Crítica: Frankenstein (1931)

Não preciso nem comentar  sobre a importância do filme Frankenstein para o cinema, principalmente para o gênero do terror. Fizeram um ótimo filme e ao mesmo tempo criaram um mito, um dos personagens mais amados, homenageados e parodiados de Hollywood. São apenas 70 minutos de muita nostalgia, suspense e qualidade. Claro que não é um trabalho perfeito, mas ainda hoje ele é capaz de fascinar e ainda causar alguns sustos.

Frankenstein trata da ambição cega de um homem de criar vida e se sentir como Deus. Toda a preparação do doutor e do ajudante para colocar em prática o plano é absurda, mas encanta. Juntar pedaços de defuntos, misturar com um cérebro em conserva e esperar por um trovão é a receita para dar vida ao monstro. Uma frase muito conhecida do cinema é proferida nesse instante: It’s Alive! It’s Alive! E depois disso o fantástico Boris Karloff rouba a cena na pele do monstro, que mais tarde vai ser conhecido por Frankenstein.

O monstro aterroriza a cidade. A cena em que ele encontra a garota ao lado do lago é tocante. O que temos que nos perguntar é se o monstro é realmente mau ou se é digno de nossa compaixão. A população nem pensa muito e vai atrás dele empunhando tochas, com sangue nos olhos e gritando impropérios. Reação um tanto comum na nossa sociedade, basta pensarmos em quantas notícias sobre linchamentos nós já lemos por aí. Eis um clássico eterno, com muita justiça.

Título original: Frankenstein
Ano: 1931
País: USA
Direção: James Whale
Roteiro: John L. Balderston
Duração: 70 minutos
Elenco: Colin Clive, Mae Clarke, john Boles, Boris Karloff

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bruno knott,
sempre.