Os Melhores Episódios de Game of Thrones

Game of Thrones nos ofereceu por 8 temporadas grandes doses de intrigas, batalhas e surpresas. Poucos seriados conseguiram manter um nível de qualidade tão alto ao longo dos anos. Claro que houve alguns deslizes eventuais, mas no geral Game of Thrones não cansou de nos impressionar.

Selecionei aqui os meus 15 episódios preferidos. São episódios que me empolgaram e que provavelmente irei recordar por muito tempo, por vários motivos.

Bora.

15 And Now His Watch is Ended (3×04)

Foi triste ver o Comandante Mormont sendo traído e foi perturbador o sofrimento de Theon nas mãos do bastardo de Bolton. Quem se destacou foi Daenerys, que não mostrou clemência para os senhores de escravos e passou a ser uma temível pretendente ao trono.

14 The Law of Gods and Men (4×06)

O julgamento de Tyrion Lannister foi construído com muita qualidade e o ator Peter Dinklage deu show. É aqui que o anão diz que “adoraria ser o monstro que vocês acham que eu sou!”

13 A Knight of the Seven Kingdoms (8×02)

O ponto alto do episódio foi a roda de conversa em frente da lareira com Brienne, Podrick, Tyrion, Davos, Jaime e Tormund. E vinho. Bastante vinho. Finalmente descobrimos como o selvagem Tormund ficou tão forte: ele mamou nos seios de uma gigante por três meses, óbvio.  Apreciamos o prodígio Podrick cantando uma bela canção e testemunhamos Brienne de Tarth receber o título de Cavaleira de Jaime Lannister e ser efusivamente aplaudida por Tormund. A quase sempre impassível Brienne sorriu e ficou com os olhos umedecidos. Nós também.

12 Blackwater (2×09)

A estratégia de Tyrion para utilizar o fogo vivo não poderia ter sido mais correta. A explosão da frota de Stannis foi algo de épico. Monstruosas labaredas verdes destruíram tudo o que alcançaram e formaram um espetáculo visual arrebatador. E teve The National tocando Rains of Castamare nos créditos finais.

11 Valar Morghulis (2×10)

Os diálogos de Theon e Meistre Luwin foram tocantes e essenciais para compreendermos um pouquinho melhor tudo o que o Greyjoy fez. Pena que perdemos Luwin. A trilha sonora deste episódio investiu a melancolia. A cena final nos deixou na expectativa da chegada dos Outros. Essa caminhada demorou, hein?

10 Walk of Punishment (3×03)

Walk of Punishment nos fez rir, nos fez temer pelo destino de certos personagens, nos comoveu e terminou com uma cena pra lá de impactante. Jaime fez de tudo para impedir que Brienne sofresse e acabou perdendo a própria mão. Lembram da música no final? Insano.

9 Hardhome (5×08)

Revelou-se o tamanho do poder do Rei da Noite e seu exército de mortos vivos. Mais uma sequência épica de ação que empolgou bastante.

8 The Winds of Winter (6×10)

A longa e impactante sequência inicial já garantiria para The Winds of Winter um lugar nessa lista. Com uma trilha sonora clássica e uma fotografia espetacular, comprovamos mais uma vez que Cersei é uma adversária terrível para qualquer um.

7 The Dance of Dragons (5×09)

Foi doloroso ver a menininha Shireen sendo queimada pelo próprio pai a mando de Melisandre. A loucura consumiu Stannis totalmente. Em Meeren, presenciamos um dos dragões em batalha pela primeira vez. Como parar tamanha força da natureza? Sinistro.

6 The Mountain and the Viper (4×08)

Neste episódio a traição de Jorah para com que Daenerys foi revelada, mas o confronto entre Oberyn e o Montanha é que o realmente marcou. Aliás, o desfecho brutal do embate ainda não saiu da minha cabeça.

5 Baelor (1×09)

Em Baelor começamos a entender do que se trata Game of Thrones. Como não ficar atônito na cena final? Como é possível o suposto protagonista ser eliminado da história dessa forma?

4 Spoils of War (7×04)

Em Spoils of War percebemos o tamanho da destruição que um dragão pode causar. Essa foi uma sequência grandiosa e surpreendente de batalha. O mais interessante é que os dois lados possuíam personagens de que gostamos.

