Review: Um Lugar Qualquer (2010)



Ao empregar uma narrativa nada convencional, este novo trabalho de Sofia Coppola afasta o público mais apressado e desejoso de ver tudo mastigado. As longas cenas que se desenrolam sem cortes e, aparentemente, sem muita coisa acontecendo, são essenciais para o propósito da diretora de desglamourizar a vida de uma estrela de cinema, focando em seu isolamento físico e emocional.

Johnny Marco é um famoso ator de Hollywood que tem tudo o que o dinheiro pode comprar, começando por uma Ferrari. Álcool, cigarros e mulheres são presenças constantes na vida de Johnny, interpretado de maneira precisa por Stephen Dorff. É difícil ter simpatia pelo personagem, pois o distanciamento criado por Coppola é grande, mas logo percebemos que ele não é uma pessoa ruim, já que trata bem os funcionários dos estabelecimentos que frequenta e tem uma boa relação de amizade com a filha, apesar de não ser um pai presente devido ao trabalho.

Um Lugar Qualquer não apresenta um começo, meio e fim bem definidos, mais parece que Coppola coloca uma câmera perseguindo Johhny e deixa as coisas acontecerem. Apesar disso, há um momento de percepção própria de Johnny que pode ser chamado de clímax. Se você não se importar nada com a cena, o filme não te convenceu, mas se você sentir um pouco de pena, vai perceber que pelo menos uma empatia foi criada e aí você compreende e aceita os meios que a diretora usou para demonstrar suas intenções.

Título original: Somewhere
Ano: 2010
País: USA
Direção: Sofia Coppola
Roteiro: Sofia Coppola
Duração: 97 minutos
Elenco: Stephen Dorff, Elle Fanning, Chris Pontius

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Review: Tron – O Legado (2010)


Nota: 6

Você já deve ter lido em outros blogs e em sites especializados que Tron é dono de um roteiro pífio que é compensado pelos efeitos visuais. E é bem por aí. Ainda não assisti ao filme de 82, mas acredito que os acontecimentos mais importantes daquela versão foram recontados na cena inicial, o que impede de ficarmos perdidos. Na verdade, não tem como ficar perdido, pois a história é muito simples: Kevin Flynn (Bridges), o dono da empresa Encom e criador de Tron está desaparecido há anos e o filho dele, Sam Flynn, é estimulado por um confiável funcionário da empresa a ir atrás do pai.

Não queira receber explicações de como é possível entrar no mundo de um jogo de video-game e ter a sua vida ameaçada, o jeito é curtir a experiência sem pensar nos porques. Uma vez no mundo do Tron, vemos que Clu, um programa criado à imagem de Kevin, é quem comanda as coisas por lá e ele tem a intenção de criar um mundo perfeito sem se importar em destruir tudo e todos pela frente. O que faz a ida ao cinema valer a pena é o espetacular visual em 3D  com a trilha sonora do Daft Punk. Há alguma coisa de fascinante na mistura das cenas de ação daquele mundo com a batida eletrônica feita pelo Daft Punk. Não dá para imaginar o filme com outra trilha sonora. Simples assim.

Não leve Tron a sério e também não leve a sério quem mete o pau no filme sem ressaltar suas qualidades. É claro que é um trabalho longo demais para pouca história, além disso, não é algo que eu queira rever em DVD, mas ter os meus sentidos estimulados de maneira tão intensa, com cenas cheias de energia e vibração me fizeram sair do cinema com a certeza de ter recebido uma boa dose de diversão. Às vezes é só isso que eu espero de um filme.

