Desafio ao Além (The Haunting)

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Desafio ao Além é um filme de terror que de fato assusta. Temos aqui a história de uma casa mal assombrada cujo passado é dos mais perturbadores e trágicos possíveis. Um especialista no assunto quer provar a existência de algo sobrenatural na mansão, convocando para isso mais três pessoas com qualidades sensitivas. O diretor Robert Wise demonstra imensa habilidade na criação de uma atmosfera que nos incomoda e que nos faz temer pelo destino dos personagens. Não bastasse o isolamento e a enormidade da casa, são vários os cômodos, os caminhos que não temos certeza para onde levam, portas que parecem abrigar coisas maléficos em seu interior e os barulhos dos mais apavorantes. Por mais que o roteiro peque no ato final, não há como negar a qualidade do suspense e dos eventuais sustos que tomamos pelo caminho. Eis um filme bem importante para o gênero e que merece ser visto ao menos uma vez.
7/10

Crítica: Drácula (1931)

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Ainda que Drácula esteja longe da perfeição, não podemos fechar os olhos para o enorme legado que ele deixou. Talvez O Gabinete do Dr. Caligari seja o primeiro grande exemplo do terror, mas foi Drácula que verdadeiramente impulsionou o gênero e influenciou várias outras obras. Muito do sucesso do filme se deve ao ator romeno Bela Lugosi, que dá vida ao conde drácula de maneira poderosa, com sua voz e sotaque impossíveis de não serem reconhecidos, além de possuir um olhar dos mais penetrantes. O diretor Tod Browning (responsável também pelo interessante Freaks) cria uma atmosfera sinistra ao longo do filme, principalmente investindo em cenas tensas, como quando vemos um morcego acompanhando uma carruagem ou quando ouvimos sons estranhos capazes de causar arrepios. A história em si é pouco inspirada e o final chega a ser anticlimático, mas Drácula merece todo o reconhecimento por dar sangue novo (!) a um gênero tão especial do cinema.
8/10

 

Crítica: Pânico (1996)

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Que outro diretor seria capaz de nos entregar algo como Pânico, a não ser Wes Craven? Responsável pelo clássico A Hora do Pesadelo, o diretor criou aqui uma eficiente mistura de terror e sátira. Na época do lançamento o filme talvez até nos tenha assustado, afinal o famoso “ghostface” não deixa de ser um assassino sanguinário, mas fica clara a intenção da trama de brincar com os mais diversos clichês do gênero. Os diálogos cheios de presença de espírito nos dão dicas a respeito do teor não muito sério da experiência, como quando um personagem fala que todos os filmes de terror seguem uma fórmula e que você não pode complicar demais a história, pois aí corre-se o risco de perder o público alvo. Não faltam também homenagens e citações a vários clássicos do gênero, incluindo FrankensteinO ExorcistaSexta-Feira 13Halloween e até Psicose.

Sidney é a heroína que tira sarro das personagens de filmes de terror que fogem dos vilões subindo as escadas e faz o mesmo. Ela passa boa parte do filme sendo perseguida pelo assassino e também evitando as “ousadas” aproximações do namorado, mas sobra um tempinho para que algumas revelações importantes de seu passado sejam feitas. Apesar do forte de Pânico não ser exatamente os personagens e seus dramas, é possível sim nos importarmos com o destino de alguns deles.

No final das contas, Pânico virou um marco do gênero e influenciou vários trabalhos posteriores, que nem de perto tiveram o mesmo sucesso e qualidade.
8/10

Crítica: Sexta-Feira 13 (1980)

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Se você pensa em assistir ao Sexta-Feira 13 original para ver Jason com sua máscara de hóquei e sua sede de sangue, é melhor pensar duas vezes. Neste primeiro filme da série o responsável pelas mortes é outro, algo que só mesmo os mais empolgados fãs do gênero sabem.
Aproveitando o sucesso do fantástico Halloween, Sexta-Feira 13 investe na ideia de um assassino implacável perseguindo várias vítimas. É inegável que Halloween é um trabalho muito superior, mas Sexta-Feira 13 merece reconhecimento por ter impulsionado o sub-gênero slasher, além de ter dado base para o surgimento de um dos grandes vilões do cinema.
Temos aqui um grupo de jovens libertinos que resolvem ajudar na reabertura do acampamento Crystal Lake, local que ficou marcado negativamente no imaginário da população devido a um afogamento e outras mortes subsequentes.
É claro que rapidamente os jovens encontram seus respectivos fins na ponta de uma faca, um por um. Ainda que o filme não se destaque tanto pelo suspense, deve-se ressaltar a qualidade das cenas de morte. Mesmo com um baixo orçamento, o maquiador Tom Savini demonstra ser dono de muitos recursos aos nos proporcionar uma experiência bem gráfica e até aflitiva em alguns momentos. Haja sangue!
Tudo bem que roteiro é praticamente inexistente e que as atuações deixam a desejar, mas é possível sim se envolver e se entreter com boa parte do que é visto na tela. Mas fica a dica: se você não é um entusiasta dos filmes de terror desse estilo é melhor passar longe.
7/10