3 The Lion and the Rose (4×02)

Depois de humilhar Tyrion, Joffrey é envenenado e tem uma morte das mais impressionantes. Casamentos não costumam acabar bem em Westeros, mas rendem excelente episódios. The Lion and the Rose manteve o alto nível do início ao fim. Quando os episódios se concentram em uma trama específica, geralmente o resultado é bem acima da média.

2 The Rains of Castamere (4×09)

A traição dos Bolton e dos Frey deu o que falar. Toda a sequência do Casamento Vermelho foi impecável, com a tensão aumentando aos poucos até terminar com um banho de sangue que deixou muita gente em choque.

1 Battle of the Bastards (6×09)

A Batalha dos Bastardos foi a definição do estado da arte em termos de batalha. Poucas sequências de ação são tão competentes como essa, considerando seriados e filmes também. Tudo aqui é tão intenso e grandioso que chegamos a perder o fôlego em alguns momentos.

Crítica | Game of Thrones 8×05: The Bells

Desde a primeira temporada aprendemos que não se deve esperar por finais felizes em Game of Thrones. Por que diabos as coisas iriam mudar agora?

Muita gente considerou este episódio ruim pelo fato de Daenerys ter sucumbido à loucura. Então quer dizer que se um personagem não faz exatamente o que o público quer o seriado inteiro é uma bosta e se perdeu? Isso é coisa de gente birrenta que não tem capacidade de analisar uma obra de maneira não passional.

Os indícios de que Daenerys poderia emular o pai foram espalhados ao longo das 8 temporadas de Game of Thrones. Daenerys sempre desejou o poder acima de tudo e praticou atos cruéis em sua jornada. Ela crucificou, traiu e queimou. E agora queimou tudo e todos em Porto Real.

A batalha já estava vencida, mas a torrente de emoções que sentia e fato de ser uma Targaryen levaram ela a destruir a capital de Westeros. Ela e o seu dragão trouxeram as chamas do inferno para a cidade e seus habitantes. Foi extremamente cruel.

Miguel Sapochnik conseguiu criar essa sequência com maestria. Foi um verdadeiro festival de fogo e sangue. A decisão por nos colocar no ponto de vista de Arya em meio ao caos foi muito acertado. Dessa forma conseguimos ter uma ideia melhor do tamanho da cagada que Daenerys fez.

The Bells teve outros bons momentos, como o muito esperado confronto entre o Cão e o Montanha, embate este que ficou conhecido por Cleganebowl. O miserável do Montanha estava fazendo jus ao lema dos Greyjoy ” o que está morto não pode morrer”. Que bela fotografia aqui.

Difícil ter outro final para Cersei que não esse. Ela aguentou firme até os últimos minutos, mas não havia mais o que fazer. Essa foi uma das melhores personagens de Game of Thrones e Lena Headey um dos grandes destaques do elenco.

Jaime Lannister teve um  arcos narrativos mais complexos da série e é óbvio que eu preferia vê-lo partindo de outra forma, mas o amor dele pela Cersei falou mais alto.

Resta saber agora o que Jon Snow e os demais vão fazer diante da loucura estabelecida de Daenerys. É um tanto difícil ela se redimir agora. Não me parece haver tempo.

Analisando essa curta temporada, não dá para negar que houve muita pressa principalmente para acabar com o Rei da Noite. Essa era a grande ameaça e tudo terminou em um piscar de olhos.

De qualquer forma, considero que as coisas estão se encerrando de maneira satisfatória.

The Bells é Game of Thrones na sua essência. Foi um episódio difícil de digerir por ser extremamente violento e melancólico. É uma pena que parte do público considere que os personagens são suas propriedades e que o roteiro tenha que fazer exatamente o que eles querem.

Nota: 9

Game of Thrones: “Walk of Punishment” Crítica

Game of Thrones | 3×03 – Walk of Punishment

Este é mais um daqueles episódios que comprovam a inteligência e habilidade dos criadores de Game of Thrones. Mesmo contando uma história repleta de violência e tensão, há tempo para momentos de humor e de sensibilidade. Melhor episódio da terceira temporada até agora, Walk of Punishment nos fez rir, nos fez temer pelo destino de certos personagens, nos comoveu e terminou com uma cena pra lá de impactante.

