Crítica: Poder sem Limites (2012)

Não costumo me alongar muito nos comentários que faço aqui no blog, mas este Poder Sem Limites levanta questões que permitem discussões mais prolongadas, seja pelo lado ousado de sua técnica ou pela própria essência do seu roteiro.

Poder sem Limites traz ares de novidade para os muito explorados filmes de super-heróis e também para os filmes que tem um jeitão de documentário, em que a pessoa que está por trás da câmera faz parte da história, como A Bruxa de BlairCloverfield e [REC].

Aqui temos três jovens americanos típicos. Andrew é magrelo, sofre bullying na escola, convive com o pai alcoólatra que jamais hesita em desferir uma bofetada em sua orelha, por menor que seja o motivo, além de ter que enfrentar a tristeza da perda iminente da mãe doente. Matt é primo de Andrew, curte filosofia e tenta uma aproximação com AndrewSteve é o cara popular, descolado, bom em esportes e em se fazer admirado pelos outros.

Andrew compra uma câmera e resolve sair filmando qualquer coisa que lhe interesse, atitude que deixa o garoto ainda mais propenso a ser sacaneado pelos valentões da escola. Os três vão a uma festa rave, evento um tanto atípico na rotina de Andrew. Nos arredores do local eles descobrem uma passagem no chão que os deixa frente a frente com um cristal estranho e barulhento. Após entrarem em contato com esse objeto misterioso eles percebem que podem controlar objetos com a força do pensamento. Sim, estamos falando de um cristal luminoso que confere o poder da telecinésia para quem o toca.

Piração demais? Pode ser, mas de vez em quando é justamente isso que faz o cinema ser algo tão fascinante: oferecer uma oportunidade escaparmos das leis que regem nosso universo.

Esse estilo de nos mostrar o ponto de vista do personagem funciona muito bem em Poder sem Limites, afinal logo no começo do filme já somos capazes de nos sentir dentro dos acontecimentos, de uma maneira parecida com Cloverfield, mas com uma filmagem menos nauseante. Isso é possível e explicado pelo próprio roteiro, já que o poder da telecinésia permite que Andrew posicione a câmera no ângulo que quiser e sem tremedeiras.


O que também nos aproxima da história é o fato dos personagens serem pessoas reais e tomarem decisões verossímeis, pelo menos para a idade deles. Pensem, um adolescente que acaba de descobrir que possui poderes vai combater o crime ou se divertir? As cenas que mostram os três garotos usando a telecinésia para assustar crianças no mercado, levantar a saia de garotas e mudar um carro de posição para deixar a dona perdida são hilárias. Nesse momento de diversão com os poderes não há nada mais interessante do que voar. Essa sequência pode não ser tecnicamente um primor, mas consegue nos deixar nas nuvens com eles, sentindo toda a adrenalina da situação, algo que só é possível pela filmagem semi-documental.

Mas nem tudo são flores. É evidente que nem todos estão preparados para serem super-heróis. A angústia e a raiva interna de Andrew aos poucos vai ganhando contornos extremamente perigosos. A atuação de Dane DeHaan é um dos motivos do filme ser tão bom. Em menos de 85 minutos somos capazes de sentir pena dele, de rir de suas brincadeiras e de temer pelas suas atitudes.


Não há mais o que falar sem entregar spoilers. Só adianto que a medida que o desfecho se aproxima a ação aumenta em proporções épicas. Uma falha de Poder Sem Limites é a falta de explicações plausíveis para que todos os personagens estejam carregando uma câmera na hora certa, no lugar certo, como a garota que resolve filmar tudo por ter um blog. Sorte que a maioria das filmagens são feitas por Andrew e aí sim temos uma maneira original e orgânica de explicar as gravações.

Eis um filme original, cheio de energia e força. Apesar do final abrir espaço para continuações, existe uma resolução que fecha muito bem quase todas as arestas. O diretor Josh Trank certamente ganhou muita moral com este filme. Parece que ele estará por trás de O Quarteto Fantástico e tudo indica que ele vai realizar mais um grande trabalho.

