Crítica: Aliens, O Resgate (1986)

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Quando penso em uma ficão científica que preze pela ação de qualidade um dos primeiros títulos que me vem a mente é Aliens, O Resgate, de James Cameron. Mesmo abordando o material de uma maneira diferente do que fez Ridley Scott em Alien (1979), James Cameron acerta a mão e nos entrega uma sequência tão boa como o original, para alguns, até melhor.
Ellen Ripley, após dormir por 57 anos a bordo da nave que a levou para o planeta LV-426, é resgatada. Mal ela acorda e já recebe a missão de voltar ao mesmo planeta para ajudar na investigação de acontecimentos misteriosos. Ela aceita com uma condição: matar todo e qualquer alien que lá esteja. Aliens, O Resgate se destaca pelas inúmeras e eficientes cenas de ação, que botam os fuzileiros frente a frente com vários aliens. Tudo é em maior escala nessa continuação, inclusive  existe tempo também para desenvolver os personagens, principalmente Ellen Ripley. Nós passamos a nos importar com ela, algo que acredito ser essencial para filmes assim funcionarem.
James Cameron dominou o cinema de ação/sci-fi nos anos 80 e 90, afinal nos entregou Exterminador do Futuro, Aliens, Exterminador do Futuro 2 e O Segredo do Abismo. Fica difícil dizer qual desses é o melhor.
8/10

Crítica: O Exterminador do Futuro (1984)

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O Exterminador do Futuro possui todas as qualidades de uma grande ficção científica, a começar pela história. Rápidas cenas nos mostram um futuro apocalíptico em que uma guerra brutal entre humanos e máquinas se desenrola há vários anos. Os humanos vislumbram uma pequena esperança de vitória graças a resistência liderada por John Connor, mas as máquinas decidem enviar um cyborg para o passado com o objetivo de matar Sarah Connor, mãe de John. Os humanos também enviam um representante da espécie para protege-la, o problema é que o adversário é o pior possível.
O cyborg é representado por ninguém mais, ninguém menos do que Arnold Schwarzenegger. Ele está literalmente programado para matar e parece difícil que alguém consiga impedir que ele complete a missão. Schwarzenegger pode não ser um grande ator, mas o cara deu vida a um personagem extremamente estiloso aqui e ainda imortalizou frases de efeito, como a impactante “I’ll be back!
James Cameron conduz com dinamismo várias cenas de ação, sendo minha preferida a sequência no departamento de polícia. Tudo caminha para um clímax empolgante e um final imprevisível. Algo que pode incomodar os mais rigorosos é um monstruoso paradoxo temporal que o roteiro cria, mas será que existe algum filme com viagens no tempo sem paradoxos? Difícil…
8/10 

 

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991)

Com um alto orçamento e com a presença do midas James Cameron, o filme possui sequências de ação ambiciosas. É um sem-fim de dublês arriscando a vida, perseguições de caminhões, motos e até helicópteros, muitas explosões, tiros e a adrenalina correndo solta. O diferencial é que tudo é orquestrado de uma maneira fluida, sem jamais nos causar qualquer tipo de confusão.
Mas a verdade é que filmes de ação sem bons roteiros não sobrevivem por muito tempo e é claro que O Exterminador do Futuro 2 tem uma trama intrigante, profunda até, que nos permite refletir sobre o ser humano e sua compulsão pelo progresso tecnológico.
Aqui o cyborg T-101 (Schwarzenegger) é enviado do futuro para proteger o garoto John Connor, que futuramente vai ser o responsável pela resistência na luta contra as máquinas. O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final nos mostra um destino sombrio para o planeta, no qual os sobreviventes do holocausto nuclear que matou bilhões se encontram em uma interminável guerra contra as máquinas pensantes. John Connor e sua mãe  pretendem alterar os rumos da História e vão em busca do responsável pela evolução das máquinas. Será que o futuro pode mesmo ser mudado?
Outra evidente qualidade de Exterminador do Futuro 2 é o humor. São várias as cenas em que o cyborg T-101 recebe lições de humanidade de John Connor, algo que resulta em momentos muito engraçados e até tocantes. Não falta também o humor negro, principalmente em algumas mortes criativas e dolorosas. Ah sim, frases de efeito também, como a gloriosa “Hasta la vista, Baby“.
Apesar de longo, o filme voa. É uma combinação perfeita de técnica e uma história inteligente. Levou quatro Oscar para casa em 1992 e, mais importante, a eterna admiração dos cinéfilos.
9/10

Crítica: O Segredo do Abismo (1989)


James Cameron é um perfeccionista como poucos. Ele é capaz de transformar filmes de puro entretenimento em arte, além de arrecadar milhões e mais milhões nos cinemas. No seu lançamento em 1989 O Segredo do Abismo recebeu diversas críticas negativas, passando a ser reconhecido como o pior trabalho da carreira de Cameron. Isso mudou com a versão do diretor com cerca de 30 minutos a mais, lançada alguns anos depois, que tratou de corrigir pontas soltas e de potencializar o que já funcionava bem.
Aqui temos a história de um submarino nuclear que se vê com sérios problemas após ter contato com uma força misteriosa. Para tentar o resgate, o governo manda os funcionários de uma plataforma de petróleo que estava nas proximidades. O que será que destruiu o submarino? É um mistério que vai durar por boa parte do filme.
Emprestando alguns elementos de Alien, Aliens e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, O Segredo do Abismo conta com impressionantes cenas embaixo da água. O suspense é trabalhado de maneira primorosa, se transformando em um verdadeiro terror psicológico em alguns momentos. A edição de som e a natural sensação de claustrofobia de um submarino colaboram bastante para isso. As cenas de ação são muito competentes e nos envolvem completamente, algo que sempre podemos esperar de um diretor como James Cameron.
Como se isso fosse pouco, a essência do filme talvez seja uma história de amor. Por mais que tenhamos um olhar preconceituoso para esse romance no início, somos completamente atingidos pela força emocional que ele possui graças as atuações de Ed Harris e Mary Elizabeth Mastrontonio e também ao próprio roteiro. Como não podia deixar de ser, alívios cômicos também estão presentes e de maneira natural. O meu preferido é aquele momento em que a tripulação canta uma música melosa, todos juntos.
Há algumas falhas como um vilão que não agrega muito e um desfecho que traz uma sensação de anticlímax, mesmo transmitindo uma contundente mensagem contra a violência. Nada que atrapalhe a experiência como um todo.
8/10

Guerra ao Terror leva o BAFTA de melhor filme

Em uma disputa que pode ser considerada um dos principais termômetros do Oscar, Guerra ao Terror superou Avatar, o seu concorrente direto no Oscar. O filme dirigido por Kathryn Bigelow levou 6 prêmios, incluindo melhor filme e melhor diretor e Avatar, de James Cameron, foi vencedor de duas categorias.

É a primeira vez que uma mulher vence o prêmio de melhor direção no BAFTA.

Será que a história vai se repetir no Oscar?

Este blog acha que o Oscar vai dividir os dois principais prêmios da noite. Se Avatar vencer melhor filme, Bigelow leva melhor diretor. Se Guerra ao Terror levar a estatueta, James Cameron ganha o prêmio pela direção. Acho este segundo caso mais provável e mais justo.

No dia 7 de março teremos a resposta.

– por B.K.