Daenerys está mudando e para melhor. A cada episódio sentimos que ela está mais confiante sobre o tipo de rainha que quer ser. Ver os supostos ladrões crucificados mexeu com ela e a fez tomar uma atitude que a princípio pode parecer estranha. Ela prometeu o seu maior dragão em troca de 8 mil imaculados. Mas será mesmo que ela vai se livrar de um de seus filhos assim? Eu não apostaria minhas fichas nisso. Gostei de ver Barristan Selmy elogiando Rhaegar Targaryen, o irmão mais velho de Daenerys. Este é um personagem que eu gostaria de ver representado um dia. Claro, isso só seria possível em um flashback.

Os risos que mencionei nos foram proporcionados principalmente em sequências em Porto Real. O pequeno conselho disputando um lugar ao lado de Tywin na mesa foi hilário. A cara de Tywin vendo tudo isso foi impagável. Que ator espetacular! Outro momento de humor foi com Pod e as prostitutas. O garoto fez o serviço tão bem feito que elas não aceitaram o pagamento. Bronn e Tyrion ficaram impressionados e exigiram os mínimos detalhes. Grande Pod!

Novos personagens e um novo lugar foram apresentados. Trata-se dos familiares de Catelyn em Riverrun. A introdução de Edmure e Peixe Negro não poderia ser melhor. Ver Edmure falhando três vezes em acertar o barco que carregava o corpo do seu pai e o Peixe Negro acertando na primeira, mesmo com o barco lá longe, foi o suficiente para entendermos a dinâmica entre eles. Espero que haja tempo suficiente no enredo para o Peixe Negro ser bem trabalhado como no livro.

Arya e Gendry seguem com Thoros de Myr e a Irmandade Sem Bandeiras. Quem ficou para trás foi Torta Quente, não antes sem dar de presente um bolo em forma de urso para a garota Stark. Belo gesto!

Theon quase foi estuprado por um bando de soldados que o capturaram novamente, mas ele foi salvo por um homem misterioso. Quem é ele e o que ele pretende?

Mas a melhor trama de Walk of Punishment foi mesmo a de Jaime e Brienne. Quando um passante notou os dois e trocou algumas palavras, Jaime alertou Brienne que isso poderia representar um perigo e eles deviam matá-lo. Brienne não deu muito bola a Jaime e um pouco mais a frente no caminho ela percebeu que errou. Os dois foram capturados por um grupo liderado por Vargo Hoat. Jaime ganhou mais profundidade aqui ao convencer Vargo a impedir que Brienne fosse estuprada. Ele realmente estava se importando com o destino dela, o que é surpreendente dadas as suas atitudes na série. Trata-se de um personagem que está mudando. Vargo, querendo mandar uma mensagem para Tywin e por odiar tudo o que Jaime representa, corta a mão do Regicida em uma cena chocante. Parecia que os dois estavam se acertando e que Jaime iria encontrar algum conforto, mas as coisas não funciona assim em Game of Thrones.

Um episódio espetacular que conseguiu abordar quase todos os núcleos de maneira mais do que satisfatória e ainda nos brindou com um final grandioso, com direito a uma música totalmente fora dos padrões do seriado, servindo para potencializar ainda mais a nossa reação diante da cena.

Brilhante.

Nota: 9.4

Game of Thrones: “Blackwater” Crítica

Game of Thrones | 2×09 – Blackwater

Escrito pelo próprio George R. R. Martin e dirigido por Neil Marshall, Blackwater era o episódio que todos os fãs da série estavam esperando. É claro que Game of Thrones nos ganhou com sua intriga elaborada e seus diálogos inteligentes, mas estávamos ávidos por uma batalha de grandes proporções. A espera acabou. Blackwater nos oferece uma grande batalha, digna dos melhores momentos do seriado. O episódio inteiro é dedicado a batalha e tudo o que ela envolve. Arya, Jon Snow, Daenerys e Robb não aparecem aqui. Esta foi uma das inúmeras escolhas acertadas, pois assim não houve distrações.

