The Walking Dead – 1×05: Wildfire


NOTA: 9

O quarto episódo acabou com o massacre no acampamento e aqui vemos as consequências de todo aquele caos. Como lidar com tantas perdas? Como absorver o fato de que ninguém está a salvo e como ter esperanças no futuro? Foi no mínimo tocante acompanhar Andrea chorando a morte da irmã. Como todos sabemos, uma pessoa mordida em breve se transforma em zumbi e não é muito inteligente ficar esperando isso acontecer. O suspense enquanto Andrea observa a irmã se transformando é quase insuportável e a resolução disso não poderia ser mais forte.

Falando em cenas fortes, a campeã desse episódio é aquela em que a mulher de cabelo raspado pega uma foice e desfere repetidos golpes na cabeça do marido morto! Quanta ira, quanta angústia de uma mulher submissa que ela botou pra fora. E fez bem, eu diria. Gore autêntico e corajoso aqui.

A trajetória de Jim foi curta, mas agoniante. Ele também foi mordido e em breve vai se transformar. É difícil demais para o grupo tomar a atitude correta. Apesar de viverem num mundo destruído, eles ainda são seres humanos e guardam o mínimo de sentimento uns pelos outros. Mas… algo tem que ser feito. Também é preocupante ver Shane quase perdendo o bom senso. Ele não consegue esquecer o tempo que passou com Lori e algo me diz que isso não vai acabar nada bem.

O grupo quer abandonar o acampamento, mas fica a dúvida: ir para onde? Procurar os militares ou o CDC? Eles decidem pela segunda opção, esperando encontrar cientistas trabalhando em busca de uma cura para tudo isso. Aparentemente no CDC não resta nada, a não ser UM médico. Quando o Dr. Jenner trabalhava em cima de uma amosta me lembrei de Will Smith em Eu Sou a Lenda, o que não deixa de ser interessante.

Interessantes mesmo são as cenas finais e a nada sutil referência a LOST. Lembram quando Locke ficou desesperado batendo na escotilha, pedindo por uma resposta e na sequência vemos uma luz sendo acesa lá dentro? Foi quase o que aconteceu aqui, a diferença é que já sabíamos da presença do Dr. Jenner dentro do prédio e em Lost reinava o mistério.

Mas… o que o grupo vai ganhar com essa visita? A resposta vem no episódio final da primeira temporada, que está excelente.

/the walking dead – 1×05: wildfire
bruno knott,
sempre.

The Big C 1×05 – Blue-Eyed Iris


Cotação: 6

Ainda que Blue-Eyed Iris não tenha sido um episódio marcante, ele proporciona momentos extremamente divertidos. Cathy pega Adam assistindo a um filme pornô e resolve conversar sobre isso com o garoto. Obviamente, ele quer encerrar o papo o mais rápido possível, mas Cathy parece não ligar muito para o constrangimento dele. É uma cena um tanto bizarra e é o ponto alto do episódio em termos de humor.

Além disso, neste episódio Cathy sente-se triste por achar que as pessoas não estão notando a sua presença. Furam sua fila, o garçom não atende quando é chamado por ela e assim por diante. Mas nem todos são assim. Um funcionário do colégio lhe faz um elogio sincero e isso basta para anima-la. Anima-la bastante, eu diria.

Cathy tenta conversar com Adam sobre o que a maioria das mulheres esperam de um relacionamento, mas ele não dá muito ouvidos. Na verdade, Adam jamais presta muita atenção no que sua mãe fala, não é?

Blue-Eyed Iris é um episódio apenas regular. Ele perdeu um tempo precioso discutindo o início da vida sexual do Adam de um jeito pouco original, bem no estilo malhação mesmo. Só que um seriado com Laura Linney sempre traz um algo a mais, mesmo em momentos que podem ser considerados clichês. Que outra atriz conseguiria arrancar tantas risadas em uma cena já muito explorada em outros filmes? Sim, falo da cena em que ela se depila. Timming cômico excelente. Belo momento.

Não sei se é impressão minha, mas até agora os melhores episódios foram aqueles em que o médico de Cathy apareceu. Acho que eles fazem uma boa dupla, com uma boa química. Vamos aguardar para ver se isso é uma regra ou não.

/bruno knott