Crítica: O Ursinho Pooh (2011)

Durante 51 minutos O Ursinho Pooh proporciona um clima nostálgico dos mais agradáveis. Não dá para analisar o filme sem levar em conta o fato de que você cresceu assistindo ao desenho. Ao ver Puff, Leitão, Abel, Tigrão e Bisonho fazendo das suas, é impossível não se lembrar da época em que você era criança e não tinha muitas preocupações, uma época em que você era feliz sem exigir muito.

A história é contada de uma maneira clássica. O humor está presente em todo o desenho e de várias formas. Rimos das gags visuais, dos trocadilhos (que funcionam melhor na versão original em inglês), da ingenuidade dos personagens e da falta de um raciocínio mais apurado por parte deles. A animação está recheada de números musicais e infelizmente nem todos são inspirados, exceto aquele sobre o maligno monstro Backson, que é um dos melhores momentos do filme.

Existe ainda uma pequena lição de moral no fim que pode parecer bobinha, mas é de grande importância dado o mundo egoísta em que vivemos.

O Ursinho Pooh nos dá uma oportunidade para deixar de lado a violência, o cinismo, a inveja e outros males e aproveitar um mundo encantadoramente idílico.
9/10 

Onde Vivem os Monstros

Título original: Where the Wild Things Are
Ano: 2009
Diretor: Spike Jonze

Onde Vivem os Monstros não é para crianças, por mais que dê essa impressão nos trailers. Provavelmente as crianças vão ficar com medo e até mesmo entediadas durante o filme, mesmo no cinema. Este é um filme para adultos. É uma oportunidade fantástica para nos lembrarmos de como era ser criança. De ter seus 9 anos e achar que tudo era possível. Ter essa idade e não precisar mais do que a imaginação para se divertir.

Não se trata de um filme de contos de fada ou algo do tipo. No fundo, é uma experiência um tanto sombria. Provavelmente por causa do personagem principal, o garoto Max. Ele é um garoto perturbado. Seus pais são divorciados, sua irmã não dá a atenção que ele esperava e ele aparentemente não têm muitos amigos. É um garoto solitário. Solitário e não muito são. Após um desentendimento com a mãe o garoto decide fugir e a partir dai a história realmente começa. Ele chega à uma ilha repleta de monstros e passa a ser o rei do local.

Ele está livre para fazer o que quiser. Me peguei me lembrando dos tempos de guri. Dos tempos que brincar de polícia e ladrão era algo extremamente divertido. Era legal, convenhamos. Apesar de não ter nenhuma referência ao natal no filme, me lembrei de como eu ficava ansioso nessa época do ano, esperando a chegada do velho barbudo. Enfim, Onde Vivem os Monstros resgata várias memórias daquele tempo onde tudo era mais fácil, mas nem sempre mais feliz.

Um dos grandes momentos do filme é quando o professor de Max fala que o Sol um dia irá apagar. Max, mesmo não demonstrando, sofre com essa informação, algo que podemos comprovar quando ele está na ilha dos monstros e comenta isso com o Carol, que também fica abalado.

Pode acontecer de você ficar um tanto entediado ou achar tudo extremamente WTF, mas os bons momentos e as memórias que o filme nos traz o fazem valer a pena.

Nota: 4/5