Crítica: Os Famosos e os Duendes da Morte (2009)

Sempre me anima ver um filme brasileiro cujo tema principal não é a violência. O diretor estreante Esmir Filho emprega um ritmo lento e contemplativo para contar a história de um garoto sem nome, fã de Bob Dylan e que utiliza o apelido de Mr. Tambourine Man para expor seus sentimentos em um blog. Ele não aguenta mais viver em uma cidade tão pequena, tão pacata, que é chamada por ele de “Cu do Mundo”. Aos poucos, acontecimentos passados vão sendo revelados e o filme ganha em densidade e poesia. Esmir Filho parece não se importar muito com o cinema comercial. São várias as sequências levemente arrastadas, mas nunca cansativas. Elas servem para evidenciar o bucolismo do local e também a angústia do personagem principal. Passamos a sentir na pele toda essa mistura de sentimentos do garoto, algo essencial para que o filme funcione. Outros trabalhos muito interessantes podem sair dessa mente cheia de sensibilidade de Esmir Filho, um diretor muito promissor.
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/b. knott

Música da Semana: Bob Dylan – Changing Of The Guards

Bob Dylan

Na ativa desde 1959, Bob Dylan é um cara que dispensa comentários. Ele é um dos nomes mais conhecidos e influentes do mundo da música. A sonoridade de Bob Dylan transita pelos mais diversos estilos, do folk ao rock, do blues ao country e assim por diante. Aliás, essas várias facetas dele foram exploradas de maneira interessante no filme “Não Estou Lá“. A vasta carreira do cantor nos proporciona uma infinidade de obras-primas, uma delas é essa que disponibilizo aqui.

Changing Of The Guards (do álbum Street Legal – 1978)

Sixteen years
Sixteen banners united over the field
Where the good shepherd grieves
Desperate men, desperate women divided
Spreading their wings ’neath the falling leaves

Fortune calls
I stepped forth from the shadows, to the marketplace
Merchants and thieves, hungry for power, my last deal gone down
She’s smelling sweet like the meadows where she was born
On midsummer’s eve, near the tower

The cold-blooded moon
The captain waits above the celebration
Sending his thoughts to a beloved maid
Whose ebony face is beyond communication
The captain is down but still believing that his love will be repaid

They shaved her head
She was torn between Jupiter and Apollo
A messenger arrived with a black nightingale
I seen her on the stairs and I couldn’t help but follow
Follow her down past the fountain where they lifted her veil

I stumbled to my feet
I rode past destruction in the ditches
With the stitches still mending ’neath a heart-shaped tattoo
Renegade priests and treacherous young witches
Were handing out the flowers that I’d given to you

The palace of mirrors
Where dog soldiers are reflected
The endless road and the wailing of chimes
The empty rooms where her memory is protected
Where the angels’ voices whisper to the souls of previous times

She wakes him up
Forty-eight hours later, the sun is breaking
Near broken chains, mountain laurel and rolling rocks
She’s begging to know what measures he now will be taking
He’s pulling her down and she’s clutching on to his long golden locks

Gentlemen, he said
I don’t need your organization, I’ve shined your shoes
I’ve moved your mountains and marked your cards
But Eden is burning, either brace yourself for elimination
Or else your hearts must have the courage for the changing of the guards

Peace will come
With tranquillity and splendor on the wheels of fire
But will bring us no reward when her false idols fall
And cruel death surrenders with its pale ghost retreating
Between the King and the Queen of Swords

/ bob dylan