viagens Alucinantes marca a estreia de William Hurt no cinema, já demonstrando muita qualidade. A história é não é nada comum: um professor de Harvard realiza experiências dentro de um tanque de água, tendo várias alucinações cada vez mais reais lá dentro. Para deixar as coisas mais interessantes, ele faz uma viagem ao México, onde visita uma tribo indígena que tem o costume de tomar um sinistro chá de cogumelo. Ele experimenta o chá e sente os efeitos rapidamente, na melhor cena do filme, cheia de imagens fortes e perturbadoras, com sacrifícios de animais, crucificações, com sinalizadores pipocando por todos o lados e muito barulho. A tal da bad trip.
Quando o professor toma o chá dentro do tanque no seu laboratório coisas mais estranhas acontecem. Ele tem uma experiência das mais intensas, chegando a ver o início da vida, o homem saindo do nada para virar homem. Como se fosse pouco, as alucinações parecem se exteriorizar, algo que o transforma fisicamente.
O filme sofre por trabalhar a passagem do tempo de uma maneira bizarra, em que cinco anos se passam de uma cena para outra, sem o mínimo de cuidado. Ele também levanta questões sobre esquizofrenia e sobre  a vida em si, mas parece deixar de lado esses temas interessantes após um tempo. De qualquer forma, Viagens Alucinantes possui cenas ousadas e intrigantes, que nos mantém na expectativa do desenrolar das situações, ainda que o final seja dos mais convenientes.
7/10