A direção de Neil Marshall nos coloca dentro deste sinistro confronto. A tensão vai aumentando aos poucos com a aproximação de Stannis. Quando os soldados de Porto Real começaram a ouvir os tambores vindos do além, eles souberam que testemunhariam algo brutal. A estratégia de Tyrion para utilizar o fogo vivo não poderia ter sido mais correta. A explosão da frota de Stannis foi algo de épico. Monstruosas labaredas verdes destruíram tudo o que alcançaram e formaram um espetáculo visual arrebatador. Mesmo com esse início que não estava nos planos, Stannis liderou seus homens para o confronto corpo a corpo. E aí foi um festival de vísceras e membros decepados. A câmera ficou próxima da ação dando a noção da violência, mas diminuindo um pouco a magnitude de tudo isso.

Os soldados cantando The Rains of Castamare, o confronto verbal entre o Cão e Bronn, o Joffrey se borrando todo ao ver o tamanho da enrascada em que se meteu, o Cão tendo um colapso devido ao fogo, a Cersei etilizada falando tudo o que pensa são exemplos de como Blackwater foi bom mesmo quando o foco não foi a luta em si.

Para finalizar com chave de ouro, uma tentativa de assassinato de Tyrion partindo de um soldado Lannister e os créditos subindo ao som de The National.

Deu para ficar sem fôlego várias vezes. O nono episódio era muito esperado e correspondeu às expectativas.

Nota: 9.2

Game of Thrones: “A Man Without Honor” Crítica

Game of Thrones | 2×07 – A Man Without Honor

Fica evidente que o homem sem honra é Jaime Lannister, mas o título também se aplica facilmente a Theon Greyjoy. Acompanhamos aqui atitudes lastimáveis deste dois personagens.

Theon quer completar a sua ‘conquista’ de Winterfell capturando Bran e Rickon Stark. Vários soldados e cães treinados estão atrás dos garotos, mas eles conseguiram uma boa vantagem. Os irmãos Stark, Osha, Hodor e os dois lobos formam um grupo bem interessante. Eles ainda não tem um plano definido, apenas tentam ficar cada vez mais longe de casa. O agora oficialmente desprezível Theon é um misto de crueldade, insegurança e fraqueza. Ele age movido por um orgulho ferido e suas ações se tornam cada vez mais imprevisíveis. Ao mando dele, dois garotos tiveram membros arrancados e foram carbonizados. Seriam os Stark?

Mas o episódio é mais sobre Jaime Lannister. Ele tentará de tudo para escapar da prisão, inclusive assassinar um parente. Jaime é frio, calculista e insolente. Ele ficou marcado em Westeros por ser o cara que cravou uma espada nas costas de Aerys Targaryen, o rei louco. Não era isso o que todos queriam na época? Não há honra em um golpe destes, mas havia muito menos honra no governo de Aerys. Só que Jaime não está preocupado em se redimir, longe disto. Atitudes como a que teve neste episódio aumentam ainda mais o ódio dos outros por ele e o mantém como um dos vilões da série.

Se este episódio não foi tão movimentado, ele teve cenas emocionalmente relevantes entre personagens importantes. Além das já citadas, tivemos ótimos momentos entre Cersei e Tyrion, Arya e Tywin e Jon e Ygritte.

Algumas camadas foram adicionadas a Cersei agora. Finalmente vimos um lado humanizado de quem sempre mostrou indiferença. Ela sabe que criou um monstro e está preocupada com isso. Até Tyrion se comoveu, mas o distanciamento entre os dois fez com que ele não soubesse como consolá-la.

Ygritte passou todo o episódio provocando Jon e nos garantindo algumas risadas. É aqui também que ouvimos pela primeira vez a icônica frase: “Você não sabe de nada, Jon Snow”. O fato é que agora Jon se encontra cercado por selvagens. O que o destino reserva para o bastardo de Ned Stark?

Há pouca inspiração na trama de Daenerys atualmente. Descobrimos quem está por trás do roubo dos dragões, mas a revelação não teve impacto algum. Daenerys continua falando grosso sem ter conquistado nada. Este processo de aprendizado poderia ser um pouco melhor trabalhado. Infelizmente, é o elo frágil da temporada.

Nota: 7.9

 

Game of Thrones: “The Old Gods and the New” Crítica

Game of Thrones | 2×06 – The Old Gods and the New

Assim como o episódio anterior, o ritmo segue intenso em Game of Thrones.

