Yeah Yeah Yeahs – Fever to Tell (2003)

yeah-yeah-yeahs-fever-to-tell-capa

1 Rich
2 Date with the Night
3 Man
4 Tick
5 Black Tongue
6 Pin
7 Cold Light
8 No No No
9 Maps
10 Y Control
11 Modern Romance

– Fever to Tell foi o primeiro álbum propriamente dito do Yeah Yeah Yeahs e já evidenciou várias qualidades da banda, apesar de uma certa irregularidade. Músicas brilhantemente enérgicas como Black Tongue se fazem presentes, mas há também muito barulho e repetição, como a estranha Man. Os destaques acabam sendo as mais calmas e belas Maps e Y Control. Como curiosidade, a NME elegeu este álbum como quinto melhor dá década, o que é um exagero.
7.5/10

– Ouça: Y Control, Maps e Black Tongue.

Review: The Killers – Battle Born

1 Flesh and Bone  8/10
2 Runaways  9/10
3 The Way it Was  10/10
4 Here with Me  8/10
A Matter of Time  6/10
Deadlines and Commitments  8/10
Miss Atomic Bomb  8/10
8 The Rising Tide  7/10
9 Heart of a Girl  8/10
10 From Here on Out  6/10
11 Be Still  7/10
12 Battle Born  8/10
13 Carry Me Home (bonus)  8/10
14 Flesh and Bone (Jacques Lu Cont Remix) (bonus) 8/10
15 Prize Fighter (bonus)  9/10

Se você escutar Battle Born torcendo para estar diante de um novo Hot Fuss é melhor pensar duas vezes. Ao contrário de inúmeras bandas que vivem se repetindo, o The Killers mostra que não tem medo de arriscar. Usando elementos dos álbuns anteriores e até mesmo de Flamingo – o trabalho solo de Brandon Flowers -, juntamente com as influências principais da banda, como Bruce Springsteen e U2, Battle Born nos oferece um som bastante nostálgico, mas que não nega o desejo de também ser atual.

O álbum possui um bom equilíbrio entre baladas românticas e introspectivas, músicas mais agitadas e aquelas que soam épicas, feitas para serem uma experiência inesquecível ao vivo. O nome Battle Born vem da bandeira do estado de Nevada e funciona como uma lembrança do nascimento desse estado em meio a Guerra Civil americana. A banda está cada vez mais se associando às suas raízes, praticamente nos colocando naquele cenário desértico e cheio de luzes de neon. As letras aqui são um grande destaque. Elas são retratos de situações comuns, que podem estar ao alcance de cada um de nós. Brandon coloca tanta sinceridade e intensidade nas letras e na maneira como canta que chega a arrepiar. Apesar de alguns temas um tanto melancólicos, como relacionamentos que não deram certo ou um pai que foge de suas responsabilidades, existe bastante positividade e esperança de dias melhores, seja em uma história de amor com seus altos e baixos como em The Way it Was ou em um recado para nunca negarmos nossa essência, em Be Still: “Soon enough, you’ll be on your own, steady and straight and if they drag you in the mud, It doesn’t change what’s in your blood“.

O The Killers não é mais uma banda indie tentando emplacar alguns hits. Eles já alcançaram o status daquelas bandas que levam multidões para os shows e que são extremamente influentes, não só em termos musicais. Após quatro álbuns de grande qualidade, o quarteto de Lás Vegas já atingiu a maturidade musical, nos dando a certeza de que ainda vão fazer muitas coisas boas no futuro.
9/10 

/Qual a sua música preferida do Battle Born? Qual a que menos gostou?