Review: The Killers – Battle Born

1 Flesh and Bone  8/10
2 Runaways  9/10
3 The Way it Was  10/10
4 Here with Me  8/10
A Matter of Time  6/10
Deadlines and Commitments  8/10
Miss Atomic Bomb  8/10
8 The Rising Tide  7/10
9 Heart of a Girl  8/10
10 From Here on Out  6/10
11 Be Still  7/10
12 Battle Born  8/10
13 Carry Me Home (bonus)  8/10
14 Flesh and Bone (Jacques Lu Cont Remix) (bonus) 8/10
15 Prize Fighter (bonus)  9/10

Se você escutar Battle Born torcendo para estar diante de um novo Hot Fuss é melhor pensar duas vezes. Ao contrário de inúmeras bandas que vivem se repetindo, o The Killers mostra que não tem medo de arriscar. Usando elementos dos álbuns anteriores e até mesmo de Flamingo – o trabalho solo de Brandon Flowers -, juntamente com as influências principais da banda, como Bruce Springsteen e U2, Battle Born nos oferece um som bastante nostálgico, mas que não nega o desejo de também ser atual.

O álbum possui um bom equilíbrio entre baladas românticas e introspectivas, músicas mais agitadas e aquelas que soam épicas, feitas para serem uma experiência inesquecível ao vivo. O nome Battle Born vem da bandeira do estado de Nevada e funciona como uma lembrança do nascimento desse estado em meio a Guerra Civil americana. A banda está cada vez mais se associando às suas raízes, praticamente nos colocando naquele cenário desértico e cheio de luzes de neon. As letras aqui são um grande destaque. Elas são retratos de situações comuns, que podem estar ao alcance de cada um de nós. Brandon coloca tanta sinceridade e intensidade nas letras e na maneira como canta que chega a arrepiar. Apesar de alguns temas um tanto melancólicos, como relacionamentos que não deram certo ou um pai que foge de suas responsabilidades, existe bastante positividade e esperança de dias melhores, seja em uma história de amor com seus altos e baixos como em The Way it Was ou em um recado para nunca negarmos nossa essência, em Be Still: “Soon enough, you’ll be on your own, steady and straight and if they drag you in the mud, It doesn’t change what’s in your blood“.

O The Killers não é mais uma banda indie tentando emplacar alguns hits. Eles já alcançaram o status daquelas bandas que levam multidões para os shows e que são extremamente influentes, não só em termos musicais. Após quatro álbuns de grande qualidade, o quarteto de Lás Vegas já atingiu a maturidade musical, nos dando a certeza de que ainda vão fazer muitas coisas boas no futuro.
9/10 

/Qual a sua música preferida do Battle Born? Qual a que menos gostou?

THE KILLERS – THE RISING TIDE (LETRA)

The Rising Tide

The streets of persuasion
Are plated with gold
Your heart’s in the right place
But you traveled down the wrong road

Like so many before you
The gates open wide
Here come the rising tide

Let’s go out tonight
There’s a mystery underneath the neon light

Before life and the dream collide
Cause the truth gonna come and cut me open wide
And you can’t escape the rising of the tide

Keep up your appearance
You’re joining the choir
With everybody singing out
Glory, Hallelujah
The time came for your solo
But there was nowhere to hide
Here come the rising tide

And the company you keep
Well, they plan your crucifixion as we speak

So baby, ‘till life and the dream collide
There’s gonna be a mystery underneath those neon lights

If you can’t decide for just who’s on your side
You and I escape the rising of the tide

Can you tell me how was I deceived or in denial?
I was there in the back of the room when you touched the fire

With your pitchfork tongue
You lick your lips and lie
We’re never gonna know how hard you cry
When you petition and your access was denied

‘Till the venom in your veins is satisfied
‘Till you suffocate and swallow down your pride

Where you can’t escape
Can’t escape the rising of the tide
Where you can’t escape
Can’t escape the rising of the tide

The Killers – Runaways LYRICS

 

Runaways
Blond hair blowin’ in the summer wind
A blue-eyed girl playin’ in the sand
I’d been on her trail for a little while
But that was the night that she broke down and held my hand
A teenage rush
She said, “Ain’t we all just runaways? We got time”
But that ain’t much
We can’t wait ‘til tomorrow
You gotta know that this is real, baby, why you wanna fight it?
It’s the one thing you can choose, oh!

