The Walking Dead – 1×01: Days Gone Bye


Nota: 10

Foi com grande expectativa que apertei o play e comecei a assistir ao primeiro episódio desse tão aguardado seriado. Sabem, sou um grande fã de zumbis. Já vi e revi vários filmes com essa temática e sempre me divirto um monte. Além dos filmes, já li alguns livros e alguns contos.

Durante 70 minutos fui completamente hipnotizado pelo o que via tela. A cada sequência minha frequência cardíaca aumentava e eu agradeço por isso.

The Walking Dead é baseado na excelente HQ de mesmo nome desenvolvida por Robert Kirkman.

Frank Darabont é o criador do seriado. Ele assina a direção deste primeiro episódio e o roteiro dos 6 episódios da primeira temporada. A ótima carreira do diretor fala por ela mesma. Um Sonho de Liberdade, A Espera de um Milagre, Cine Majestic e O Nevoeiro são filmes com um algo a mais e que, com a exceção deste último, desenvolvem seus personagens da maneira mais completa possível.

Já que os personagens serão importantes para o seriado uma escolha precisa dos atores era necessária. Andrew Lincoln e Lennie James (aquele de Jericho, lembram?) dividem a maior parte do tempo na tela e nos oferecem atuações impressionantes. Além deles, Jeffrey DeMunn, figurinha carimbada dos filmes de Darabont e Sarah Wayne Callies (de Prison Break) estão presentes.

Tudo começa com uma perseguição, um tiro nas costas de Rick Grimes e seu estado de coma no hospital. Foi utilizada uma flor para marcar a passagem do tempo, um toque de genialidade. Quando ele acorda nada mais é como antes. O mundo de Rick mudou. O hospital está aparentemente vazio, ele pode ver cadáveres espalhados pelas ruas da cidade e criaturas que deveriam estar mortas, mas caminham em busca de carne humana.

Esse começo é igual a Extermínio, certo? Essa sequência existe na HQ e foi mantida no seriado. Até hoje nínguem sabe se é uma cópia ou uma coincidência, o fato é que ela funciona extremamente bem.

Rick Grimes, completamente perdido e desesperado com a situação, encontra Morgan e o filho, que aos poucos vão fazendo ele entender como funciona o mundo atualmente. Rick vai até a sua casa e não encontra o filho e a esposa, mas acredita que eles estão em Atlanta, cidade que parece funcionar como um refúgio dos que ainda estão vivos.

Você que ama zumbis, prepara-se. The Walking Dead eleva esse gênero para um outro patamar. Claro, se você quer a violência gráfica tão característica dos filmes você vai ter, mas o principal do seriado é o efeito psicólogico que tudo isso causa nos personagens. A intensidade da atuação de Andrew Lincoln é um retrato do que falo. O mundo pós-apocalíptico tomado por zumbis não é mais importante do que os personagens e seus próprios dramas.

Não posso deixar de mencionar a maneira fantástica com que Darabont conduziu esse episódio, sempre mantendo um alto teor suspense e um ar de desespero ao longo de todas as sequências.

Sempre quis ver algo relacionado a zumbis que fosse profundo e com conteúdo e é isso que The Walking Dead oferece. Há uma cena aqui que é uma das melhores que vi esse ano. Trata-se de Rick Grimes conversando com uma zumbi e aliviando o sofrimento dela. Uma das tantas cenas marcantes do episódio piloto.

Geralmente os primeiros episódios dos seriados não são tão bons, pois em pouco tempo ele deve apresentar os personagens, desenvolver história e tudo o mais.

Os pilotos de Lost, Friday Night Lights e The Sopranos são excelentes do primeiro ao último segundo e é nesse time que se encontra o piloto de The Walking Dead.

Minhas expectativas para a primeira temporada são enormes e acredito que vou ser correspondido.



/bruno knott

O Lobisomem (2010)

Nota: 6

Ambientado na Inglaterra do século XIX, O Lobisomem nos apresenta a Lawrence Talbot (Del Toro), um famoso ator shakespeariano. Ele recebe a visita de Gwen (Blunt), que pede a sua ajuda para encontrar Ben, marido de Gwen e irmão de Lawrence. Assim como o filho pródigo, ele retorna à terra natal e reencontra o pai, Sir John (Hopkins). Lawrence logo descobre que o irmão está morto e a julgar pelo aspecto do cadáver não foi um assassinato cometido por um simples homem, mas por uma verdadeira besta. No caso, uma besta forte, peluda, com dentes afiados, que aparece na lua cheia e que tem sede de sangue. Quem será?

Em termos de história não há muita coisa que se aproveite. Del toro, como todos já sabíamos antes de ver o filme, se transforma em lobisomen e toca o terror na cidade. Deixemos de lado o desenvolvimento de personagens e as atuações convincentes. Não dá para esperar nada desse roteiro e os atores estão no piloto automático, com poucas exceções. Mesmo assim, existem coisas bem aproveitáveis em O Lobisomem. O trabalho de direção de arte e a fotografia criam um clima suficientemente sombrio. O diretor Joe Johnston faz um trabalho competente no início do filme, quando constrói cenas decentes de algo que pode ser considerado suspense.

Mas… Benicio Del Toro não mostra nenhum carisma e não nos importamos nem um pouco com o dilema moral que seu personagem enfrenta como ser humano. Claro que o roteiro não ajuda, mas não dá pra aceitar o fato de Lawrance e Gwen se apaixonarem de uma hora pra outra. A química simplesmente não existe. E para que um  filme tão longo com tão pouca coisa a dizer? De qualquer forma, não posso deixar de exaltar as boas cenas de gore. A maneira como o Lobisomem sai matando e arrancando membros dos habitantes da região é fantástica. Se você tem interesse em ver esquartejamentos com algum humor negro e não está muito a fim de uma boa história, é aqui que você quer estar.

Título original: The Wolfman
Ano: 2010
País: EUA
Direção: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker, David Self
Duração: 119 minutos (versão do diretor)
Elenco: Benicio Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins, Hugo Weaving

– O diretor Joe Johston (Jumanji, Mar de Fogo) ganhou o Oscar de melhor efeitos especiais em 1981, por Os Caçadores da Arca Perdida.

– Andrew Kevin Walker é o roteirista de Seven e David Self escreveu Estrada Para a Perdição. Que decadência, não?

E aí, gostaram do filme? É assístivel pelas cenas de gore ou é uma perda de tempo completa?

obs: essa ideia de colocar algumas curiosidades sobre os filmes eu roubei do fantástico blog da stella. confiram: BY STAR FILMES.

/bruno knott