Crítica: A Vila (2004)

Os críticos e boa parte do público pegaram pesado com Shyamalan no lançamento de A Vila. O descontentamento foi grande, principalmente pela reviravolta final que se mostra forçada em uma segunda assistida. Concordo que existem furos no roteiro que comprometem nossa aceitação dos rumos da história, mas nada impede que relevemos algumas situações. Certamente, a jornada valerá muito mais a pena. Com um olhar menos crítico (ou menos ranzinza), é possível mergulhar nessa história que é ao mesmo tempo uma metáfora da política do medo e também uma historinha de bicho-papão em uma escala maior do que estávamos acostumados quando crianças. A maneira com que os anciões fazem todos acreditarem no perigo que representa o simples fato de entrar na floresta é assustadora. Shyamalan, mais uma vez, cria uma atmosfera de tensão utilizando-se de sutilezas, até o momento em que ele julga adequado mostrar um pouco mais. E o momento se mostra sempre correto. Ele é um grande contador de histórias e A Vila é mais uma prova. O diretor não se contenta só em criar um suspense de qualidade e também trabalha temas como o amor, violência e até humor. Para tudo isso funcionar ele conta com um elenco de primeira, encabeçado por Bryce Dallas Horward, Joaquin Phoenix, Adrien Brody e William Hurt. Sinceramente, A Vila oferece quase tudo o que eu espero de um bom filme.
7/10
IMDb