Título original: TRON: Legacy
Ano: 2010
País: USA
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Edward Kitsis, Adam Horowitz
Duração: 127 minutos
Elenco: Jeff Bridgers, Garrett Hedlund, Olivia Wilde, Bruce Boxleitner, Beau Garrett, Michael Sheen

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Review: Robin Wood (2010)


Nota: 6

O objetivo de Ridley Scott não era mostrar Robin Hood e sua característica de roubar dos ricos para dar aos pobres. A ideia é contar como a lenda surgiu. Robin Longstride acompanhava o exército de Ricardo Coração de Leão no retorno das cruzadas quando a morte do rei e uma promessa feita no leito de morte de um nobre inglês o fazem mudar de rumo. Robin percebe-se no meio de uma invasão francesa às terras inglesas. O povo inglês encontra-se dividido, graças ao ingênuo e mesquinho Príncipe João. Alguém terá que os unir. Quem será?

É triste constatar que um elenco tão sólido e um trabalho técnico de qualidade tornam-se escravos de um roteiro bobo e previsível. O roteirista Brian Helgeland já realizou ótimos trabalhos anteriormente, como Sobre Meninos e Lobos e Los Angeles Cidade Proibida, mas aqui ele errou feio. Russell Crowe apesar de atuar bem parece ter apenas repetido o que fez em Gladiador. Qual a diferença entre este Robin Wood e Maximus? Difícil responder. Se a ideia era contar como surgiu a lenda, não faria mais sentido utilizar um ator mais jovem?

Apesar das duas horas e meia de duração eu não me senti cansado vendo o filme, mas é claro que muitas cenas desnecessárias poderiam ter sido cortadas. Os cenários são fantásticos, recriando muito bem o período. Além disso, a batalha final é muito bem executada, com bastante sangue e violência. É o melhor momento de Robin Hood, mesmo que tenha uma bizarrice envolvendo a participação de Marion e de umas crianças selvagens. Mais uma prova do roteiro falho.


Título original: Robin Wood
Ano: 2010
País: USA
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Brian Helgeland
Duração: 140 minutos
Elenco: Russell Crowe, Cate Blanchett, Max von Sydow, William Hurt, Matthew Macfadyen, Kevin Durand, Mark Strong

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* * *
Quero agradecer ao parceiro Jonathan Nunes, do blog Cinema Arte Diversão por ter me oferecido o selo Dardos. É o primeiro selo que recebo nessa jornada pelo mundo dos blogs de cinema. Valeu.

As regras são as seguintes:

1. Exibir a imagem do selo no seu blog
2. Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação.
3. Escolher outro blog para receber o Prêmio Dardos
4. Avisar ao escolhido.

O Blog que indico é o: CinePipocaCult, da Amanda Aouad, porque é um blog com costantes atualizações, que nos informa muito bem sobre o que ocorre no mundo do cinema, uma visita obrigatória.

Atração Perigosa (2010)


Nota: 8

Charlestown é uma região de Boston conhecida por produzir ladrões de banco. É como uma tradição de família passada através de gerações. A primera sequência do filme mostra um assalto a banco realizado por Doug MacRay (Affleck), Jem (Renner) e mais dois colegas. O assalto se desenrola com muita adrenalina e a competência dos ladrões fica nítida. Antes de deixarem o banco eles levam Claire (Hall) como refém. Uma vez fora do alcance da polícia eles a libertam. Alguns dias depois, Doug vai atrás da moça e os dois se aproximam. Claro que ela não faz a menor ideia com quem está saindo.

Ben Affleck está se mostrando um excelente diretor. Ele conduz o filme de maneira extremamente coesa. É fácil perceber influências de filmes como Sobre Meninos e Lobos e Foga Contra Fogo, o que só contribui para a qualidade do trabalho. Ainda que as cenas de ação sejam muito empolgantes, como as perseguições nas ruelas de Boston e o tiroteio no estádio dos Red Sox, os destaques de Atração Perigosa são o bom roteiro e o elenco competente. Ben Affleck provavelmente oferece a melhor atuação da vida dele, Jeremy Renner rouba todas as cenas em que aparece, tamanha sua intensidade, Rebecca Hall tem o papel mais difícil, saindo-se muito bem e o astro de Mad Men, Jom Hamm, interpreta com autoridade o agente do FBI que está na cola do grupo.