                                                                                                                                     [ 8/10 ] 

 

 


Crítica: Água Para Elefantes (2011)

Água para Elefantes é uma história de superação que se passa no início dos anos 1930, época da Grande Depressão dos Estados Unidos.  Jacob (Robert Pattinson) estava prestes a se formar em medicina veterinária, mas um desastre envolvendo seus pais o impede de fazer a última prova do curso e tirar a licença. Sem casa, sem dinheiro e sem família, o rapaz acaba arranjando emprego em um circo. Logo, o dono do circo percebe que Jacob tem mais habilidades do que apenas remover o estrume e impedir que malandros assistam aos shows sem pagar.

A história, contada em flashback, acerta quando investe tempo no conhecimento e no amor que Jacob tem pelos animais e também quando August (Cristoph Waltz) fica em cena. Cristoph Waltz entrega um personagem intenso, dono de uma labilidade afetiva impressionante. Ele é capaz de se divertir com Jacob e, alguns segundos depois, ameaçá-lo de um jeito assustador. A relação dele com a mulher e as crises de fúria são outros exemplos da personalidade transtornada de August, que por esses mesmos motivos deve ser considerado um personagem profundo e bem desenvolvido.

Quando o roteiro trabalha o romance de Jacob e a mulher de August as coisas perdem a força. Há um excesso de melodrama que chega a incomodar em certos momentos, mesmo com a ótima atuação de Pattinson e o razoável desempenho de Reese Whiterspoon. De qualquer forma, Água para Elefantes é um filme charmoso, com um ar clássico e nada apelativo. A direção de arte recria de maneira exemplar a época retratada e a narração em off adiciona um agradável ar de fábula para a história. Como um bônus, o humor se faz presente de maneira bem natural, seja em alguns diálogos ou nas peripécias dos animais, em especial da elefanta Rosie e do cachorrinho  jack russel terrier.

Crítica: A Última Estação (2009)

Um retrato cativante dos últimos dias de Léon Tólstoi. O filme mostra um pouco da ideologia do escritor, que se sentia desconfortável com o conforto que possuía. O principal conflito apresentado é o destino dos direitos autorais de suas obras. Enquanto alguns de seus ajudantes o incentivam a passar os direitos para domínio público, a sua mulher quer vendê-los, para assim garantir o futuro monetário dos filhos.

Apesar da escolha pelo idioma inglês, conseguimos nos sentir respirando o ar russo do início do século passado. Os cenários e os figurinos são frutos de um trabalho perfeccionista e colaboram muito para nossa ambientalização. O trabalho dos atores também é digno de louvor. Não poderíamos esperar menos de um elenco desse calibre: Cristopher Plummer, Hellen Mirren, Paul Giamatti e James McAvoy.

Infelizmente, A Última Estação sofre pela irregularidade. Enquanto a primeira metade esbanja bom humor em meio a um ritmo agradável, o terço final é arrastado e insiste em um excesso de sentimentalismo que não consegue comover, mesmo com tão bons atores em cena.

Crítica: Extermínio 2 (2007)

Pode parecer um exagero dar cinco estrelas para um filme de zumbi, mas o fato é que eu gosto de avaliar um filme pelo o que ele se propõe e, dentro do gênero, Extermínio 2 é um trabalho quase que irrepreensível. Muitos temeram pelo pior quando Danny Boyle abandonou o projeto, mas foi com alegria e com um pouco de surpresa que constatamos a imensa qualidade do diretor Juan Carlos Fresnadillo. Desde os primeiros minutos do filme o desespero toma conta dos personagens e de nós também. Os zumbis aqui são extremamente rápidos, violentos e até inteligentes. Fugir deles é tarefa quase impossível, sendo a melhor chance de sobreviver manter-se escondido em um local isolado.  A sequência inicial, que mostra zumbis perseguindo um grupo de pessoas, é cheia de adrenalina e já mostra do que o diretor é capaz. Não posso esquecer também da trilha sonora marcante, que deixa tudo ainda mais envolvente.