Theon, de maneira vil e covarde, ataca e domina Winterfell. Bran não tem muito o que fazer se não se render. Sor Rodrik fica possesso com Theon e até cospe na cara dele. Sobra para o Sor Rodrik, em uma sequência forte. Theon quer provar para o pai e para o seu povo que é digno de assumir o trono algum dia, mas seus atos covardes e sua insegurança não permitirão que ele se torne alguém respeitado. Robb já declarou que vai arrancar a cabeça de Theon assim que possível. Ao que parece, ele irá receber a ajuda do bastardo de Roose Bolton.

Robb, o rei do Norte, está visivelmente apaixonado pela mulher que está cuidado dos feridos. Lady Stark não deixou de lembrá-lo que ele está prometido para uma das filhas de Frey. E é bom cumprir as promessas feitas a pessoas poderosas.

Vejam a diferença entre os irmãos Joffrey e Tommen. Enquanto este chora a partida da irmã, aquele é só desprezo e indiferença. E o caos tomou conta de Porto Real. Alguém teve a ousadia de atirar um pedaço de bosta na cara de Joffrey, que obviamente solicitou que todos fossem mortos. Mas a comitiva do rei estava em menor número e os populares estavam ensandecidos. Como era de se esperar, Joffrey está longe de fazer um bom governo. Sobrou para Tyrion tentar colocar um pouco de bom senso na cabeça deste animal.

Falando em animais, Sansa Stark quase foi estuprada por um bando de revoltados. Por sorte, Clegane estava lá para salvá-la. Não é a primeira vez que Clegane faz algo para proteger a garota Stark.

Do outro lado da muralha, Jon Snow tem um encontro peculiar com uma selvagem. Ele deveria matá-la, mas não conseguiu. Com Ygritte passamos a conhecer um pouco dos selvagens e ficamos sabendo que eles queimam os mortos para evitar que voltem à vida.

Daenerys está falando com autoridade e pompa, mas até agora não teve atitudes a altura do seu nome. Para piorar, alguém roubou os seus preciosos dragões.

A segunda temporada realmente empolgou agora. The Old Gods and The New e The Ghost of Harrenhal foram acima da média e serviram como um ótimo termômetro para a reta final desta temporada.

Nota: 8.9

Game of Thrones: “What is Dead May Never Die” Crítica

Game of Thrones | 2×03 – What is Dead May Never Die

Theon. Humilhado pelo pai e pela irmã. Injustiçado. Assim como acontece com Sansa, foi obrigado a viver com os Stark após um conflito. Percebemos por algumas de suas atitudes que Theon é fraco, que se considera mais importante do que realmente é. Ele vive um conflito interno. Pensou duas vezes antes de trair Robb, mas conquistar o respeito do pai e dos homens de ferro falou mais alto.

Existirá alguma cena interessante com Shae? Que personagem chata e inútil.

Cersei não criou só monstros. Tommen, o irmão mais novo de Joffrey, disse que provavelmente não mataria Robb. Seria melhor para todos se ele fosse o rei, não é?

Tyrion continua fazendo de tudo para se proteger de qualquer ameaça. Usando uma inteligente artimanha, ele descobre o quão ardiloso é o Meistre Pycelle. Mas será que ele poderá confiar em Varys e Mindinho?

E novos personagens não param de ser apresentados. Desta vez conhecemos a gigante e habilidosa Brienne. Ela venceu ninguém mais ninguém menos do que Sor Loras em um duelo. Como prêmio, solicitou fazer parte da Guarda do Rei. Bom, pelo menos um dos aspirantes a rei. Fazia tempo que não víamos Renly, o irmão mais novo de Robert. E ele conseguiu juntar um grande exército. Para ficar ainda mais forte, casou com Margaery Tyrell. Só que há um problema. Renly está com dificuldades de colocar um filho no ventre dela, como ela mesma diz.

What is Dead May Never Die estava terminando sem muito brilho, até a sequência final maravilhosamente brutal. Primeiro uma conversa emotiva entre Yoren e Arya. É impressionante como Game of Thrones consegue fazer com que nos importemos com personagens bem secundários. Yoren foi o responsável por salvar Arya daquele caos no septo de Baelor e aqui ele revela um acontecimento do seu passado que irá servir de inspiração para a garota.