Utilizando com maestria seus 125 minutos, o roteiro constrói com desenvoltura o personagem Doug MacRay, algo essencial para a trama. Atração Perigosa não apresenta elementos originais para os filmes do gênero, mas com um ritmo extremamente agradável, uma direção segura de Affleck e um elenco inspirado, ele se transforma em um dos grandes filmes do ano. Merecem aplausos algumas escolhas do roteiro, principalmente em seu desfecho, quando uma frase dita por certa personagem no meio do filme ganha uma importância incrível. Acredito que este será um dos 10 indicados ao Oscar.

Título original: The Town
Ano: 2010
País: USA
Direção: Ben Affleck
Roteiro: Peter Craig, Ben Affleck
Duração: 125 minutos
Elenco: Ben Afflec, Rebecca Hall, Jon Hamm, Jeremy Renner, Blake Lively

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As Melhores Coisas do Mundo (2010)

NOTA: 8

À primeira vista parece ser apenas mais um filme sobre a passagem da adolescência para a idade de jovem adulto, mas não é bem assim. Elementos diferentes são adicionados e o resultado é um trabalho original e corajoso. Os pais de Mano estão se separando, pois o pai acabou encontrando uma outra pessoa. Já adianto que é nesse fato que reside a maior surpresa da história, algo que vai abalar bastante o Mano e o irmão Pedro.

O roteirista Luiz  Bolognesi e a diretora Laís Bodanzky representaram de maneira precisa o cotidiano de uma escola de classe média brasileira. É assustador perceber que a cada ano que passa o colégio torna-se um lugar cada vez mais hostil, como o próprio Mano diz, é igual ao Big Brother, parece que todos estão se vigiando e esperando por algum deslize para que possam tirar sarro da outra pessoa. Tudo é muito realista, desde os diálogos com gírias típicas da idade, como as atitudes dos adolescentes. Parece que a diretora colocou uma câmera num colégio e deixou as coisas acontecerem naturalmente. O bullying psicológico e físico retratados não são brincadeira. Um dos melhores momentos do filme é o abraço entre Mano e o irmão Pedro, após aquele ter se tornado vítima  de 3 “valentões” da escola.

Vários personagens são marcantes, como o professor de violão de Mano, que sempre tem bons conselhos para o garoto, o professor de física, interpretado por um seguro Caio Blat e não posso esquecer de mencionar a Carol e seu caderninho de anotações. O grande carisma de Mano deixa tudo ainda melhor. Ele vai amadurecendo com seus erros, passando a pensar por si mesmo. Se me perguntassem, juro que prefiro As Melhores Coisas do Mundo do que Tropa de Elite 2. O mundo adulto, violento e corrupto da nossa nação já me encheu o saco. É impossível não ser tomado por um ar nostálgico enquanto se assiste ao filme. Você acaba recordando das coisas marcantes que fez nessa época e, sejam boas ou ruins, o importante é ter aprendido boas lições com elas.

Título original: As Melhores Coisas do Mundo
Ano: 2010
País: BRA
Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Luiz Bolognesi
Duração: 100 minutos
Elenco: Francisco Miguez, Denise Fraga, Fiuk, Gabriela Rocha, Caio Blat

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bruno knott,
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Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo (2010)


Cotação: 5

É de conhecimento de todos que Príncipe da Persia – As Areias do Tempo tinha como principal objetivo fazer dinheiro. É um blockbuster que tenta soar épico e que escancara a intenção de Jerry Bruckheimer de criar um novo Piratas do Caribe, pelo menos em termos de bilheteria.

O roteiro é bem previsível e muito pouco estimulante. Dastan (Jake Gyllenhaal) é injustamente acusado de matar o seu pai adotivo, o rei da persia. O herói tenta provar sua inocência e também deve impedir que o mundo seja destruido pelo mau uso de uma arma que permite voltar no tempo. Gyllenhaal é um ótimo ator, mas aqui ele não tem oportunidade de mostrar suas qualidades artísticas. De qualquer forma, o carisma dele, a beleza da atriz Gemma Arterton e a direção ágil de Mike Newell permitem alguns bons momentos de diversão.