Extermínio 2 mostra uma Inglaterra pronta para receber seus moradores novamente. A infecção foi controlada e com isso o povo volta a ter esperança de viver como antes. Tudo corre bem até um inevitável erro ser cometido.

O filme se destaca pelas boas doses de suspense – principalmente quando as crianças perambulam por uma área vazia e proibida de Londres -, pelas cenas extremamente fortes, tanto em termos de violência física como de violência psicológica e também pelo ótimo elenco, que conta com Jeremy Renner, Idris Elba e Robert Carlyle.

Eis um trabalho subestimado que merece um pouco mais de atenção. É ótimo ver um filme de zumbis cujo desfecho é imprevisível e que, em meio a cenas cheias de sangue e morte, tenha um tempinho para fazer críticas relevantes à certas atitudes do ser humano e também à política bélica de alguns países.

Crítica: Através de um Espelho (1961)

Quanto mais eu conheço Bergman, mais eu me fascino. A capacidade do diretor de discutir temas importantes e profundos impressiona e assusta na mesma medida. Através de um Espelho, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1962, é mais um exemplo de sua genialidade.

O filme tem quatro personagens e apenas uma locação. Karin, o irmão dela, o pai e o marido passam um dia juntos em uma ilha isolada. Karin sofre um sério transtorno psiquiátrico. A garota tem alucinações auditivas severas, que em alguns momentos são vozes de comando a obrigando a fazer certas coisas e em outros ela escuta Deus conversando com ela. Esse forte comprometimento da senso-percepção indica esquizofrenia. As coisas pioram quando ela lê no diário do pai que a doença é incurável e que ele pensa em utilizar o quadro clínico da filha como material para um próximo livro.

O que Bergman quer mostrar, a príncipio, é como toda essa situação de Karin afeta psicologicamente as três pessoas mais próximas a ela. Já adianto que é uma experiência difícil observar o ar blasé do pai em relação a filha e o amor exagerado do irmão. É impossível não ser afetado por este ótimo roteiro. A parte técnica também colabora para que o filme nos atinja. A fotografia se destaca pelas imagens poéticas e pela iluminação. Para completar, a trilha sonora de Bach soa melancólica e hipnótica, aumentando ainda mais o tom dramático do que vemos.

Isso tudo permite que o diretor discuta temas mais grandiosos, como um preocupante vazio existencial do ser humano e a presença ou não de um poder maior ao nosso redor. A última cena me deixou absolutamente sem palavras, tamanha a intensidade do diálogo e me fez entender porque muitos consideram Através de um Espelho um dos melhores trabalhos de Bergman.

Crítica: Madrugada dos Mortos (2004)

Espero que você, caro visitante intratecal, não esteja de saco cheio de reviews de filmes de zumbis por aqui. O fato é que, além do meu fascínio pelo tema, decidi fazer uma lista dos melhores filmes de zumbi e para isso estou vivendo uma verdadeira imersão sem freio no assunto.

Madrugada dos Mortos é um remake do fantástico Dawn of the Dead de George Romero, lançado nos idos de 1978 e considerado por muitos como um dos grandes filmes do tema. Tarefa árdua e perigosa para o diretor Jack Snyder, que estreava no cinema com este trabalho.

O resultado? Um grande acerto. Madrugada dos Mortos faz parte do pequeno grupo de remakes que adicionam coisas novas e interessantes sem destruir a essência do material original.

Nos minutos iniciais já somos jogados no meio de uma cidade que vive o caos na forma de zumbis. A maneira com que Zack Snyder filma alguns acidentes automobilísticos causados pelos mortos-vivos impressiona. Acompanhamos a personagem de Sarah Polley nessa introdução frenética e tememos por ela desde o começo.

Os créditos iniciais nos mostram que o apocalipse chegou. São cenas que se parecem com noticiários televisivos, aumentando a tensão e o tom de urgência.

Assim como no original, um grupo de pessoas se reune e busca refúgio em um shopping, já que a cidade está completamente tomada por esses seres violentos. O objetivo do grupo é apenas um: sobreviver. Será que o melhor local para se proteger é o shopping?