We got engaged on a Friday night
I swore on the head of our unborn child
That I could take care of the three of us
But I got the tendency to slip when the nights get wild
It’s in my blood
She said she might just runaway somewhere else
Someplace good
We can’t wait ‘til tomorrow
You gotta know that this is real, baby, why you wanna fight it?
It’s the one thing you can choose
Let’s take a chance baby, we can’t lose

Ain’t we all just runaways?
I knew it when I met you, I’m not gonna let you runaway
I knew it when I held you, I wasn’t lettin’ go!

We used to look at the stars and confess our dreams
Hold each other ‘til the morning light
We used to laugh, now we only fight
Baby are you lonesome now?

At night I come home after they go to sleep
Like a stumbling a ghost, I haunt these halls
There’s a picture of us on our wedding day
I recognize the girl but I can’t settle in these walls

We can’t wait ‘til tomorrow
Oh we’re caught up in the appeal baby, why you wanna hide it?
It’s the last thing on my mind (Why you wanna hide it?)
I turn the engine over and my body just comes alive

Oh! Oh! Oh!

Ain’t we all just runaways?
Yeah, runaways
Ain’t we all just runaways?
Yeah

Frank Ocean – Channel Orange

Channel Orange

1 Start
2 Thinkin Bout You
3 Fertilizer
4 Sierra Leone
5 Sweet Life
6 Not Just Money
7 Super Rich Kids
8 Pilot Jones
9 Crack Rock (clique e ouça)
10 Pyramids
11 Lost (clique e ouça)
12 White
13 Monks
14 Bad Religion
15 Pink Matter
16 Forrest Gump (clique e ouça)
17 End

Frank Ocean é uma das vozes mais talentosas do R&B moderno, junto com The Weeknd. Channel Orange demonstra o seu enorme crescimento em termos de letras e produção. Não é um álbum perfeito, mas a maioria das músicas é repleta de intensidade e inspiração. Os temas vão de histórias de amor, drogas, religião e muito mais, sempre com qualidade, alternando momentos melódicos com outros extremamente empolgantes. Possivelmente, top 10 de 2012.
9/10

Hot Chip – In Our Heads (2012)

In Our Heads [2012]

Motion Sickness
How Do You Do?
Don’t Deny Your Heart
Look at Where We Are
These Chains
Night & Day
Flutes
Now There Is Nothing
Ends of the Earth
10 
Let Me Be Him
11 
Always Been Your Love

In Our Heads talvez não seja um álbum tão bom como o antecessor One Life Stand, mas ele é um retrato da evolução do Hot Chip, que vem se firmando como um dos melhores exemplos do indie mais dançante e com pegada eletrônica. Motion Sickness, How Do You Do? e Night & Day nos conquistam logo na primeira ouvida graças ao ritmo contagiante e as letras bem trabalhadas. As outras músicas de In Our Heads são mais calmas e demoram um certo tempo para começarem a agradar, mas isso fatalmente acontece, comprovando toda a qualidade deles.

Crítica: Poder sem Limites (2012)

Não costumo me alongar muito nos comentários que faço aqui no blog, mas este Poder Sem Limites levanta questões que permitem discussões mais prolongadas, seja pelo lado ousado de sua técnica ou pela própria essência do seu roteiro.

Poder sem Limites traz ares de novidade para os muito explorados filmes de super-heróis e também para os filmes que tem um jeitão de documentário, em que a pessoa que está por trás da câmera faz parte da história, como A Bruxa de BlairCloverfield e [REC].

Aqui temos três jovens americanos típicos. Andrew é magrelo, sofre bullying na escola, convive com o pai alcoólatra que jamais hesita em desferir uma bofetada em sua orelha, por menor que seja o motivo, além de ter que enfrentar a tristeza da perda iminente da mãe doente. Matt é primo de Andrew, curte filosofia e tenta uma aproximação com AndrewSteve é o cara popular, descolado, bom em esportes e em se fazer admirado pelos outros.

Andrew compra uma câmera e resolve sair filmando qualquer coisa que lhe interesse, atitude que deixa o garoto ainda mais propenso a ser sacaneado pelos valentões da escola. Os três vão a uma festa rave, evento um tanto atípico na rotina de Andrew. Nos arredores do local eles descobrem uma passagem no chão que os deixa frente a frente com um cristal estranho e barulhento. Após entrarem em contato com esse objeto misterioso eles percebem que podem controlar objetos com a força do pensamento. Sim, estamos falando de um cristal luminoso que confere o poder da telecinésia para quem o toca.