O personagem de Alfred Molina é um dos pontos positivos do filme, já que suas tiradas cômicas garantem boas risadas. Príncipe da Pérsia pode agradar em alguns momentos, sendo você fã ou não do jogo, mas o destino dele é ser rapidamente esquecido.

Título original: Prince of Persia: The Sands of Time
Ano: 2010
País: EUA
Direção: Mike Newell
Roteiro: Boaz Yakin, Doug Miro e Carlo Bernard
Duração: 116 minutos
Elenco: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Ronald Pickup

Boas expectativas: Somewhere (2010, Sofia Coppola)

Sou um grande fã de Sofia Coppola. Além de ser filha de Francis Ford Coppola, ela vem mostrando ter talento próprio a cada filme que faz.

Ela não deu certo como atriz, como fica facilmente comprovado com a bizarra performance dela em O Poderoso Chefão 3, mas como diretora ela é excelente.

Sofia Coppola está por trás dos ótimos Virgens Suicidas (1999) e Maria Antonieta (2006) e da pequena obra-prima chamada Encontros e Desencontros (2003).


Vai demorar um pouco para nós brasileiros podermos acompanhar no cinema o novo filme da diretora. Somewhere não tem previsão de estreia para o Brasil e a minha vontade de assistir ao filme só aumenta.

O fato do filme ter ganho o Leão de Ouro no festival de Veneza é mais um motivo para me animar.

Assim como ocorreu em seus filmes anteriores, Somewhere conta com uma trilha sonora especial, com músicas das bandas Phoenix, Foo Figthers, Kiss e Strokes

Tem como dar errado?

Espero responder isso o mais breve possível.

/bruno knott

A Origem (2010)


Cotação: 7

Desde quando iniciei o Cultura Intratecal sempre optei por escrever posts com textos curtos e objetivos, afinal vivemos em um mundo cada vez mais dinâmico e todos sabemos que o tempo tornou-se uma preciosidade. Além disso, eu penso: quem diabos sou eu pra escrever linhas e linhas sobre algo que não é minha especialidade? Sim, eu amo o cinema, procuro aprender sobre tudo que envolve a realização de um filme e vejo o maior número de filmes possíveis, mas isso não me torna uma autoridade no assunto. Textos grandes e de qualidade comprovada eu deixo para os críticos de verdade, como o Pablo Villaça, Roger Ebert e o James Berardinelli, por exemplo. Sou um mero apreciador que gosta de fazer comentários a respeito do que assiste, por isso escrevo texto curtos e diretos.

Fiz esse parágrafo para que vocês saibam que eu escrevo sobre filmes sem pretensão alguma.

E sem pretensões de estar certo (esse conceito de certo e errado existe mesmo?) preciso escrever sobre A Origem, o filme do momento. Peço paciência (e coragem), pois é impossível esse texto não ser mais longo do que o habitual.

Primeiro devo dizer que gostei do filme. É um blockbuster com conteúdo e que sem dúvida vale o ingresso do cinema, mas ele está longe de ser uma obra-prima. O próprio Nolan já fez trabalhos bem melhores do que esse, como The Dark Knight e Memento. A ideia principal de A Origem é extremamente criativa e empolgante, mas Nolan errou ao transformar um belo exemplar de ficção científica em um filme de ação cansativo.

Não entendo esse endeusamento. Será que eu sou o único que teve dificuldades em suportar as cenas de ação pra lá de longas? Li um crítico que disse que os sonhos de Nolan parecem ser dirigidos pelo Michael Bay e ele não está longe da verdade. Aquelas cenas na neve mais parecem um filme do James Bond, só que sem a classe e qualidade do mesmo.

Nolan merece aplausos por transformar uma ideia complicada em algo bem acessível. Se você prestar atenção na tela não terá dificuldades em entender toda a ideia dos 3 níveis de sonho (mais o limbo) e essa é a parte que merece aplausos. Agora, 90% do filme é ação, tiros e explosões para todo o lado. Tirando a sequência no hotel sem gravidade, as outras podem levar qualquer um a um sono profundo.