Arya, Gendry e Torta Quente foram capturados e estão indo para Harrenhal. Arya ajudou Jaqen a se salvar, mas quem não teve tanta sorte foi Lommy. A morte dele foi tão chocante por parecer banal. O soldado matou o garoto como se ele não fosse nada e usando a agulha.

Vemos ver o que aguarda Arya e Gendry no maior castelo dos sete reinos.

Nota: 7.9

Game of Thrones: “The Night Lands” Crítica

Game of Thrones | 2×02 – The Night Lands

Temos que nos acostumar com novos povos e novos personagens em Game of Thrones. Se você leu o livro deve saber que esse universo é gigantesco. A HBO está conseguindo introduzir as novidade com sabedoria.

Dessa vez quem entra em cena é Pyke e os homens de ferro. Theon esperava ser exaltado com pompa em seu retorno, mas teve uma recepção fria tanto do povo – que nem se importou – como do pai Balon. Theon está sem moral alguma.

As melhores sequências de The Night Lands envolveram Tyrion. Como não amar este renegado Lannister? As interações dele com Cersei são empolgantes. Os diálogos afiados e cheios de ironia entre os dois podem ao mesmo tempo nos fazer rir como nos deixar preocupados. Cersei passou do limite aqui.

Mas Tyrion é esperto. Sua inteligência não permite confiar na suposta honra dos outros. Ele não quer cometer os mesmos erros de Ned. Uma de suas primeiras condutas como o Mão do Rei foi mandar o escorregadio Janos Slynt para a Muralha. Como confiar em alguém que mata crianças sem questionar e que traiu o Mão anterior?

O detalhe é que Bronn parece que também cometeria tal monstruosidade se fosse bem pago. Será mesmo?

No quase infinito deserto do outro lado do mar estreito a provação de Daenerys continua. Ela e sua pequena comitiva parecem apenas esperar a morte.

O número de postulantes ao trono é cada vez maior. Stannis teoricamente é quem teria o direito de sucessão, mas para chegar ao almejado trono ele terá que ir para a batalha. O seu exército é menor do que os outros, mas ele tem a misteriosa Melisandre ao seu lado e além disso considera ser o escolhido do senhor da luz. Será que isso bastará?

Gendry em um momento hilário descobre que está ao lado de Arya Stark. Aliás, uma das virtudes deste episódio foram justamente os diálogos que se destacaram pelo humor. Mas é um humor diferente, mais requintado, com ironias e presença de espirito. Game of Thrones é assim.

Este episódio abordou vários núcleos e consequentemente não houve tempo hábil para aprofundar nenhum deles. Tivemos pouca ação e nada exatamente comovente, mas os ótimos diálogos compensaram. Ah. E vislumbrar um caminhante branco também foi um ponto alto. A última vez que vimos um desses foi na estreia do seriado. Particularmente, considero genial esse desenvolvimento mais lento de uma das partes mais importantes da trama.

Nota: 8.1

 

Game of Thrones: “The North Remembers” Crítica

O cometa deixando o rastro vermelho acompanha quase todos os acontecimentos de The North Remembers.

Joffrey segue cometendo atos cruéis, muitos até mesmo repudiados por Cersei. Talvez Tyrion seja mesmo o mais indicado para tentar colocá-lo nos eixos. É o que Tywin esperava ao transformar o seu filho não muito querido no Mão do rei. Mas a maldade dos Lannister é proverbial. Eles parecem não ter peso na consciência e não hesitam em mandar matar todos os filhos bastardos de Robert, inclusive recém-nascidos. Cenas fortes aqui.

Pelo menos, Gendry está cada vez mais distante de Porto Real e acompanhado por Arya.

Os Starks seguem bem representados por Robb, que amadureceu bastante em pouco tempo. Ele segue vencendo batalhas e agora irá buscar uma aliança com Renly. Ter Jaime como cativo é uma vantagem que terá que ser bem usada. É quase um jogo de xadrez.

Finalmente passamos a conhecer o irmão mais velho de Robert. Até agora ele só haviam menções sobre ele. Stannis faz um tipo de pacto e renega todos os deuses antigos. Ela será fortemente influenciado por Melisandre, a Sacerdotista Vermelha. Há algo de sobrenatural em relação a ela, afinal ela se mostrou imune a um veneno que rapidamente consumiu um Meistre.

