Crítica: A Mulher Faz o Homem (1939)

Em mais uma parceria com o James Stewart, o diretor Frank Capra realiza neste Mr. Smith Goes to Washington (título original) um dos grandes filmes de sua carreira. Quando assistimos aos trabalhos de Capra podemos sempre esperar um personagem bom tendo que enfrentar grandes dificuldades e aqui não é diferente. James Stewart dá vida ao Mr. Smith do título, que foi escolhido para ser senador substituto do seu estado por políticos de má fé que acreditavam que ele seria facilmente manipulado. Ledo engano. Mr. Smith aparenta muita timidez e ingenuidade, parecendo deslocado no congresso americano, mas ele é uma pessoa extremamente íntegra, idealista, que admira de maneira tocante toda a História do seu país, fato demonstrado com uma dose de magia por Capra nas cenas em que o personagem visita lugares importantes como o Monumento a Washington e o Lincoln MemorialCapra mexe de maneira soberba com as nossas emoções e quando menos percebemos já fomos capturados pela beleza do filme, que no final das contas é um feel good movie, mas de uma qualidade maior, transmitindo mensagens sinceras e comoventes.
9/10 

Crítica: A Felicidade Não Se Compra (1946)

A Felicidade Não Se Compra até pode ter momentos que exageram na pieguice, mas eles são perdoados facilmente pelo fato de ser um filme da década de 40 e, principalmente, pelo grandioso resultado final que é alcançado, capaz de emocionar qualquer um que não tenha um coração de pedra. Somos apresentados a George Bailey desde a sua infância. Presenciamos vários momentos importantes de sua vida, sendo que alguns deles exigem atitudes extremas de sua parte. Não há como não sentir uma certa pena do rapaz que sempre que vai realizar o sonho de ir para Europa é impedido por algum acontecimento. Uma grande decepção em sua firma o faz pensar no suicídio, mas eis que um anjo da guarda literalmente cai do céu e vai ajudá-lo. Aí que está o grande impacto da história: temos uma amostra de como seria a vida na cidade caso Bailey jamais tivesse nascido. É claro que existem algumas forçadas de barra, mas essa ideia proporciona momentos inesquecíveis tanto para George Bailey como para nós. Bailey nunca soube como era importante para aqueles que estavam à sua volta, mas a alegria dele no fim mostra que alcançou a redenção. É uma mensagem positiva que vem dentro de uma obra-prima.
10/10