Eis um filme de zumbi que se leva sério e que tem autoridade para isso. Claro que o roteiro abre espaço para sequências engraçadas, como quando os sobreviventes praticam tiro ao alvo em zumbis que se parecem com pessoas famosas, mas no geral é um drama de sobrevivência com momentos intimistas e muita ação.

Zack Snyder não economiza na violência. São litros de sangue que jorram por todos os lados, na maioria das vezes de uma maneira criativa. As cenas de ação realmene entretém e demonstram um controle invejável do diretor. Não há do que reclamar em relação a essas cenas, mas fica evidente que Madrugada dos Mortos seria melhor se investisse mais tempo em cenas intimistas. O sentimento de desesperança em relação ao futuro do mundo poderia ter sido mais explorado, assim como o próprio isolamento do grupo. Cenas como aquela em que os personagens tentam dormir e não conseguem devido ao barulho ensurdecedor dos mortos-vivos são as mais marcantes.

O trabalho dos atores está ótimo, principalmente de Sarah Polley, Ving Rhames, que parece um verdadeiro herói de ação e também Ty Burrell, que mostra um timming cômico excelente, algo que passamos a conhecer melhor com o seriado Modern Family.

Infelizmente, o roteiro dá uma enrolada no desenvolvimento da história, com alguns clichês e até forçando algumas situações absurdas. No entanto, isso não atrapalha nossa diversão e o resultado é algo que deve ter deixado George Romero orgulhoso.

Crítica: A Volta dos Mortos Vivos – Parte 2 (1988)

O filme aposta em uma abordagem cômica do tema zumbis, alcançando relativo sucesso. Demora um pouco até que ele demonstre que não quer ser levado a sério. No início chega a incomodar o amadorismo de alguns atores e até mesmo da direção, mas quando ar exagerado torna-se evidente ele diverte. Sem criatividade alguma em termos de história, A Volta dos Mortos Vivos – Parte 2 acompanha um grupo de pessoas fugindo de zumbis em uma cidade abandonada. O que agrada bastante é a ótima maquiagem dos mortos-vivos, que são nojentos, assustadores e engraçados ao mesmo tempo. São várias as cenas que contam com humor eficiente e diálogos bizarramente engraçados, como aquele que compara câncer com a “doença dos mortos-vivos”. Um dos momentos mais interessantes é quando uma homenagem ao clipe de Thriller é feita, com direito até a um Michael Jackson versão zumbi. Se você aguentar os insossos primeiros minutos, vai ver que o restante do filme compensa o esforço.
IMDb

/b. knott

Crítica: Trabalho Sujo (2008)

 

Sem medo de mostrar seu ar indie por todos os cantos, Sunshine Cleaning é um pequeno filme que encanta pela simplicidade e por comover sem soar desonesto. As irmãs Rose (Amy Adams) e Norah (Emily Blunt) precisam de dinheiro. Para tanto, iniciar um negócio próprio de limpar cenas de crime parece uma boa oportunidade. Os primeiros trabalhos demonstram o amadorismo delas, o que gera boas risadas, além de situações um tanto mórbidas. Como querem crescer no ramo, elas não poupam esforços para se aperfeiçoarem e investem em seminários, produtos eficientes e até publicidade. O pequeno filme vai se agigantando junto com a cativante Amy Adams. Rose sempre se mostrou uma mulher determinada e com pensamento positivo, mesmo tendo que se esforçar bastante para cuidar do filho e da irmã. Só que chega uma hora que ela repensa a própria vida, caindo em uma crise existencial. A maneira como o roteiro se aprofunda em relação ao passado das duas irmãs é digna de nota. É difícil não se importar com elas e torcer de todo o coração para que alcancem seus objetivos. Pode-se dizer que houve um pequeno exagero em alguns temas clichês, mas tudo acontece de um jeito tão sincero que isso não se torna um problema. Boas surpresas estão reservadas ao longo dos 90 minutos e é inevitável não ver os créditos subindo com um sorriso bobo no rosto.
IMDb

/b. knott

 

Crítica: Uma Manhã Gloriosa (2010)

 

Uma Manhã Gloriosa não é um filme que revolucione o gênero comédia, mas o fato é que bons momentos de humor são encontrados aqui, muito em função da atuação cheia de energia de Rachel McAdams. Ela interpreta Becky Fuller, uma produtora de televisão que se vê trabalhando no Daybreak, um programa matutino fadado ao fracasso.

