Crítica: Capitão América: O Primeiro Vingador (2011)

 

O Capitão América e seu uniforme que esbanja patriotismo jamais me chamaram a atenção. É aquele tipo de herói que para mim sempre foi neutro. Nunca me empolguei com suas histórias, mas também elas nunca me causaram aversão. Meu sentimento em relação a ele após 2 horas de filme é exatamente o mesmo. Não sei se o material é sem graça desde suas origens, mas o fato é que o diretor Joe Johnston não conseguiu transformar o Capitão América em um personagem interessante. No final das contas, o filme serve apenas para mostrar como Steve Rogers se transforma no herói fantasiado de bandeira americana e para nos deixar ansiosos por Os Vingadores.
Por que o filme não empolga? Um dos motivos é a falta de ousadia. Em nenhum momento percebemos alguma tentativa de arriscar coisas diferentes. Ele tem um ar retrô e um estilo que remete a filmes clássicos de super-heróis, incluindo um vilão megalomaníaco cujo objetivo é dominar o mundo, um herói com tendências altruístas e sem falhas de caráter e um romance nada convincente. Como homenagem funciona relativamente bem, mas como uma adaptação de HQ em pleno século 21 o resultado é fraco. Onde está a profundidade e o ar sombrio de um Batman, o humor eficiente de um Homem de Ferro, as questões sociais de um X-Men ou as características mais do que humanas de um Homem-Aranha?
Felizmente, o filme é dono de um ritmo agradável, de atuações regulares e de cenas de ação com alguns bons momentos. E só. No mais, que venham os vingadores em 2012.
6/10