Crítica: De Volta para o Futuro (1985)

Uma das trilogias mais amadas do cinema não poderia ficar de fora do Cultura Intratecal. Honestamente, já perdi as contas de quantas vezes assisti aos três filmes, sempre vibrando com as sequências de ação e admirando todos os detalhes e semelhanças em relação a Hill Valley de 1885, 1955, 1985 e 2015.

O primeiro é o meu preferido da trilogia, por pouco, mas é.

Toda a aventura de Marty McFly nos anos 1950 me fascina. Sem querer, ele acaba interferindo no relacionamento dos próprios pais, algo que pode ter consequências desastrosas.

As risadas estão garantidas nos momentos em que Marty, típico garoto dos anos 80, se complica com as diferenças encontradas nos anos 50, como no fato de não existir a “Pepsi Free” que ele gosta e na dificuldade que ele tem ao tentar abrir uma garrafa de refrigerante.

Mais do que isso, De Volta para o Futuro brinca com nosso imaginário ao mostrar Marty vendo o dia a dia dos pais quando jovens e interagindo com eles. Acredito que todos já pensaram em como deviam ser as coisas na época dos pais e o filme oferece isso de um jeito bem divertido.

Para completar, somos conquistados quando o roteiro nos faz acreditar que uma ação é capaz de mudar todo o nosso futuro. É isso que George McFly prova quando enfrenta Biff Tanen e muda a sua vida para melhor. A diferença da “química” entre George e Lorraine no início e no fim impressiona, assim como outros detalhes.

As vezes nem pensamos sobre isso, mas certas atitudes que tomamos são cruciais para nos definirem. De Volta para o Futuro mostra isso de maneira engraçada e encantadora. Pena que na vida real não dá pra voltar no tempo caso a gente tenha feito uma escolha errada.