Crítica: Um Método Perigoso (2011)

Os melhores momentos de Um Método Perigoso estão nas conversas entre Freud e Jung, os personagens principais deste novo trabalho de Cronenberg que nos faz mergulhar nos primeiros dias da psicanálise. Alguns diálogos estão recheados de um tom mais acadêmico, mas isso não atrapalha a nossa experiência como um todo. Infelizmente não dá para dizer o mesmo quando o assunto é o ritmo, que é um tanto irregular, sendo bem monótono de vez em quando.
Keira Knightley tem uma performance que divide opiniões, exaltada por uns e criticada por outros quase que na mesma intensidade. Para mim ela exagerou na sua caracterização, nos dando um verdadeiro exemplo do overacting. Outro pecado do filme é a falta de algum acontecimento realmente impactante, de forma que ele perde a força sobre nós assim que os créditos aparecem na tela.
O que fica de bom é mais uma boa atuação de Viggo Mortensen, um ator que claramente se entrega aos seus papéis, realizando um trabalho de pesquisa bem sério na composição de seus personagens. Se Cronenberg não foi brilhante, pelo menos ele dá um ar clássico para a história, fazendo uso de ótimos recursos de direção e fotografia para transmitir o lado emocional de Freud, Jung e Sabina.
6/10
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