Um Sonho Possível

Título original: The Blind Side
Ano: 2009
Diretor: John Lee Hancock

Sou fã de futebol americano. Depois do nosso “soccer”, é o meu esporte preferido. Sempre acompanho a NFL e tenho uma grande simpatia pelo New York Jets. Já assisti a vários filmes sobre o esporte e eles sofrem de um problema crônico: excesso de clichês. É sempre aquela coisa chata de um time que está perdendo, um time sem futuro, que depois de algum discurso motivador começa a vencer os jogos e vai em busca do título! Claro, existem aqueles que não sofrem tanto desse mal e são ótimos: Invincible, Um Domingo Qualquer, Friday Night Lights (o filme e o seriado) e, é claro, O Lado Cego.

O que temos aqui é uma história real sobre o jogador Michael Oher, do baltimore ravens, que foi escolhido na primeira rodada do draft de 2009. Coisa pra poucos. O filme ficou a cargo do diretor John Lee Hancock, que até agora não tinha feito nada de destaque. Ele já havia trabalhado com esportes antes em O Desafio do Destino, que tem alguns aspectos interessantes, mas nada demais. Agora ele conseguiu chamar a atenção.

Muitas vezes filmes biográficos acabam se tornando arrastados e chatos, mas não foi o caso em O Lado Cego. Você vai aproveitar cada minuto, não sem motivos. A história de Michael Oher é barra-pesada, seu passado é repleto de desgraças. O film retrata a vida do cara quando ela começa a mudar para melhor. Leigh Anne (Sandra Bullock) é uma mulher rica, que viu o “Big Mike”, um cara gigante, negro, calado, andando no frio sem rumo e decidiu ajuda-lo. A partir daí a vida de ambos vai mudar. Big Mike tem problemas com os estudos e com relacionamentos, pois é um cara muito fechado. Algumas pessoas decidem ajuda-lo e logo ele entra para o time de futebol americano da escola. Mas não foi fácil!

O trabalho dos atores foi muito importante para o filme funcionar. Sandra Bullock tem uma performance acima da média. Ela faz de Leigh Anne uma mulher forte, que não leva desaforo para casa, mas que no fundo é extremamente sensível e quer ajudar as pessoas, mesmo sem saber o motivo. Quint Aaron dá vida a Michael Oher de uma maneira magistral. Ao meu ver ele era merecedor de indicação no globo de ouro, mas não aconteceu.

O filme parece um conto de fadas? Parece, mas é uma história real. Pelo menos boa parte dele.

Nota: 4,5/5

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