Becky é uma workaholic ao extremo. Ela simplesmente não para.  Parece que ela está impulsionada por litros de café e Red Bull, sempre atrás de alguma matéria interessante que possa aumentar a audiência do programa. Ainda que o roteiro exagere na tentativa de nos fazer rir atráves do humor pastelão, Rachel McAdams nos conquista com sua presença de espírito e doçura.

Uma ideia para fazer o programa funcionar é ter Mike Pomeroy (Ford) como âncora. Ele é um jornalista renomado, vencedor de vários prêmios importantes. Vê-lo trabalhando no apelativo horário da manhã, esbanjando arrogância e sarcasmo, é garantia de boas risadas.

Apesar das qualidades, o filme sofre por ser formulaico e ter aquele ar de “mais do mesmo”. Quase nada é original e o rumo das coisas é fácil de advinhar. A trilha sonora em alguns momentos exagera na melosidade e prefiro nem comentar o romance, que é previsível, forçado e não colabora em nada para a história.

Deixando essas irregularidades de lado, podemos sim curtir os bons momentos de Uma Manhã Gloriosa, que não tem pretensão alguma, a não ser divertir.
IMDb

/b.k.

Crítica: Distante nós Vamos (2009)


Um road movie concebido por Sam Mendes em que pode ser encontrado sentimentalismo sincero, um pouco de humor e algumas peculiaridades às vezes exageradas. O filme tem um estilo completamente diferente dos outros do diretor. Uma mudança de ares que fez bem para ele.

O casal vivido por John Krasinski (de The Office) e Maya Rudolph (de Saturday Night Live) está em busca de um novo lugar para morar e criar o filho que em breve vai nascer. No caminho, eles encontram vários casais e observam suas maneiras de criar os filhos e de como se relacionam como marido e mulher. Algumas experiências os assustam, mas outras os tocam emocionalmente. Essa mistura de sensações vividas pelo casal é o grande charme do filme.

Ajudado pela linda trilha sonora, pela química dos protagonistas e por uma sequência final com potencial para arrancar algumas lágrimas, Distante nós Vamos vai conquistando aos poucos e de maneira irreversível. Não dá para negar que é um trabalho irregular, mas no geral é um acerto de Sam Mandes.
IMDb

Crítica: Terror nas Trevas (1981)

Eu estava empolgado com o diretor Lucio Fulci até assistir a Terror nas Trevas, mais conhecido como The Beyond. O filme tem muitos entusiastas por aí, mas o jeitão dele não me agradou nem um pouco. A história gira em torno de um hotel que esconde uma das 7 portas do inferno. E é claro que da tal porta sairá algo extremamente maligno, no caso zumbis assassinos. Muitos adoram a falta de coerência interna dos trabalhos de Fulci, mas aqui essa tendência prejudica de maneira irreversível a fluidez da história. Por incrível que pareça é algo cansativo de se assistir, mesmo com a curta duração e com uma ou outra boa cena de gore, como a das aranhas donas de um certo tropismo pela mucosa oral. Pois é,  um dos melhores momentos de um filme de zumbis tem aranhas como personagens principais. Isso não pode estar certo. Para completar, a trilha sonora simplesmente não combina com as cenas. Mais parecem aquelas músicas pentelhas de video-games antigos. Tudo isso mata qualquer chance de suspense e tensão, aspectos que enriquecem bastante os filmes de zumbis. Tudo não passa de um amontoado de cenas desconexas, um roteiro que não empolga e com muito pouco para acrescentar a este amado gênero.
IMDb

/b. knott

– Sei que este filmes tem admiradores. Alguém pode me dizer os pontos positivos de The Beyond?