Review: Game of Thrones 4×09 – The Watchers on the Wall

game-of-thrones-watchers-on-the-wallA opção por mostrar apenas o núcleo da Muralha não poderia ter sido mais acertada, pois dessa forma nossa imersão na aguardada batalha entre os selvagens e a patrulha da noite foi total. As coisas começaram até calmas, com uma divertida conversa entre Jon Snow e um apaixonado Sam Tarly do lado de dentro da muralha e, fora dela, uma Ygritte furiosa dizendo que irá matar Jon Snow na primeira oportunidade que tiver.

Rapidamente os selvagens estão diante do portão e a luta começa! A tensão está no ar e podemos ver o medo nos olhos de alguns corvos, afinal o exército selvagem é enorme e conta ainda com gigantes e mamutes. E eles aparecem por todos os lados, escalando a muralha de gelo, tentando atravessar o túnel e pulando os muros. O terror que a situação produz chega a ser palpável. Uns se enchem de coragem e defendem o território até a morte, já outros se acovardam e se escondem, como Janos Slynt, ex-comandante da patrulha de Porto real. Como foi bacana ver Sam Tarly tendo atos de bravura, tanto em termos de combate como de amor.

As sequências de batalha foram dirigidas com maestria por Neil Marshall, que transformou esse confronto em algo épico. Não faltou violência e intensidade e o melhor de tudo é que em nenhum momento experimentamos alguma confusão. A segura e inteligente direção de Marshall permitiu que sempre soubéssemos o que estava acontecendo, algo essencial para se aproveitar esse tipo de cena. Sobrou até tempo para um lindo plano-sequência mostrando a dimensão do conflito. Emoção também não faltou, principalmente quando alguns patrulheiros recitaram o juramento antes de enfrentar o gigante e também na triste e inevitável morte de Ygritte.

Este empolgante episódio terminou em um piscar de olhos. Para os fãs de ação de qualidade foi um prato cheio e saboroso. Acho que não é exagero dizer The Watchers on the Wall apresentou a melhor sequência de batalha feita para a TV, superando Blackwater e o Series Finale de Spartacus. Agora nos resta saber como ficarão as coisas em Porto Real no último episódio desta excelente temporada. Peço desculpas pelo palavrão, mas GoT é foda!
9.5/10

/confiram o texto do Marcio, do PorraMan
/curtam o intratecal no facebook
/e voltem semana que vem para o season finale

Review: Game of Thrones 4×06 – The Laws of Gods and Men

game-of-thrones-4x06-the-laws-of-gods-and-menTenho uma certa preferência pelos episódios que mostram menos personagens, mas que investem mais tempo neles e em suas tramas. É o caso deste ótimo “The Laws of Gods and Men”, que mostra situações interessantes e importantes ocorrendo com Stannis e Davos em Bravos, Daenerys em Meereen, Ramsay e Theon e ainda foca no intenso julgamento de Tyrion.

Em Meereen passamos a conhecer a cansativa rotina atual de Daenerys, resumida a ouvir reclamações e pedidos do povo. Vimos que os dragões estão enormes e famintos, levando à loucura os pastores de cabras. A mãe dos dragões ainda precisou dialogar com Hizdahr Loraq que pediu permissão para enterrar o pai crucificado e, corajosamente, questionou se é justo punir um crime com outro crime.

Em Bravos, Stannis e Davos buscam por dinheiro e pela ajuda do pirata Salladhor Saan. Qual será o próximo passo de Stannis? Será que já é hora de tentar um novo ataque ao trono de ferro após o fracasso que foi Blackwater?

Vimos também que Theon Greyjoy assumiu de vez a nova personalidade. Ele é Reek e nada mais do que isso. Mesmo com a chance de ser resgatado pela irmã Yara (Asha), o ex-varão preferiu fica em sua jaula aos mandos do mestre, como um verdadeiro cachorrinho. O fato é que o insano Ramsay parece ter reservado um sinistro plano para ele. Temos que aguardar. Tivemos aqui boas cenas de combate que ajudaram no dinamismo do episódio.

E claro, o julgamento de Tyrion para finalizar. Tudo foi construído com a qualidade e inteligência que o seriado já mostrou possuir. Várias testemunhas foram chamadas e todas tinham algo de comprometedor a dizer sobre o indefeso anão. Alguns até mostraram evidências, como o grande meistre Pycelle. Tentando proteger o irmão, Jaime faz um acordo com o pai: ele abandona a guarda real, vai para o rochedo Casterly e Tyrion tem sua vida poupada, tendo que ingressar na patrulha da noite. Tudo parecia seguir por esse caminho quando Shae é chamada para depor. E as coisas que ela contou afetaram Tyrion de todas as maneiras possíveis. Fico imaginando a decepção e depois a raiva dele quando ouviu certas coisas. Ele tentou segurar um pouco, até que explodiu em ódio, dizendo “EU ADORARIA SER O MONSTRO QUE VOCÊS ACHAM QUE EU SOU”. Foi uma sequência de enorme impacto emocional, que comprovou o talento do ator Peter Dinklage e nos deixou bem ansiosos para o próximo episódio.
8.5/10