Piração demais? Pode ser, mas de vez em quando é justamente isso que faz o cinema ser algo tão fascinante: oferecer uma oportunidade escaparmos das leis que regem nosso universo.

Esse estilo de nos mostrar o ponto de vista do personagem funciona muito bem em Poder sem Limites, afinal logo no começo do filme já somos capazes de nos sentir dentro dos acontecimentos, de uma maneira parecida com Cloverfield, mas com uma filmagem menos nauseante. Isso é possível e explicado pelo próprio roteiro, já que o poder da telecinésia permite que Andrew posicione a câmera no ângulo que quiser e sem tremedeiras.


O que também nos aproxima da história é o fato dos personagens serem pessoas reais e tomarem decisões verossímeis, pelo menos para a idade deles. Pensem, um adolescente que acaba de descobrir que possui poderes vai combater o crime ou se divertir? As cenas que mostram os três garotos usando a telecinésia para assustar crianças no mercado, levantar a saia de garotas e mudar um carro de posição para deixar a dona perdida são hilárias. Nesse momento de diversão com os poderes não há nada mais interessante do que voar. Essa sequência pode não ser tecnicamente um primor, mas consegue nos deixar nas nuvens com eles, sentindo toda a adrenalina da situação, algo que só é possível pela filmagem semi-documental.

Mas nem tudo são flores. É evidente que nem todos estão preparados para serem super-heróis. A angústia e a raiva interna de Andrew aos poucos vai ganhando contornos extremamente perigosos. A atuação de Dane DeHaan é um dos motivos do filme ser tão bom. Em menos de 85 minutos somos capazes de sentir pena dele, de rir de suas brincadeiras e de temer pelas suas atitudes.


Não há mais o que falar sem entregar spoilers. Só adianto que a medida que o desfecho se aproxima a ação aumenta em proporções épicas. Uma falha de Poder Sem Limites é a falta de explicações plausíveis para que todos os personagens estejam carregando uma câmera na hora certa, no lugar certo, como a garota que resolve filmar tudo por ter um blog. Sorte que a maioria das filmagens são feitas por Andrew e aí sim temos uma maneira original e orgânica de explicar as gravações.

Eis um filme original, cheio de energia e força. Apesar do final abrir espaço para continuações, existe uma resolução que fecha muito bem quase todas as arestas. O diretor Josh Trank certamente ganhou muita moral com este filme. Parece que ele estará por trás de O Quarteto Fantástico e tudo indica que ele vai realizar mais um grande trabalho.

                                                                                                                                     [ 8/10 ] 

 

 


2012 (2009)


Cotação: 5

Roland Emmerich é evidentemente fascinado por filmes-catástrofe e 2012 é a terceira investida do diretor no gênero. Quem gosta do cinema com abuso de efeitos especiais pode até gostar deste aqui, mas fica claro que trata-se de um filme extremamente irregular e um tanto cansativo. Não que Independence Day e O Dia Depois de Amanhã sejam exemplares, mas eles mantém nossa diversão e o nosso interesse na maior parte do tempo.

Segundo o calendário Maia em 2012 o mundo chega ao fim e é com essa previsão que foi feito todo o marketing do filme. É uma ideia interessante, que infelizmente foi muito pouco aproveitada no roteiro. Em uns 75% do tempo somos bombardeados com cenas de destruição muito bem executadas. Tudo foi feito numa escala monumental. Você pode ver Tsunamis inundando cidades, terremotos consumindo ruas, carros, casas e até a erupção de um gigantesco vulcão. O problema é que dificilmente alguém consegue se importar com os personagens e com as histórias pra lá de clichês deles. Chega um momento em que a ação já enjoou e como não dá para nos satisfazermos com a história em si, queremos mais é que o filme termine mesmo.

Gosto bastante de John Cusack, mas aqui ele está no piloto automático, assim como a maioria do elenco. O único destaque fica para Woody Harrelson, interpretando um cara louco, altamente chapado e cheio de teorias da conspiração. Aliás, há um exagero enorme no número de personagens paralelos. Se alguns deles não existissem 2012 seria um filme mais enxuto e automaticamente mais interessante.


Título original:
2012
Ano: 2009
País: EUA
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser
Duração: 158 minutos
Elenco: John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Woody Harrelson, Danny Glover, Morgan Lily

.site oficial
.IMDb

/bruno knott