Mas e a história?

Cobb (Leonardo DiCaprio) é o líder de um grupo que invade os sonhos das outras pessoas em busca de seus segredos. Arthur (Joseph Gordon-Levitt) é o seu principal parceiro nessas atividades. Nas cenas iniciais do filme aprendemos como funciona todo esse procedimento e é algo bem estimulante.

Eles recebem uma proposta de Saito (Ken Watanabe). Em vez de roubar, Saito quer que eles plantem uma ideia na mente de Robert Fischer (Cillian Murphy), filho de um bilionário que está prestes a morrer. O que Saito quer é que Fischer decida dividir o império do próprio pai.

Para realizar essa tarefa complicada, Cobb pede auxílio a Eames (Tom Hardy), Yusuf (Dileep Rao), um químico capaz de fazer um sedativo extremamente potente e Ariadne (Ellen Page), a nova arquiteta do mundo dos sonhos.

Não me perguntem qual a importância de que Fischer divida o império do pai, Nolan realmente não faz questão que saibamos o motivo disso. Na realidade, é apenas uma desculpa para que a concepão do sonho dentro do sonho dentro do sonho comece. Sem problemas.

Cobb mostra para Ariadne o trabalho que ela vai ter que executar. Ver a garota explorando todas as possibilidades dos sonhos é um dos grandes momentos do filme e é algo que faz falta no resto da projeção.

Ok. O próprio roteiro faz questão de nos informar que, para que o roubo de segredos e a inserção funcionem, o mundo dos sonhos deve ser o mais parecido possível com o mundo real. Mas caramba. Qual a graça de ver um sonho quase 100% igual ao mundo real?

Queria ser brindado com mais cenas, como aquela em que Ariadne literalmente coloca a cidade de cabeça para baixo. Isso sim é um sonho de verdade, isso sim é empolgante.

Mas não. Nolan preferiu criar essa regra do sonho mais real possível e acabou com minha alegria.

De qualquer forma, há algo de extrema genialidade em A Origem (além da ideia original), tanto da direção, como da montagem. A maneira como os três sonhos são sincronizados desde a metade do filme até o clímax é de uma beleza única. A trilha sonora de Hans Zimmer e a entrega desses excelentes atores contribui para que tudo funcione direitinho, só que, infelizmente, não houve possibilidade de criarmos uma conexão emocional com esses personagens. Se um deles morresse não iria fazer diferença pra mim.

Cada nível de sonho dura um tempo específico no tempo real e a forma como conseguiram deixar tudo isso compreensível para o público é digno de nota. Alguém já viu algo tão ambicioso assim antes? Por isso que A Origem merece reconhecimento, mas deve-se ter calma.

Ele não é tão complexo como alguns fazem questão de afirmar e a ação é extremamente cansativa. Eu poderia passar umas 4 horas assistindo as cenas de ação de Matrix, mas foi difícil aguentar as duas horas e meia de tiros, perseguições e explosões em A Origem.

Se Nolan explorasse melhor os seus personagens (só Cobb é satisfatoriamente desenvolvido), se adicionasse um pouco de humor e cortasse uns 20 minutos de ação estafante, aí sim eu concardaria em chamar A Origem de obra-prima.

Ano passado houve um excesso em relação a Avatar e está acontecendo agora com A Origem. É óbvio que o filme de Cristopher Nolan é umas 10x melhor que o filme de James Cameron, mas isso não fez dele a última coca-cola do deserto, se é que vocês me entendem.


Título original:
Inception
Ano: 2010
País: EUA
Direção: Cristopher Nolan
Roteiro: Cristopher Nolan
Duração: 148 minutos
Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy, Ken Watanabe, Dlieep Rao, Cillian Murphy, Tom Berenger, Marion Cotillard, Pete Postletwaite, Michael Caine

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