A patrulha da noite entra cada vez mais no Norte. Eles fazem uma parada estratégica na casa do repulsivo Craster, um homem que tem filhas com suas próprias filhas. Jon Snow se pergunta sobre o que é feito com os filhos. Calma Jon, mais para frente iremos descobrir.

Daenerys tem os seus dragões, mas falta água e comida. Ela e sua pequena comitiva terão que descobrir rapidamente uma saída para essa situação.

Game of Thrones não tem pressa em apresentar os inúmeros personagens presentes no livro. A trama vai enriquecendo aos poucos, permitindo que tenhamos tempo para absorver tudo sem nos sentirmos perdidos.  Este episódio inicial fluiu extremamente bem e nos deixou com a certeza de que este seriado continuará sendo sinônimo de qualidade.

E quanto ao significado do cometa, Osha é quem tem a explicação certa: DRAGÕES.

Nota: 9

Game of Thrones: “Fire and Blood” Crítica

Game of Thrones | 1×10 – Fire and Blood

A espada vertendo sangue e o desespero de Arya e Sansa confirmam o que vimos no episódio anterior. A primeira vez que assisti a Baelor tive uma pequena esperança de que algum milagre pudesse ter salvo Ned. Não mesmo.

Joffrey exala empatia ao fazer Sansa observar a cabeça do pai em uma estaca. E ainda manda o seu capacho dar uns tapas na cara dela, afinal um rei jamais deve bater em sua dama. Pelo menos, vemos que Sansa finalmente descobriu que está diante de um monstro. Fico pensando em como as coisas poderiam ter sido diferentes se ela tivesse empurrado ele lá para baixo. E ainda bem que Arya está momentaneamente a salvo.

Foi comovente ver os Stark sofrendo com a morte de Ned. Robb expressa sua dor e ódio praticamente destruindo sua espada em uma árvore. Está bem claro que ela e Cat irão se vingar de alguma forma. Ter Jaime cativo é um passo importante. Aliás, quanta frieza do Regicida ao admitir seus feitos passados, não é?

Jon parece finalmente compreender que ser um patrulheiro da noite exige sacrifícios. Parece que agora ele realmente está pronto para seguir esse caminho. Na próxima temporada veremos a patrulha da noite adentrando no sombrio e gelado lado de lá. O tempo irá dizer que perigos e mistérios os aguardam. O fato é que esse núcleo tem tudo para ser um dos mais interessantes de Game of Thrones.

Mas Fire and Blood é mesmo sobre Daenerys. A magia da bruxa não deu o resultado esperado. Drogo se tornou um pálido reflexo de quem foi. Ele está em um estado deplorável. Daenerys percebe que não há mais volta e decide lhe dar um fim digno. E para surpresa de todos, os ovos de dragão que foram queimados junto chocaram. Ela perdeu o filho, mas se tornou mãe de três dragões.

As possibilidades da segunda temporada são enormes. Vai ter batalhas, jogo político, caminhantes brancos, magia e dragões. O que mais poderíamos querer?

Nota: 9.1

Game of Thrones: “Baelor” Crítica

Game of Thrones | 1×09 – Baelor

Quando a tela preta no fim do episódio Baelor apareceu fui inundado por um misto de sentimentos. O que eu acabara de presenciar era algo forte, surpreendente e digno de um dos melhores seriados de todos os tempos. Depois de nove intensas horas de Game of Thrones, não vejo problema algum em fazer essa afirmação.

Mas antes de chegar ao acontecimento chave deste penúltimo episódio da temporada, vamos relembrar outras coisas que se passaram em Westeros.

Primeiro de tudo: A Guerra dos Tronos efetivamente começou. Talvez por questões econômicas as duas batalhas que aconteceram no episódio não foram mostradas. Vimos apenas o resultado final delas. Robb utilizou uma estratégia interessante, mas teve que mandar dois mil soldados para a morte. Ele não consegue esconder o peso na consciência por isso, afinal é filho de Ned. De qualquer forma, após um acordo com Walder Frey, Rob e 18 mil soldados atravessaram a ponte e conseguiram capturar Jaime Lannister.

