Crítica: O Homem ao Lado (2009)

Tudo se inicia com uma parede sendo destruída para a construção de uma janela. Algo que em um primeiro olhar parece banal, ganha contornos de verdadeira afronta de um vizinho contra o outro. Leonardo se revolta com a janela construída de frente para a sua casa, alegando que isso vai acabar com sua privacidade. Victor não aceita os argumentos de Leonardo e pretende levar o projeto até o fim. O roteiro é simples, mas mostra situações comuns em qualquer lugar do mundo, que são as discussões entre vizinhos e permite que o filme em alguns momentos tenha um ar de suspense, já que não sabemos do que o excêntrico Victor é capaz. Somos inclinados a ficar do lado de Victor, afinal é impossível criar simpatia por Leonardo, um personagem inexpressivo, que não se relaciona bem com a filha e nem com a mulher e que se vangloria perante os outros de ter tomado alguma atitude corajosa, mas que na realidade demonstra ser covarde a cada investida de Victor. Não nego que em uma cena senti pena de Leonardo, pois ele havia acabado de encontrar uma solução pacífica para a situação, mas a sua mulher o pressiona de uma maneira irritante. O Homem ao Lado não é um filme muito especial, mas a curiosidade para saber como tudo vai terminar é grande, segurando nossa atenção até o fim.
7/10