Crítica: Frozen: Uma Aventura Congelante (2013)

frozen-uma-aventura-congelanteInvestindo em um estilo ao mesmo tempo clássico e moderno, Frozen é um grande acerto da Disney. Com ritmo ágil e uma história repleta de magia, esta animação é capaz de agradar a toda família. Sentimos uma atmosfera bem nostálgica e relembramos de alguns marcantes trabalhos do estúdio, como A Pequena Sereia, Tarzan, Pocahontas e A Bela e A Fera.

Temos aqui a história das princesas Elsa e Anna, duas irmãs unidas que se distanciam após Elsa acreditar não ser mais capaz de controlar os seus poderes. Elsa consegue criar gelo e fazer nevar, mas sem querer acaba machucando a irmã mais nova, por isso escolhe se isolar. No dia da coroação de Elsa, ocorre um desentendimento, ela se irrita e decide viver sozinha no topo de uma montanha, não sem antes congelar o verão e fazer o reino de Arendelle entrar em um rigoroso inverno. Anna decide ir em busca da irmã, contando com a ajuda de Kristoff, da simpática rena Sven e do boneco de neve falante Olaf.

Frozen: Uma Aventura Congelante é daquelas animações que divertem e emocionam. A relação das duas irmãs é o grande destaque, assim como o processo de auto-aceitação de Elsa, algo que fica muito comovente no número musical Let it Go. Aliás, as músicas são uma constante e mesmo que não sejam absolutamente memoráveis, estão longe de serem cansativas. Claro que o romance se faz presente, até com direito a uma reviravolta previsível, mas o filme será lembrado mesmo pelo forte vínculo entre as irmãs Elsa e Anna.
8/10

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Crítica: O Ursinho Pooh (2011)

Durante 51 minutos O Ursinho Pooh proporciona um clima nostálgico dos mais agradáveis. Não dá para analisar o filme sem levar em conta o fato de que você cresceu assistindo ao desenho. Ao ver Puff, Leitão, Abel, Tigrão e Bisonho fazendo das suas, é impossível não se lembrar da época em que você era criança e não tinha muitas preocupações, uma época em que você era feliz sem exigir muito.

A história é contada de uma maneira clássica. O humor está presente em todo o desenho e de várias formas. Rimos das gags visuais, dos trocadilhos (que funcionam melhor na versão original em inglês), da ingenuidade dos personagens e da falta de um raciocínio mais apurado por parte deles. A animação está recheada de números musicais e infelizmente nem todos são inspirados, exceto aquele sobre o maligno monstro Backson, que é um dos melhores momentos do filme.

Existe ainda uma pequena lição de moral no fim que pode parecer bobinha, mas é de grande importância dado o mundo egoísta em que vivemos.

O Ursinho Pooh nos dá uma oportunidade para deixar de lado a violência, o cinismo, a inveja e outros males e aproveitar um mundo encantadoramente idílico.
9/10 

Crítica: Enrolados (2010)




É fácil constatar que as animações estão ficando cada vez melhores. Hoje em dia temos a certeza de que pelo menos duas ótimas animações serão lançadas a cada ano. Claro que isso se deve e muito a Pixar, mas existe vida inteligente em outros estúdios, como a DreamWorks e agora a Disney, que parece ter se reinventado de uma maneira positiva.

Enrolados oferece sangue novo para a história da Rapunzel e seus cabelos quilométricos. A essência é a mesma, mas tantas coisas boas foram adicionadas que podemos dizer que trata-se de um novo desenho. Quando ainda era um bebê, Rapunzel foi raptada do castelo dos pais pela malvada Gothel, que trancafiou a garota numa enorme torre e por anos se aproveitou da mágica do cabelo do Rapunzel para permanecer jovem. A garota não vê a hora de explorar o mundo lá fora, apesar dos perigos mencionados pela mãe. A oportunidade aparece na pessoa de Flynn, um habilidoso ladrão.

A animação tem uma carga de energia muito grande e é ótima para ser apreciada no 3D. É impossível ficar entediado com tamanha presença de espírito por parte dos roteiristas, que criam humor com facilidade e apresentam personagens memoráveis, como o camaleão superprotetor, o cavalo orgulhoso e estiloso e um mímico um tanto excêntrico. Não sou muito fã de números musicais em desenhos, mas aqui eles funcionam bem. Os estúdios Disney ainda não alcançaram o nível de excelência dos parceiros da Pixar, mas se outras animações divertidas e tocantes como Enrolados forem produzidas é uma ambição possível.

Título original: Tangled
Ano: 2010
País: USA
Direção: Nathan Greno, Byron Howard
Roteiro: Dan Fogelman
Duração: 100 minutos
Elenco: Mandy Moore, Zachary Levi, Donna Murphy, Ron Perlman

/ enrolados (2010) –
bruno knott,
sempre.

Toy Story 3


Título original: Toy Story
Ano: 2010
Diretor: Lee Unkrich

Apesar de ter gostado muito do filme, não acho que seja o melhor trabalho da PIXAR. Posto que na minha concepção é ocupado por Wall-E. De qualquer forma, Toy Story 3 é um magnífico trabalho de animação, que oferece excelentes doses de humor, ação, aventura e sentimentalismo sincero. Neste terceiro filme, Andy já não é mais uma criança e esta prestes a ir para a faculdade. Woody, Buzz, Jesse e os demais brinquedos não fazem mais parte da vida de Andy, fato que os leva a um tocante estado de carência.

Qual o destino dos brinquedos? O lixo, o sotão ou a creche? Por um engano da mãe de Andy os brinquedos acabam na creche e lá eles terão que enfrentar as mais diversas situações. O diretor Lee Unkrich cria cenas de extrema qualidade no quesito ação, transformando o filme numa experiência muito empolgante nesse sentido, principalmente no 3-D. O personagem Ken é o grande destaque quando a intenção é nos fazer rir. Praticamente todas as suas cenas são hilárias, ainda mais quando a Barbie está por perto. Não posso esquecer tambem do Buzz versão espanhol.

Para mim o que mais vai ficar marcado é o clímax. Todo o esforço dos brinquedos de escapar do inevitável fim é algo legendário, assim como a atitude comovente que eles tomam. É uma demonstração de amizade que emociona profundamente, do mesmo jeito que os 10 minutos iniciais de UP e os 20 de Wall-E, por exemplo. Se não dou uma nota maior é porque esperava mais por todo os elogios que o filme recebeu e por não achar ele tão perfeito como Wall-E.


Nota: 8

– bruno knott