M, O Vampiro de Dusseldorf (1931)

m-1931-fritz-lang O diretor Fritz Lang criou em M um thriller psicológico recheado de suspense e mistério. Somos apresentados a uma cidade em estado crescente de tensão, afinal, um psicopata está à solta. Oito crianças já foram mortas e parece que os crimes não terão um fim tão cedo. A população está visivelmente desconfiada e em pânico, tanto que qualquer um que aparenta ser suspeito passa a ser perseguido ferozmente. Uma associação de bandidos decide ir à procura do assassino, já que as constantes rondas policiais acabam atrapalhando seus “negócios”. São vários os elementos que fazem de M uma experiência cinéfila das mais interessantes, como a fotografia em preto e branco, o jogo de luz e sombra e os movimentos de câmera requintados de Fritz Lang. Devemos ressaltar também do uso do som, como o assobio que anuncia o vilão e de simbologias inspiradas, como o balão preso nos fios de energia. Em uma interpretação magistral, Peter Lorre permite que sintamos pena de seu personagem em uma cena crucial. Ele tenta salvar a própria vida com argumentos desesperados que nos fazem refletir. M é dono de uma profundidade notável, permitindo discussões relevantes sobre os atos do assassino. Mesmo 80 anos depois, M ainda perturba e impressiona. Obra-prima incontestável do cinema. 9/10 m-1931 m-1931-1 m-1931-2 m-1931-3 m-fritz-lang-1931-1

Crítica: Metrópolis (1927)

Considerado por muitos como o primeiro filme de ficção científica, Metrópolis nos apresenta a uma sociedade futurista repleta de arranha-céus e carros voadores, em que os mais favorecidos moram na superfície e os operários habitam as profundezas, trabalhando de maneira repetitiva e sem descanso. A situação fica insustentável quando um cientista cria uma máquina com imagem de mulher. Essa mulher-máquina vai semear a discórdia entre as classes, proporcionando o estopim de uma grande revolta.
Não é exatamente pelo roteiro que Metrópolis se destaca, mas pelo visual concebido por Fritz Lang, além dos eficientes efeitos especiais e pelas sequências de ação repletas de figurantes, cerca de 30 mil. O filme quase faliu o estúdio Universum Film, que investiu cerca de 1.300.000 no projeto, algo impensável para os padrões daquela época.
Não é um filme apenas historicamente importante, pois ainda hoje ele agrada. Metrópolis é dinâmico, dono de um entretenimento fácil de ser digerido, mesmo discutindo esse tema de luta de classes, um pouco de política e religião, mas tudo de uma maneira bem acessível. Uma palavra para definir o diretor Fritz Lang? Visionário.
8/10