Crítica: O Homem que Mudou o Jogo (2011)

Você não precisa entender de baseball para gostar de O Homem que Mudou o Jogo, mas ajuda. Existe muita coisa aqui que pode ser transportada para o mundo de outros esportes, até mesmo do futebol. Falo, por exemplo, da diferença entre times grandes e pequenos. É tão fácil montar um time bom se você tem os milhões para isso, mas se o seu time é pobre e não consegue manter os jogadores importantes como vai ganhar títulos? Essa é uma situação muito bem retratada no filme e que serve como ponto de partida para o ponto principal dele: a criação de um novo método para montar um time de baseball vencedor. Ao invés de utilizar a experiência e intuição de olheiros, o manager da equipe Oakland Raiders, Billy Beane, resolve apostar nas ideias de um jovem formado em economia em Yale. A ideia é utilizar um software que produz diversas estatísticas sobre vários atletas, chegando-se assim nos jogadores ideais em termos de custo-benefício.

Não são muitas as cenas dos jogos em si, o foco está nos bastidores, nas pessoas que fazem as coisas acontecerem e geralmente só são lembradas nas derrotas. Outro detalhe interessante, é que não temos aqui aqueles discursos motivacionais à la Coração Valente, Billy Beane prefere falar com os jogadores de uma maneira mais intimista, com comentários pontuais.

O Homem que Mudou o Jogo é baseado em fatos reais e até que ponto é verdade eu não sei. Baseball realmente não é o meu esporte. De qualquer forma, não tem como não se conectar emocionalmente com uma pessoa como Billy Beane, que quer fazer de tudo para ser campeão. Ele dá algumas declarações marcantes, como quando diz que odeia perder mais do que gosta de ganhar. Além disso, ele mesmo foi um jogador, uma eterna promessa que nunca vingou. Quantos jogadores de futebol temos por aí com essa mesma sina?

Eis aqui um filme bem escrito (Aaron Sorkin, mais uma vez), com atuações consistentes de Brad Pitt e Jonah Hill e com alguns momentos que atingem em cheio os amantes de esportes em geral.
8/10