Crítica: A Invasão (1996)

Nesta ficção científica a tal invasão do título não se dá através de épicas batalhas aéreas, mas sim com os aliens já na Terra, disfarçados de seres humanos, roubando aos poucos nossos recursos e contribuindo da pior maneira possível para o aquecimento global. Zane (Charlie Sheen) é um astrofísico que capta um sinal misterioso e, em suas investigações, torna-se alvo de um grupo que tem muito a esconder. Temos aqui a velha história do solitário cientista querendo provar aos outros a existência de seres de outro planeta. Por um tempo, A Invasão consegue manter uma sensação de paranoia interessante, mas quanto mais descobertas são feitas, mais o filme perde a graça. De qualquer forma, o ar de filme B nos permite relevar certas forçadas de barra do roteiro e os efeitos especiais não tão competentes. Charlie Sheen demonstra energia e carisma, segurando as pontas. Pode não adicionar nada de muito relevante ao gênero, mas ao menos diverte.
5/10

Platoon

Título original: Platoon
Ano: 1986
Diretor: Oliver Stone

Chris Taylor (Charlie Sheen) acaba de chegar no Vietnã e em pouco tempo ele percebe o erro que cometeu quando voluntariou para o conflito. As dificuldades que ele enfrenta são imensas. Ele é alvo de desconfiança de alguns dos veteranos e qualquer erro que ele cometa pode lhe trazer grandes problemas. É como tentar andar sobre ovos sem quebra-los.

Oliver Stone coloca seus personagens e o público num ambiente opressivo. O diretor nos faz cientes de que o perigo não se deve apenas aos vietcongs escondidos em cada canto da floresta, mas também, ao próprio ambiente, repleto de florestas densas, quentes, com cobras e mosquitos transmitindo diversas doenças. Para piorar, há um conflito interno entre os sargentos Barnes e Elias, que provoca um racha no pelotão. É evidente o teor anti-belicista do filme e até mesmo, anti-americano, principalmente se levarmos em conta os diálogos de alguns personagens que não cansam de falar mal da política do seu próprio país.

As cenas de batalhas empolgam pelo seu visual que se aproxima da realidade. Não há nenhum tipo de embelezamento artificial, é algo cru e por isso, impressiona. A guerra é algo que tem potencial para tornar homens animais. E aqueles homens que já são animais? Eles utilizam a guerra para por em prática seus desejos cruéis e sanguinários, como fica evidente em uma cena chocante que ocorre numa aldeia vietnamita. Este filme contém muitas cenas fortes e perturbadoras, que mostram toda a imbecilidade que foi a guerra do Vietnam.

Nota: 8

– B.K.