As coisa estão cada vez piores para Khal Drogo. Aquele corte inocente infeccionou e a morte é quase certa. Desesperada, Daenerys pede para que Mirri Maz Duur faça o que for possível para salvá-lo. Um ritual de magia negra tem início. Se Drogo morrer, Daenerys conseguirá se manter no comando dos dothraki? Ela tem seguidores fieis, mas não parecem ser a maioria. E todos vimos como esse povo pode ser sanguinário.

Tivemos também dois momentos que se destacaram pela carga emocional. Na muralha, Meistre Aemon revelou suas origens nobres para Jon Snow e fez um discurso importante sobre honra e amor e as obrigações de um patrulheiro da noite. E quanto a Tyrion, Bronn e Shae? Inicialmente, o drinking game dos três nos proporcionou boas risadas, mas depois o papo ficou sério e não teve como não sentir pena de Tyrion. Não é fácil ter um pai como Tywin Lannister.

Mas voltemos ao momento fundamental do episódio, da temporada e também do seriado. Quantas vezes vimos o personagem principal de uma história ser eliminado tão cedo assim? Rapidamente começamos a admirar Ned por suas virtudes e personalidade, então quando aquela espada caiu ficamos realmente tristes. Mas tudo o que aconteceu antes indicava que esse seria de fato o seu destino. Ele foi corajoso quando ameaçou Cersei, mas errou ao refutar a aliança com Renly. Era apenas um lobo no meio de vários leões. E para piorar, havia Joffrey. Para Cersei e os outros do conselho bastava Ned admitir a traição e eles lhe dariam a chance de viver como patrulheiro. Para Joffrey isso era pouco. Ele quis fazer Ned de exemplo e mostrou como é desprezível.

Ned admitiu algo que não fez pensando na segurança das filhas, não havia outra opção. Infelizmente, Arya presenciou quase tudo. Ainda bem que Yoren estava em Baelor e pôde ajudá-la.

A guerra dos tronos começou impiedosa e imprevisível. Sorte nossa.

Nota: 9.6

Game of Thrones: “You Win or You Die” Crítica

Game of Thrones | 1×07 – You Win or You Die

A trama de Game of Thrones chegou em um momento chave. Tudo o que vimos anteriormente estava convergindo para esse ponto. Ned Stark é justo e honrado demais para disputar o jogo dos tronos. Os avisos não foram poucos. Cersei deu indícios do que era capaz ao dizer que no jogo dos tronos ou você ganha ou você morre. Infelizmente, Lorde Stark não conseguiu imaginar a que ponto ela poderia chegar. Ele achava que a assinatura do rei seria o seu salvo-conduto. E para piorar, não aceitou uma aliança temporária com Renly e confiou em Mindinho. Ned teve que ver toda sua guarda aniquilada diante dos seus olhos e agora tornou-se cativo.

Que tal a primeira ordem do colérico Joffrey como rei? MATEM TODOS ELES, bradou o repulsivo filho do incesto.

E como vai ficar a situação de Sansa e Arya agora?

Houve bastante movimento também do outro lado do mar estreito. Jorah estava com o perdão do rei na mão, mas no último momento decidiu evitar a morte de Daenerys por envenenamento. Toda a cena com o comerciante foi primorosa. Nos resta adivinhar o que se passa na cabeça de Jorah.

Essa tentativa de assassinato despertou a fúria de Khal Drogo. Ele gritou para todo o mundo ouvir que ele irá atravessar o mar e vai tomar Westeros para ele. A imagem de dezenas de milhares de dothrakis ensandecidos e com sede de sangue é aterrorizante.

Jon Snow e a Muralha finalmente voltaram a aparecer. Está na hora do juramento e em um primeiro momento Jon ficou furioso ao saber que não foi designado para ser um patrulheiro. Caberá a ele a tarefa de cuidar das necessidades do comandante. Mas como bem lembrou Sam, assim ele vai aprender como se tornar um líder.

A pequena excursão através da muralha aumentou o mistério e a tensão em relação a que tipo de seres habitam aquele lugar. A conversa de Osha com Theon revela que muitos acreditam que o lado de lá da muralha é muito mais perigoso do que o lado de cá.

Veremos.

Game of Thrones nos brinda com mais um episódio intenso. Não há tanta ação, mas as intrigas são elevadas a décima potência e os diálogos confirmam a qualidade dos roteiristas e dos atores. Só faltam três episódios de uma das mais brilhantes temporadas de estreia dos últimos anos.

Nota: 9.1